Há três dias tenho idéias para escrever aqui. Idéias rapidamente adiadas ou esquecidas por motivos diversos, boa parte deles desconhecida até por mim. Aqui e ali eu me via tentando não pensar no próximo ano, procurando escrever sobre outros assuntos, como as maiores bilheterias do ano. Mas desanimava. Algo errado, claro. Talvez seja isso: inclinar-me cada vez mais a evitar expectativas não só me tira o ânimo dos mergulhos desejados, mas também me tira o fôlego dos necessários. E para isso afetar um espaço tão pessoal e, em certa medida, tão individualista como este blog, dependente somente da minha vontade e sem precisar dar satisfações, é porque não tinha idéia do erro das minhas intenções. Ainda não tenho totalmente, mas entendo mais agora. Assim espero.
Nem erro talvez seja, mas não anda me fazendo bem simplesmente por não estar fazendo nada. Senti algo semelhante no fim do ano passado. Mal de época? Não sei. Gostaria de dizer que me importa saber se é inércia pré-reveillon ou algo a mais que demorei um ano pra dar mais atenção, mas sinceramente não me interessa. Não gosto. Paradoxal escrever sobre isso e dizer que não há interesse, mas eu precisava fazer uma última análise antes da meia-noite.
Não posso imitar o Cony e outros idosos e dizer que não espero nada do próximo ano assim como não esperei nada do ano anterior, pois espero. Não espero encontrar cisnes pelo mundo nem fazer toda criança feliz, mas eu preciso considerar alguma coisa. É uma necessidade de sobrevivência psíquica e emocional. Sempre estamos no equilíbrio da expectativa e da frustração. Não se pode dizer que o resultado sempre seja gratificante. Mas, francamente, é sempre bom perceber que valeu a pena. Se não valeu, há sempre o próximo reveillon. Algum motivo deve haver para comemorar até não esperar mais por nada, somente pelo fim. Durante o meio, brindemos! Ou voltemos a escrever...
Nem erro talvez seja, mas não anda me fazendo bem simplesmente por não estar fazendo nada. Senti algo semelhante no fim do ano passado. Mal de época? Não sei. Gostaria de dizer que me importa saber se é inércia pré-reveillon ou algo a mais que demorei um ano pra dar mais atenção, mas sinceramente não me interessa. Não gosto. Paradoxal escrever sobre isso e dizer que não há interesse, mas eu precisava fazer uma última análise antes da meia-noite.
Não posso imitar o Cony e outros idosos e dizer que não espero nada do próximo ano assim como não esperei nada do ano anterior, pois espero. Não espero encontrar cisnes pelo mundo nem fazer toda criança feliz, mas eu preciso considerar alguma coisa. É uma necessidade de sobrevivência psíquica e emocional. Sempre estamos no equilíbrio da expectativa e da frustração. Não se pode dizer que o resultado sempre seja gratificante. Mas, francamente, é sempre bom perceber que valeu a pena. Se não valeu, há sempre o próximo reveillon. Algum motivo deve haver para comemorar até não esperar mais por nada, somente pelo fim. Durante o meio, brindemos! Ou voltemos a escrever...