<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373</id><updated>2011-12-30T02:25:25.183-02:00</updated><category term='hq'/><category term='relembrando'/><category term='falando demais'/><category term='adaptações'/><category term='religião'/><category term='net'/><category term='cinema'/><category term='Alguns filmes'/><category term='cenas'/><title type='text'>Interferência</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>101</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-7233627622690450968</id><published>2011-08-23T01:39:00.001-03:00</published><updated>2011-08-23T01:40:26.219-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='net'/><title type='text'>Resposta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;"Blog é literatura?". &lt;a href="http://reporterdesandalias.blogspot.com/2011/08/blog-uma-nova-literatura.html"&gt;Pergunta&lt;/a&gt; que me faz voltar a escrever aqui, como resposta superficial de caráter opinativo. Um motivo válido, melhor do que as minhas últimas indagações e abstrações sobre o que me fazia manter um blog, chegando ao cúmulo da postagem anterior. Desta vez tenho um bom pretexto: uma pergunta interessante, vinda de uma amiga estimada e respeitada e, de quebra, tira um pouco da ferrugem e da preguiça deste espaço. Não que essa última parte signifique grande coisa em tempos de mudanças de cidade e semestres letivos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;À primeira vista, a resposta da pergunta já está compreendida na própria apresentação do problema. "&lt;i&gt;Se considerarmos o conceito de literatura como a arte de criar e recriar textos capazes de produzir efeito estético e provocar a catarse, a resposta é sim. Mas, e se consideramos a definição de Literatura do ponto de vista canônico, será que a resposta é a mesma?&lt;/i&gt;" Não é a mesma. Além da natural resistência dos acadêmicos da instituição (a qual &amp;nbsp;pude constatar mais de uma vez, tanto ao vivo como por relatos, começando quando fui pesquisar se quadrinhos são literatura), pode-se argumentar que os blogs não apresentam nenhuma grande novidade em relação a outros modelos literários (já li, e num livro, que o hipertexto nas postagens é uma otimização das referências bibliográficas ao final da obra), que a história deles é muito recente para se definir como literatura ou - chegando a uma etapa mais filosófica - que as várias conexões informativas presentes nos blogs estimulam a dispersão do leitor, indo contra a abstração mais profunda e centrada que uma obra literária canônica deveria ter. Não teria um poder transcendental ao ser humano. Isso levaria a uma pergunta mais abrangente: blog é uma forma de arte?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;Quanto ao efeitos estético e catártico da blogosfera, não tem como não questionar como eles se configuram diante das redes sociais. Porque, mais do que estética, a catarse é a palavra-chave. E, na internet, quanto mais rápidos forem produção e retorno, tanto melhor. Como se uma declaração de amor ou uma reclamação do trânsito tivessem efeito apenas se fossem publicadas quase no instante que foram mentalmente formuladas. E no máximo em 140 caracteres. Neste sentido, os blogs se aproximam mais de um estilo literário do que o twitter ou o facebook. E não é surpresa que, embora longe de perderem sua relevância, os blogs despertam cada vez menos atenção como representações pessoais do que como espaços jornalísticos ou institucionais. É a cibercultura. Daqui a pouco vão enjoar das hashtags e partir pra outra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;Mas, considerando a estética, penso em alguns tweets, com um sorriso de resignação e inveja, que conseguiram expressar melhor meus pensamentos do que várias linhas que já escrevi. Belos aforismos do espírito. Sendo assim, twitter é literatura? E quem manda bem em 140 caracteres teria o mesmo resultado em blogs? É mais uma questão de software ou de estilo pessoal? Talvez sejam perguntas que fujam da questão principal, mas que passam pela mente ao lembrar de texto, hipertexto, link, internet, catarse, imagem, estética. E que, para uma reflexão mais aprofundada, exige mais do que consultas à wikipédia ou, num sucinto mais arcaico, da leitura da coleção Primeiros Passos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;Por isso, desejo sorte à Repórter de Sandálias na discussão sobre o tema, mesmo sabendo que ela vai depender muito mais da competência que possui, e que não é pequena. Afinal, mais do que uma graduada em Comunicação com mestrado em Letras - portanto, mais do que apta a considerar o melhor do diálogo de ambos os campos -, é alguém que demonstra atenção e sensibilidade para captar o interesse alheio naquilo que é sua motivação profissional e pessoal: o ato de escrever.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;Tanto que me incentivou a voltar aqui. Obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-7233627622690450968?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/7233627622690450968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=7233627622690450968&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7233627622690450968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7233627622690450968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2011/08/resposta.html' title='Resposta'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-3451589845823231434</id><published>2011-05-01T22:14:00.000-03:00</published><updated>2011-05-01T22:14:43.128-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relembrando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Cem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Então... centésima postagem, não é isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- É.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Por isso resolveu escrever como diálogo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Foi um dos motivos. Não sabia bem o que escrever a respeito, mas queria escrever. E, como já estava ficando de saco cheio do meu próprio texto, achei que escrever em discurso direto poderia ajudar, sem pensar tanto antes de digitar. Pode não ser uma boa saída, pode ficar ridículo, mas incentiva um pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- E com quem está conversando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Pois é... o que dizem de um diálogo com uma só voz?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Seria então apenas sobre você mesmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Haveria outra maneira? Digo, o blog todo é sobre mim. Tentei escrever sobre assuntos variados, sendo objetivo, mas não deixa de ser minha perspectiva. Certo, não há assuntos tão variados assim, mas não há um tema específico, uma linha-chave. Nenhuma novidade até aí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- E quais foram as últimas novidades?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Nenhuma. De certa forma, isso me entristece um pouco, mas não é nenhuma surpresa. Percebi que escrevo mais num estado mediano, quando não estou nem muito alegre nem muito triste. Não necessariamente alegria ou tristeza, mas num ponto morno, por assim dizer. Quando nada me empolga ou desanima demais. Mas, além disso, uma hora cansa. Por isso já falei muitas vezes sobre o que leva a ter um blog pessoal, sem objetivo de lucro ou vínculo institucional. Vi algumas coisas, artigos, matérias, outros blogs, compartilhei links. E, pra variar, isso cansou também. Como já me disseram: por que ficar procurando motivo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- E encontrou alguma resposta ou desistiu de procurar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Dei um tempo. Como eu disse, já li e escrevi sobre isso, principalmente quando o blog fez aniversário. Encontrei alguns motivos, mas não necessariamente uma motivação. Podia deixar pra lá, como cheguei a fazer, mas sei que uma hora vou voltar a escrever, nem que sejam velhas abobrinhas. Gosto, fico enjoado, dou um tempo, volto depois e o processo reinicia. Tudo isso sendo afetado pelo tempo disponível e estado emocional. É um círculo. Não é complicado entender.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Falando assim, parece que já encontrou uma resposta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- É, percebi isso agora. Já ouvi que tenho uma tendência a complicar questões que, no fundo, não são muito complexas. Minha mãe já disse isso. Até já me disseram que é por isso que não fico tão deslocado ao trabalhar com textos acadêmicos, pelo menos nas Ciências Humanas. Foi uma brincadeira, claro, mas admito que, quando lembro de alguns textos e aulas, especialmente metodologia, penso que tem um fundo de verdade. Mas e daí? Não me orgulho, mas não chega a ser uma condenação moral. Além disso, o blog é de quem? E outra coisa: vi que, justamente por essas perguntas, muitas vezes bobas, é que surgiram textos tão estimulantes, falando não somente de blogs, mas da expressão humana de maneira geral. Toda essa ansiedade é inerente e estimulante à linguagem. Confunde, pode encher o saco, mas faz parte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- E você acha que já escreveu algum texto estimulante?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Depende que tipo de estímulo, não é? Se for para estimular a ter um blog próprio, acho que não, até porque nunca tive essa intenção. Se for para ver ou rever alguns filmes, por exemplo, então sim, tive uma ou outra postagem que valeu. Pelo menos eu gosto de reler.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Então você relê muita coisa do blog?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Relia mais, principalmente nos dois primeiros anos, quando dava mais atenção ao blog. Mas geralmente não curto muito o que escrevi. Tem uns textos legais, outra parte ruim, quase constrangedora, e a maioria não fede nem cheira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Já apagou muitos textos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Não. Nenhum, para falar a verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Mas você disse que tem uma parte ruim do blog. Por que não apagou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Para chegar à centésima postagem... Brincadeira. Mesmo lembrando que este diálogo é o texto número 100 do blog, incluindo partes boas e ruins, eu não apaguei nada porque acho que cada postagem se encaixava no contexto que a escrevi. E isso me traz lembranças e, às vezes, ajuda a entender alguma situação atual ou recordar o caminho que fiz até ali. Isso não é muito comum, entretanto. Alguns textos eu não apaguei apenas para me lembrar de não escrever daquele jeito novamente. Aliás, essa própria conversa pode ser um exemplo disso no futuro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Sim, você também já falou sobre isso em outros textos do blog. Mas isso não acaba ficando previsível? Digo, é um blog de você para você mesmo. Uma hora você sabe a resposta antes da pergunta, pelo menos nas postagens de caráter mais pessoal. Se você quer um texto ruim ou uma lembrança boa, vai saber onde procurar porque já olhou ali outras vezes, não é? Uma hora isso não deixa de funcionar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Você acabou de mostrar a tendência de complicar as coisas. Mais um pouco e talvez até a psicanálise possa oferecer um diagnóstico dessa conversa como uma manifestação do ego e tal... Mas tem razão. Uma hora fica chato e não rende mais. Mas já li e reli, então por que apagar no final das contas? Não sei ao certo. Costumo ler outras fontes para melhorar ou no mínimo mudar as perspectivas. Mas aí veio outra questão: quanto mais eu lia, menos escrevia. Talvez seja um sintoma geral ou não. Comigo acontece. Mas o blog não fica parado por muito tempo por eu estar lendo muito. Tem a ver, mas não é a principal razão. É mais aquilo que disse antes, do círculo de enjoar e voltar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- E, no momento, você está enjoado ou na ativa com o blog?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Não sei. Há um certo conforto na indefinicão das intenções, não é? Parece um pouco quando nós somos os primeiros a nos censurar, como se a autocrítica tirasse o direito dos outros de apontar nossos erros. Mas aqui eu posso fazer isso, então não sei mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Então o centésimo post pode ser o último?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Improvável, mas talvez seja um dos últimos deste blog. Faz um tempo que penso em ter outro blog para assunto mais específicos. Cinema, adaptações de quadrinhos ou games, crônicas de rpg, &amp;nbsp;livros acadêmicos, sei lá, uma coisa que me fizesse ser mais objetivo.. E como isso ajudaria minha vontade ocasional de escrever, pode ser que este blog possa aos poucos ir ficando de lado. Talvez trouxesse até um benefício prático para mim, em vez de me fazer ficar matutando sobre questões pseudo-existenciais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Se houvesse uma outra pessoa além de você nessa conversa, o que você diria?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;- Agradeceria a paciência de quem leu o blog por tanto tempo. Mas isso eu diria se houvesse outra pessoa ou não. É algo que merece ser expresso. Tirando isso, não sei. Que vale a pena escrever, nem que seja para escrever mais daquele jeito. Que os melhores textos costumar ter uma linguagem clara, mas nem sempre isso se aplica a estouros emocionais ou textos de caráter expressamente artístico. Enfim, que é sempre bom tentar melhorar. Nada de novo. Acho que, no fundo, tudo isso quer dizer que a sensação de progresso ou o sentimento de evolução valem a pena, mesmo que não se saiba qual é o topo. Mas com certeza não é o centésimo post de um blog.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-3451589845823231434?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/3451589845823231434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=3451589845823231434&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3451589845823231434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3451589845823231434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2011/05/cem.html' title='Cem'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-4071731946092826476</id><published>2011-04-15T18:40:00.002-03:00</published><updated>2011-09-29T16:22:06.186-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alguns filmes'/><title type='text'>Uma versão entre muitas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;Quando um filme antecipa as primeiras conclusões de um espectador e a narrativa se aproveita disso, é preciso cuidado. Um recurso comum é quebrar a quarta parede e fazer piada da própria previsibilidade. Outro, menos visto, é investir no surreal ou no absurdo da história, justificando suas reviravoltas. &amp;nbsp;Bem amarrado ou não, o uso do humor, do suspense ou da provocação de uma mera curiosidade para instigar o público a entender a estranheza do que vê na tela não é tarefa fácil. Dispensar todos esses recursos e manter a capacidade de seduzir é, portanto, ainda mais agradável de se ver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;A distinção entre original e cópia e o valor de um correspondente ao detrimento da outra parecem ser o tema principal de &lt;i&gt;Cópia Fiel&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;Bijuterias&amp;nbsp;podem ser tão práticas e bonitas quantos joias verdadeiras, mas o valor de uma obra de arte genuína aumenta na medida em que surgem imitações. Então, a cópia teria uma merecimento próprio. Não somente arte material, mas abstrações e pensamentos. E quando o escritor James Miller solta que a importância de uma obra, ou melhor, uma manifestação artística é menos atribuída por sua autenticidade do que pelo olhar de quem a julga, é o primeiro vislumbre de um jogo de representação se aproximando. E se uma breve conversa entre mulheres é o seu ponto de partida, também pode ser a constatação de que o enlevo do filme já se formava desde o início tecnicamente belo e transparente da projeção, mas é sedimentado quando os protagonistas extrapolam o que se acompanhou até ali. Se a peça começou, acabou ou apenas se prolongou ao revirar os papeis (e seus atores sociais) em um desdobramento quase&amp;nbsp;inverossímil, mas que não se assume como falso, é uma indagação que acompanha o jogo de cena no filme, questionando o que seria real, o que seria cópia e, por fim, se haveria uma relação de fidelidade entre eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;O óbvio pode ser brilhante se quem o abriga tiver reconhecimento acima do trivial. Em outras palavras: dependendo de quem fala, a mesma mensagem adquire tons diferentes. E, dependendo de quem vê, assume aspectos ainda mais variados, que podem influenciar quem falou em primeiro lugar. É uma maneira reduzida de dizer que não há controle na produção de sentido na comunicação - e a Comunicação, assim como outras ciências sociais, é permeada por estudos desse tipo. O tom supostamente sério desse texto pode adquirir outro significado se for revelado que o autor tem atravessado períodos de insônia e algumas preocupações, tentando disfarçar tudo em uma escrita prolixa e enfadonha ou revelando que é tudo uma grande piada. &amp;nbsp;Mas, claro, o filme aborda sua aparente falta de controle sobre sua mensagem de uma maneira muito mais abrangente, alcançando mais que comunicólogos e artistas. Na verdade, adota uma abordagem praticamente universal: o efeitos do tempo e do amor sobre duas pessoas. É então que as diferenças entre originais e cópias artísticas perdem o espaço principal, embora não desapareçam da história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;O que se sente exatamente diante da presença de um casal belo de se ver? &amp;nbsp;E o que muda quando o casal é nosso íntimo? A provável resposta é: depende de quem vê. Jovens apaixonados têm uma visão diferente de quem vive décadas de matrimônio. E, ainda assim, fica a sugestão de que muitas pessoas têm em seu íntimo uma espécie de parâmetro sentimental, que sobrevive às experiências boas ou ruins (mas que não deixa de ser influenciado por elas). Não importa o quanto sofreram, não conseguem deixar de sentir esperança em um relacionamento aflito. Ou, não importa o quanto amaram, nunca deixaram de visualizar o ponto final daquele caminho.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;Cópias de expectativas e frustrações são projetadas naqueles que inspiram um mínimo de curiosidade. Cada pessoa, antes de ser fragmentada pela intimidade, é moldada aos olhos de quem a admira ou sente pena. É muito bom quando a admiração de uma obra de arte corresponde às intenções do artista, mas não há garantias desse resultado. É melhor que seja assim. Novas visões e perspectivas ajudam o mundo a ter mais graça, a fugir do mais do mesmo, o que inclui a humanidade. Pensando assim, é interessante questionar o que confere autenticidade a um trabalho diante de tantos outros semelhantes. Mas, muito além de oferecer provas de originalidade, parece mais importante uma obra fazer o espectador pensar sobre o que viu, questionar o que conhece, relembrar do que já esqueceu (assim como a última cena do filme). O sentimento de que valeu &amp;nbsp;a pena, não importa o que se veja depois.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SvnOo1c_ZFg/ToTFLldZTZI/AAAAAAAAAEY/YCYNvlh2XfE/s1600/copia-fiel.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="285" src="http://1.bp.blogspot.com/-SvnOo1c_ZFg/ToTFLldZTZI/AAAAAAAAAEY/YCYNvlh2XfE/s400/copia-fiel.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-4071731946092826476?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/4071731946092826476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=4071731946092826476&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/4071731946092826476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/4071731946092826476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2011/04/uma-versao-entre-muitas.html' title='Uma versão entre muitas'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-SvnOo1c_ZFg/ToTFLldZTZI/AAAAAAAAAEY/YCYNvlh2XfE/s72-c/copia-fiel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-3865229005849738782</id><published>2011-01-22T13:47:00.001-02:00</published><updated>2011-10-01T04:40:00.308-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='net'/><title type='text'>Digital, social e um olhar superficial</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ano passado foi o fim da primeira década 100% digital, de acordo com este &lt;a href="http://olhardigital.uol.com.br/negocios/digital_news/noticias/artigo_-_chegamos_ao_fim_da_primeira_decada_100_digital"&gt;artigo&lt;/a&gt;. E, mais uma vez, as mídias sociais estão na linha de frente. Segundo a conclusão um &lt;a href="http://blogs.abril.com.br/blogdojj/2011/01/midias-sociais-que-deu-certo-que-deu-errado.html"&gt;relatório&lt;/a&gt;, os blogs, e especialmente o blogger, estão sendo ultrapassados pelo microbloggings e redes sociais. &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2009/08/apesar-da-ilusao.html"&gt;Nada de novo&lt;/a&gt; no front. Enquanto o twitter possui a hegemonia na área dos microblogs (embora a ferramenta represente mais do que essa definição), o facebook é a maior rede social do mundo, sendo &lt;a href="http://tecnoblog.net/52530/facebook-foi-mais-acessado-que-google-em-2010-nos-eua/"&gt;mais acessado&lt;/a&gt; do que o o google ano passado nos Estados Unidos e tendo o suposto &lt;a href="http://imasters.com.br/noticia/19469/midiasocial/facebook_quer_se_tornar_a_primeira_empresa_de_us_1_trilhao/"&gt;objetivo&lt;/a&gt; de ser a primeira empresa a valer 1 trilhão de dólares. O &lt;a href="http://www.slideshare.net/FonteMITI/analise-googlevcfacebook"&gt;google&lt;/a&gt; &lt;a href="http://tecnoblog.net/47059/mais-um-embate-da-guerra-google-vs-facebook/"&gt;reage&lt;/a&gt;, mas a rede social ainda tem um ritmo de crescimento maior. No Brasil, ainda é superado pelo &lt;a href="http://www.techtudo.com.br/platb/google/2010/12/28/orkut-o-gigante-adormecido-que-precisa-acordar/"&gt;orkut&lt;/a&gt; (cujo domínio é do google), mas continua avançando. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Já o twitter se mostrou um canal de informação indispensável para qualquer empresa com domínio na internet, &lt;a href="http://www.insidetechno.com/2010/08/11/twitter-cresce-109-por-cento/"&gt;crescendo&lt;/a&gt; continuamente no país. Se o twitter tem seu lado fútil de usuários que divulgam qualquer atividade corriqueira (o que é inevitável), também tem seu aspecto da informação em tempo real, possibilitando um &lt;a href="http://www.scribd.com/doc/17882410/Conflitos-poseleicoes-no-Ira-e-Ciberativismo-no-Twitter"&gt;ciberativismo&lt;/a&gt; com a ferramenta. Quando se trata de eleições, é fundamental que o candidato obtenha o máximo de "seguidores" com seu perfil. Isso leva a observar, aqui, o quanto da população tem &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/795231-acesso-de-brasileiros-a-internet-cresce-113-em-quatro-anos-diz-ibge.shtml"&gt;acesso&lt;/a&gt; à internet. Enquanto o IBGE não divulga os relatórios finais do Censo 2010, vale o registro do quanto o acesso à internet de banda larga &lt;a href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,acesso-a-internet-rapida-no-pais-cresce-71-em-2010,50911,0.htm"&gt;cresceu&lt;/a&gt; nos últimos anos. A partir disso, o ideal seria estimular o uso mais produtivo dessas ferramentas pela população jovem, principalmente no que se relaciona à educação. Mas é claro que o buraco é mais embaixo nesse caso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Então, entre ganhar seguidores no twitter ou obter um "like" no facebook, como ficam os blogs? Continuam, mas aumentando a convergência com outras mídias sociais. É necessário se aprofundar nesse ponto, principalmente se houver dinheiro envolvido. Caso não haja e o objetivo é passatempo/terapia, vale a curiosidade. Não deixa de surpreender quando se olha para trás e vê o quanto as coisas ficaram mais fáceis, mesmo não tendo ideia de tudo o que se deveria fazer. E isso apenas na internet. Quando se trata de tecnologia e aparelhos, é preciso ainda ler muito. Pelo menos aqui. Pode começar se acostumando ao fato de que muito garotos de dez anos ou até um pouco mais não reconhecem logo ou sequer sabem que existem CD's "oficiais" de bandas de música, com encarte, letras e tudo mais. Para eles, um CD é para ser gravado ou para instalar algum programa, se tanto. #otempopassa, e o melhor é "curtir" isso. De alguma forma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-3865229005849738782?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/3865229005849738782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=3865229005849738782&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3865229005849738782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3865229005849738782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2011/01/digital-social-e-um-olhar-superficial.html' title='Digital, social e um olhar superficial'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-9193976968121686281</id><published>2010-12-14T12:05:00.003-02:00</published><updated>2010-12-14T12:19:07.680-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relembrando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Carrossel (Interferência IV)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Três meses sem postar. Trabalho, estudo, casa. Mas também já estava enchendo. Algumas coisas mudaram agora, perto do fim do ano. Mudaram até um pouco antes. Não escrevi mesmo assim. Nem era vazio de pauta: tinha assunto, faltava a vontade. E, em diversas ocasiões, também a competência. Como uma das graças aqui é não ter presença obrigatória, ficou às moscas mesmo. Tempo necessário para ler mais, aprender mais na internet, ver outros projetos, torcer pelo sucesso de alguns planos e, invariavelmente, olhar para o teto - ou para o chão - e se perguntar o que exatamente estou fazendo. Fingindo controle sobre os dados na mesa ou desafiando o relógio na parede. Junto com as respostas vieram outras perguntas, lembrando de dúvidas anteriores, e ficou a sensação de subir no carrossel e querer opções variadas de trajetos e destinos. Já estava ridículo, foi melhor se afastar um pouco. Agora, retomando o espaço, dá pra exercitar a memória e lembrar de filmes e fatos que talvez rendessem textos razoáveis (pelo menos para quem escreve). Mas fica pra depois. Por enquanto, permanece apenas a conclusão de que foi um ano movimentado. O quarto ano deste blog. E, embora tenha escrito menos (e pior) do que nos anos anteriores, continuar aqui ainda é uma vontade. Por mais algum tempo, enquanto também acompanho outros textos, prolíficos ou hesitantes. Algumas vezes, isso basta. Em outras, o melhor é rir e dar um tempo. E torcer para que tudo volte ao "normal". Se houver tal opção...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-9193976968121686281?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/9193976968121686281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=9193976968121686281&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/9193976968121686281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/9193976968121686281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2010/12/carrossel-interfer%C3%AAncia-iv.html' title='Carrossel (Interferência IV)'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-3842576589291556945</id><published>2010-09-02T15:40:00.001-03:00</published><updated>2011-09-29T00:27:00.261-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alguns filmes'/><title type='text'>Sessão dupla</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Nota: o texto abaixo deveria ter sido postado há alguns dias, aproveitando a sessão de cinema recente. Mas houve pouco tempo e muito cansaço, quase deixei pra lá. Por fim, insisti. Se continuar a leitura, aviso de spoilers. Assista aos filmes destacados antes. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Medo, possivelmente, é o sentimento que mais afeta a nossa percepção da realidade. O estado de tensão e alerta, preparado para fugir ou lutar, aumenta as dimensões do que pode ser uma ameaça desconhecida. Um ruído provocado pelo vento, uma iluminação fraca ou um vulto estranho deixam de ser apenas incômodos fatos provocados pelo acaso e passam a representar perigo real. É uma das estratégias do corpo para a sobrevivência da raça humana e que bons filmes de suspense e terror sabem provocar, principalmente quando despertam curiosidade ao mesmo tempo, fazendo a sugestão da ameaça assustar mais que a sua exposição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Se medo pode ser tratado como uma reação imediata do organismo à presença de riscos iminentes, o trauma é resultado de uma experiência agressiva cujos efeitos são sentidos a longo prazo. Ao contrário do medo, que geralmente tem a sua origem logo identificada, o trauma geralmente exige mais tempo para reconhecer não somente a sua causa, mas também os seus efeitos. Tratamento médico é recomendável para a recuperação, principalmente se for necessário analisar os próprios sentimentos e lembranças em busca de respostas. Não é uma ciência exata; os métodos, assim como as reações a cada um deles, são variados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Parece desnecessário relembrar de como medo e traumas podem afetar tanto a mente e o subconsciente do ser humano. Todos conhecem casos e exemplos disso. Mas recordar o óbvio vale aqui por dois motivos. Primeiro: evidências claras à primeira vista podem se revelar mais complexas ao se considerar outras perspectivas, especialmente quando se trata do subconsciente do indivíduo; o que é óbvio pode ser assim definido mais pelo conceito enraizado na mente do que pelo exame do contexto em que se apresenta. Segundo: provavelmente, o ator Leonardo DiCaprio levou em conta tais constatações ao decidir protagonizar seus dois filmes lançados este ano, &lt;i&gt;Ilha do Medo&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;A Origem&lt;/i&gt;&lt;i&gt; (Inception&lt;/i&gt;). Um bom ponto de partida para analisar e comparar as duas obras&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Ilha do Medo&lt;/i&gt; é baseado no livro de Dennis Lehane (Paciente 67), dirigido por Martin Scorsese e narra a investigação de dois policiais sobre o desaparecimento de um paciente no hospital psquiátrico na Ilha Shutter. Alguns questionamentos surgem, segredos são descobertos e, por fim, chega-se ao ponto em que nada ali aparenta ser o que realmente é. &lt;i&gt;Inception&lt;/i&gt; foi dirigido por Christopher Nolan, com roteiro original do próprio diretor. Uma equipe de ladrões especializada em roubar ideias durante o sonho das pessoas, quando a mente está mais vulnerável, recebe como missão realizar o oposto do que geralmente fazem: ao invés da extração, devem inserir um pensamento na mente do alvo. Cada um dos filmes, agarrado ao seu respectivo gênero principal (terror e ficção científica) e ainda alcançando outros, fala sobre como a mente humana pode ser influenciada pelo medo e desespero da realidade, chegando ao trauma e, por fim, ao colapso, transformando a veracidade dos fatos na verdade mais conveniente para a sobrevivência psicológica. Melhor antes ver a especialidade de cada trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio são parceiros de cinema há 8 anos e quatro filmes. Durante este tempo, fizeram um drama (&lt;i&gt;Gangues de Nova York&lt;/i&gt;, 2002), uma cinebiografia (&lt;i&gt;O Aviador&lt;/i&gt;, 2004), um remake de um policial chinês (&lt;i&gt;Os Infiltrados&lt;/i&gt;, 2006) e o suspense/terror Ilha do Medo. Enredos variados, papéis versáteis. De certa forma, é difícil encontrar uma assinatura-chave de Scorsese na direção dos quatro filmes, mas há estilo, sem dúvida. Um exemplo do seu cuidado na construção tanto imagética quanto na significação das cenas é o momento em que o protagonista de &lt;i&gt;O Aviador&lt;/i&gt; se encontra dentro de um banheiro, onde é possível perceber - através das diferenças nas cores da roupa do ator em relação ao ambiente, na postura defensiva dele e na disposição de elementos do cenário - o desconforto do personagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TH2J5R_aIAI/AAAAAAAAADs/F4bbNMWjd9k/s1600/aviator_bluray.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TH2J5R_aIAI/AAAAAAAAADs/F4bbNMWjd9k/s400/aviator_bluray.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ou ainda ao mostrar como dois detetives são vistos com desconfiança ao chegarem no hospital psquiátrico. O enquadramento a partir da perspectiva do guarda (que aparenta ser mais alto do que é), vendo os dois visitantes cercados por outros seguranças de braços cruazados, um veículo atrás e os muros laterais, é capaz de transmitir simultaneamente a ideia de estarem em um local protegido, perigoso e, justamente por isso, estranhos não são bem-vindos. Mais à frente no filme, em uma breve passagem, ficam evidentes a distância e a dificuldade de acesso que dois homens verificam ao visualizar um farol, servindo como prenúncio das dificuldades que enfrentarão para chegar lá .&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TH2MYAptTMI/AAAAAAAAAD0/y_bSA_KpnSQ/s1600/Ilha+do+Medo+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="168" src="http://1.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TH2MYAptTMI/AAAAAAAAAD0/y_bSA_KpnSQ/s400/Ilha+do+Medo+1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TH2MhNWjqfI/AAAAAAAAAD8/J4Y_Suw0Fzo/s1600/Ilha+do+Medo+farol.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="222" src="http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TH2MhNWjqfI/AAAAAAAAAD8/J4Y_Suw0Fzo/s400/Ilha+do+Medo+farol.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Scorsese tem uma extensa carreira onde produziu obras de diferentes valências e analisar &lt;i&gt;Ilha do Medo&lt;/i&gt; a partir dos vários filmes que o diretor realizou não é o caminho mais indicado. Mas Nolan é diferente: rodou seu primeiro longa-metragem em 1998, &lt;i&gt;Following&lt;/i&gt;, e desde então seus filmes têm características cada vez mais definidas, principalmente nos seus enredos. Como diz o &lt;a href="http://www.slantmagazine.com/house/2010/08/christopher-nolan-what-are-we-watching-exactly/"&gt;artigo de Tom Elrod&lt;/a&gt;, respondendo aos murmúrios de comparação de Nolan com Stanley Kubrick, "os filmes de Kubrick (...) eram estudos de personagens. Os filmes de Nolan, por contraste, são estudos de trama. Na verdade, você poderia dizer que ele é um artista da trama". De fato, dos seus sete filmes até agora, quase todos trazem enredos que se tornam cada vez mais complexos conforme avançam. Mas isso, não significa, obviamente, que os personagens de Nolan são inócuos. Pelo contrário, suas motivações são críveis (neste aspecto , seus melhores personagens foram Leonard, de &lt;i&gt;Amnésia&lt;/i&gt;, e o Coringa, ironicamente plausível justamente por não apresentar nenhuma razão específica para suas atitudes, o caos pelo caos; mas também foi ele, ironicamente &lt;i&gt;ou não&lt;/i&gt;, quem conseguiu realizar seus planos na ordem que estabeleu).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas não há como negar que Nolan se destaca mesmo na construção dos seus enredos, inclusive usando a montagem cinematográfica para auxiliar na complexidade das suas histórias. Alguns de seus filmes, por exemplo, começam com um cena que ocorrerá posteriormente na cronologia da narrativa e, depois, corta para contar os acontecimentos na ordem em que aconteceram, passando pela cena inicial até chegar ao fim. Também é comum o uso de flashbacks (inclusive chega a ser repetitivo). Mas, verdade seja dita, ele conseguiu justificar o recurso da montagem fílmica de maneira orgânica no tempo reverso de &lt;i&gt;Amnésia&lt;/i&gt; ou nos diferentes níveis de duração de &lt;i&gt;Inception&lt;/i&gt;, além do argumento do ilusionismo como uma analogia à própria ilusão cinematográfica em &lt;i&gt;O Grande Truque&lt;/i&gt;. Impressionante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Também na maioria dos seus filmes Nolan trabalhou com seu irmão, Jonanthan, para escrever o argumento da história. É evidente que os irmãos preferem um estilo sóbrio, urbano e focado no trauma e obsessão de seus personagens (não à toa que encontraram o seu ideal em Batman). Mas, em &lt;i&gt;Inception,&lt;/i&gt; Christopher Nolan trabalhou sem o auxílio do irmão no desenvolvimento do enredo e, coincidência ou mais que isso, foi possível notar um certo enrijecimento de seus traços (até a arte do pôster do filme é semelhante ao de &lt;i&gt;The Dark Knight&lt;/i&gt;, como foi bastante divulgado na internet). A cena inicial que depois será compreendida, os flashbacks, as constantes explicações das ações dos personagens, o final seco e ambíguo, entre outros fatores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TH8BVlfBeiI/AAAAAAAAAEE/FpsScpd4xA0/s1600/inception+and+dark+knight.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="306" src="http://1.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TH8BVlfBeiI/AAAAAAAAAEE/FpsScpd4xA0/s400/inception+and+dark+knight.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Outra característica comum dos filmes de Nolan é mostrar a &lt;a href="http://www.culturesnob.net/2010/07/christopher-nolans-dead-women/"&gt;perda da mulher amada&lt;/a&gt; como causa da aparição, ou pelo menos do reconhecimento, das perturbações de seus personagens (e, consequentemente, engatando a trama do filme). O assassinato da esposa de Leonard em &lt;i&gt;Amnésia&lt;/i&gt;, o acidente com a namorada do mágico em &lt;i&gt;O Grande Truque&lt;/i&gt;, a morte da noiva de Harvey Dent/ Duas Caras em &lt;i&gt;The Dark Knight&lt;/i&gt; e, agora, o suicídio da esposa de Cobb em &lt;i&gt;Inception&lt;/i&gt;. E este é o ponto que remete diretamente a &lt;i&gt;Ilha do Medo&lt;/i&gt;: a morte da esposa e o complexo de culpa, resultando na fragmentação da mente e na instabilidade do subconsciente. Desta forma, aquilo que se vê pode não ser real, mas apenas uma reação psicológica/emocional ao trauma. Mas em &lt;i&gt;Ilha do Medo&lt;/i&gt;, este é o efeito da loucura e terror, enquanto em &lt;i&gt;Inception&lt;/i&gt; é resultado da navegação em sonhos e seus limites com a realidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Scorsese desde o início estabelece um clima sobrenatural no filme, com seu protagonista sempre em busca de respostas e descobrindo pessoas e lugares cada vez mais assustadores ao passar da conspiração à paranóia e, finalmente, à verdade final. É curioso notar que, se Scorsese aproveita o cenário mental de um único personagem para construir belas cenas que claramente não correspondem à nossa dimensão, Nolan usa o mundo dos sonhos da humanidade para estabelecer a maior semelhança possível com o ambiente real. Talvez Nolan não se sinta à vontade para construir cenas que saltem demais aos olhos do espectador, todas têm o claro propósito de explicar ou refletir a trama, como se a "liberdade artística" de cenas como o Coringa na janela do carro policial em &lt;i&gt;The Dark Knight&lt;/i&gt; não fossem o seu forte. Nolan dedica tanta atenção ao aspecto realista de suas histórias que a principal característica do mundo dos sonhos é ser influenciado pela realidade e, portanto, deve ser como ela, já que isso é importante para o trabalho dos personagens. Até quando o subconsciente é treinado para se defender, ele o faz utilizando tecnologia e táticas militares, exatamente como seria no mundo real. Mas, claro, Nolan não deu ponto sem nó: a função de Arquiteto explica o aspecto não-onírico dos sonhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Repassando todos esses pontos, é de perguntar se o ator Leonardo DiCaprio, após ler os roteiros de ambos os filmes, teve um interesse especial na figura do homem e sua experiência traumática sendo refletida na mente e nos sonhos, com provocações no medo e no subconsciente, a ponto deles serem mais importantes para a história do que o mundo real (principalmente porque nem sempre se sabe o que de fato &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;é&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt; real). Ou então como delírios dentro de delírios e sonhos dentro de sonhos puderam ser explorados, cada um ao seu modo, em um filme de suspense e outro de ficção científica, ambos com fortes tons dramáticos (como era de esperar ao se tratar de medos e traumas, afinal). Para o espectador, não deixa de ser interessante ver como histórias tão distintas na maneira de serem contadas apresentam fortes ligações, além do mesmo ator principal: as reações diante do medo e após o trauma. Quanto mais profundos, mais inesperadas podem ser as respostas. Basta lembrar o final de cada filme.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-3842576589291556945?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/3842576589291556945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=3842576589291556945&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3842576589291556945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3842576589291556945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2010/09/sessao-dupla.html' title='Sessão dupla'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TH2J5R_aIAI/AAAAAAAAADs/F4bbNMWjd9k/s72-c/aviator_bluray.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-7828861452357946532</id><published>2010-07-22T21:30:00.009-03:00</published><updated>2010-07-22T21:53:58.244-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relembrando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>O antes hoje</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;À Prova de Morte&lt;/i&gt; demorou três anos para chegar aos cinemas brasileiros. O filme faz parte do projeto &lt;i&gt;Grindhouse&lt;/i&gt;, concebido pelo diretores Robert Rodriguez e Quentin Tarantino, como uma homenagem aos filmes B dos anos 70, baratos e com ênfase em temas como sexo e violência para animar as bilheterias (exploitation films). Como a qualidade das películas não era das melhores, eram comum as sessões duplas pelo preço de um único ingresso. Até os cartazes eram feitos para divulgar a "promoção" de filmes dois-em-um. Portanto, &lt;i&gt;Planeta Terror&lt;/i&gt; (a parte de Rodriguez) e &lt;i&gt;À Prova de Morte&lt;/i&gt; (segmento de Tarantino) deveriam ser exibidos em uma sessão contínua, como era feito antigamente. Ambos os filmes têm uma imagem suja, envelhecida, como se fossem realizados naquela época. E ambos fracassaram nas bilheterias nos Estados Unidos. Quem hoje tem tempo e paciência para aguentar no cinema 3 horas de filmes "toscos"? O melhor era a exibição de cada obra separadamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Planeta Terror&lt;/i&gt; eu vi no começo de 2008, numa sala cheia de jovens casais empolgados com a proposta de terror barato, mulheres atraentes e cenas absurdas. Divertido. Mas não vendeu muitos ingressos por aqui. Então o estúdio segurou a outra parte, &lt;i&gt;À Prova de Morte&lt;/i&gt;, para evitar prejuízos. E ficou assim até agora, quando os direitos de exibição passaram para outra empresa. Nesta semana, eu pude ver o filme. Sala lotada novamente, mas muita gente nem sabia o que esperar. Aproveitaram o preço promocional do ingresso, o título curioso (nenhum pôster estava pendurado, apenas um papel informando os horários) e consideraram uma alternativa à franquia &lt;i&gt;Crespúsculo&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;Shrek&lt;/i&gt; e suas dezenas de adolescentes na fila.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O clima geral foi de decepção, principalmente das mulheres. Mas, perto do fim, houve uma euforia predominantemente feminina. É uma boa ilustração de como Tarantino conduziu seu trabalho: uma parte onde as mulheres são sensuais e manipuladas, outra onde não são tão lascivas, mas demonstram resistência ao perigo. E, para variar, há um desfile de características do "estilo" Tarantino como pés femininos, recriações de cenas de outros filmes do diretor, tomadas dentro de porta-malas, referências a filmes obscuros, longos diálogos (alguns cansativos)... abrindo caminho para o mais do mesmo até &lt;i&gt;Bastardos Inglórios&lt;/i&gt;. As sequências de ação são estimulantes e uma das razões disso é a opção de Tarantino em evitar ao máximo efeitos visuais, tornando as cenas mais críveis no seu impacto e violência. E impossível não citar uma sequência ao som da música Down in Mexico que, para mim, se tornou antológica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas o meu maior interesse é reparar na passagem do tempo e as mudanças que ela trouxe no intervalo entre &lt;i&gt;Planeta Terror&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;À Prova de Morte&lt;/i&gt;. No filme de Rodriguez, havia tempo de sobra, vontade maior de escrever, público mais homogêneo na sala e uma boa disposição em assistir vários filmes. Já ao assistir Tarantino era cansaço, tempo mais escasso, espectadores diferentes, mulheres reclamando, jovens mais fúteis. E gostei mais de &lt;i&gt;À Prova de Morte&lt;/i&gt;, talvez por julgar que passei a entender um pouquinho mais do que gosto em Cinema. Comparar momentos da vida a partir de sessões de filmes pode revelar alguma coisa do que aprendemos ao longo do processo. Estudos, filmes, livros, experiências, divertidas ou não. Tudo junto e misturado, mesmo com cada coisa em seu lugar. Momentos Down in Mexico. A vida grindhouse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-7828861452357946532?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/7828861452357946532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=7828861452357946532&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7828861452357946532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7828861452357946532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2010/07/o-antes-hoje.html' title='O antes hoje'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-2481065662202809278</id><published>2010-06-04T00:01:00.006-03:00</published><updated>2011-09-29T00:27:00.261-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hq'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relembrando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alguns filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptações'/><title type='text'>Evolução</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Dizer que já era previsto o &lt;a href="http://boxofficemojo.com/movies/?page=main&amp;amp;id=ironman2.htm"&gt;sucesso&lt;/a&gt; de &lt;i&gt;Homem de Ferro 2&lt;/i&gt; nos cinemas é chover no molhado: sequência de uma adaptação de quadrinhos bem realizada, campanha de marketing eficiente, &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2008/06/controle.html"&gt;ligação&lt;/a&gt; com outros filmes do universo Marvel, atraindo fãs de quadrinhos ou não, entre outros fatores. Talvez uma diferença a se observar no filme, comparado com outras adaptações de hq's, é como seu êxito depende do seu protagonista. Não apenas pelo fato óbvio de ser ele a vestir a armadura do super-herói, mas pela sua personalidade. Arrogante, debochado, excêntrico, infantil e narcisista (a ponto de revelar sua identidade secreta) não são características esperadas de alguém que luta contra ameaças à sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mais surpreendente ainda é ver como o seu carisma é&amp;nbsp; justamente fruto de tais aspectos. Não se trata de um personagem unidimensional, principalmente ao fazer uma comparação com outro super-herói: enquanto Tony Stark faz questão de mostrar que ele e o Homem de Ferro ostentam a mesma personalidade, Bruce Wayne despreza tanto a sua figura de playboy rico que a utiliza para disfarçar a sua verdadeira natureza, revelada ao se vestir como Batman. São características semelhantes, mas que assumem diferentes inclinações para o espectador de acordo com as justificativas do herói. Caráter e extravagância para um, fardo e estratégia para outro. Batman, Homem de Ferro e outros super-heróis se mostram mais complexos do que aparentam ser. E são assim desde suas origens nos quadrinhos, fato felizmente representado (mas não sempre) nas últimas adaptações para o cinema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Se hoje uma adaptação como &lt;i&gt;Homem de Ferro 2&lt;/i&gt; tem a sua estratégia de sucesso discutida de maneira tão cotidiana, é conveniente lembrar de um marco deste processo: o filme &lt;i&gt;X-Men&lt;/i&gt;, lançado 10 anos atrás. Em uma época em que a lembrança mais recente de adaptação cinematográfica de quadrinhos era o fiasco multicolorido &lt;i&gt;Batman e Robin&lt;/i&gt; (1997), a versão para as telas do grupo mutante atingiu um nível superior em relação a outras produções do gênero. Vale lembrar que, em 1998, &lt;i&gt;Blade - O Caçador de Vampiros &lt;/i&gt;fez sucesso, mas foi um caso isolado, principalmente por mostrar um personagem pouco conhecido do público e fazer o protagonista adotar um estilo diferente dos quadrinhos. Já os X-Men eram populares no mundo inteiro, contribuindo para o aumento da expectativa do filme. Expectativa, aliás, cercada por desconfiança e até revolta. A mudança nos uniformes da equipe, por exemplo, gerou protestos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TAg9vLjoQlI/AAAAAAAAADM/MXPp4lnGlmA/s1600/x-men+uniformes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="201" src="http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TAg9vLjoQlI/AAAAAAAAADM/MXPp4lnGlmA/s400/x-men+uniformes.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas, além de trivialidades como uniformes inspirados no figurino de &lt;i&gt;Matrix &lt;/i&gt;e a escolha de um ator desconhecido para interpretar o mutante mais popular da equipe, o principal obstáculo para o sucesso do filme era o preconceito contra os quadrinhos, como se tratasse apenas de conflitos superficiais do bem contra o mal, numa batalha utlizando poderes fantásticos. Não era o tipo de pensamento que antecipava, por exemplo, uma cena logo no início do filme, onde um senador faz o seguinte discurso:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Eu tenho uma lista de mutantes identificados que residem nos Estados Unidos. Aqui tem uma garota em Illinois que pode atravessar paredes. O que a impede de atravessar as paredes do cofre de um banco, da Casa Banca ou [aponta para o público] da casa deles? E há ainda rumores, senhorita Grey, de mutantes tão poderosos que podem invandir nossas mentes e controlar nossos pensamentos, retirando nosso livre arbítrio concedido por Deus. (...) Senhoras e senhores, a verdade é que os mutantes são bem reais, e eles estão entre nós. Nós precisamos saber quem eles são e, acima de tudo, o que eles podem fazer!"&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Há preconceito e medo, mas também uma preocupação plausível. Mutantes sofrem discriminação assim como a parcela da sociedade composta por negros, homossexuais ou ateus (apenas para citar alguns exemplos) também sofre. Não é de se estranhar que alguns mutantes se revoltem. O que dizer de um mutante sobrevivente de um campo nazista? É o caso de Magneto, que, completamente descrente da humanidade, devolve o preconceito aos não-mutantes, que considera seres inferiores, passíveis de serem eliminados pela evolução da espécie. Charles Xavier, mentor dos X-Men, entende os sentimentos de Magneto (foi seu amigo na juventude), mas sabe que retaliação só levará a mais discórdia e, eventualmente, a destruição de ambos os lados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TAhds5iQBYI/AAAAAAAAADU/x5-Q1MBP9jk/s1600/x-men+xadrez.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TAhds5iQBYI/AAAAAAAAADU/x5-Q1MBP9jk/s320/x-men+xadrez.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O arco dramático, porém, não se limita ao medo e preconceito em torno dos mutantes. Contrariando a ideia de que ter poderes especiais sempre é algo positivo, a personagem Marie tem a habilidade de absorver os poderes e a vitalidade de qualquer pessoa que toque. Sem ainda saber que era uma mutante, ela fez o garoto que lhe deu o primeiro beijo ficar em coma por três semanas. Já ciente dos seus "dons", sabe que não pode tocar nenhum ente querido sem o risco de matá-lo. E, claro, sofre por isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Outro acerto do filme também foi o uso do humor, inclusive nas piadas com o próprio estereótipo de super-herói. Wolverine debocha dos codinomes dos membros de alguns mutantes (Ciclope, Tempestade, Magneto) e despreza os uniformes da equipe, mas se cala diante de outra alternativa (justamente os trajes originais dos quadrinhos). Fazia parte do esforço do filme em fazer o espectador imaginar aquela situação no mundo real (atitude que as versões para o cinema de &lt;i&gt;V de Vingança&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Cavaleiro das Trevas&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Homem de Ferro &lt;/i&gt;também&lt;i&gt; &lt;/i&gt;tiveram). Por estas e outras qualidades, incluindo as cenas de ação, o filme &lt;i&gt;X-Men &lt;/i&gt;estimulou outras adaptações de hq's que vão além de um duelo de mocinhos e bandidos, sempre observando as ideias presentes no material original. A questão não é sempre reverenciar quadrinhos ou sua adaptações para o cinema, mas reconhecer quando uma obra do gênero se supera e incentiva a produção de outros títulos no mesmo nível ou ainda melhores, que é o que se espera. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TAhpY5S-PmI/AAAAAAAAADc/F9FgMC85AXY/s1600/wallpaper_Xmen.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TAhpY5S-PmI/AAAAAAAAADc/F9FgMC85AXY/s320/wallpaper_Xmen.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-2481065662202809278?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/2481065662202809278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=2481065662202809278&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/2481065662202809278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/2481065662202809278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2010/06/evoucao.html' title='Evolução'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/TAg9vLjoQlI/AAAAAAAAADM/MXPp4lnGlmA/s72-c/x-men+uniformes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-1672384274548915266</id><published>2010-05-16T21:24:00.009-03:00</published><updated>2011-09-29T00:27:00.262-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relembrando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alguns filmes'/><title type='text'>Quando não se pode esquecer</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Perto do fim do ano passado, enquanto aguardava o lançamento de &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt;, escrevi sobre como o ano de 1999 foi fértil em produções memoráveis, potenciais cult movies. &lt;i&gt;Clube da Luta&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Matrix&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;A Bruxa de Blair&lt;/i&gt; são os principais títulos. Já em 2000, muitos filmes vieram com a ideia de renovação ou modernidade para aproveitar a iminência da nova década e do novo milênio. Começava a temporada de adaptações e remakes, tão valorizada até hoje. O Playstation 2 foi lançado e a safra de jogos para o novo console foi se tornando um campo de ideias para novos filmes.&amp;nbsp; Terrores adolescentes como &lt;i&gt;Pânico&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Lenda Urbana &lt;/i&gt;já estavam sofrendo desgaste. E, mesmo longe de ser tão rico como o ano anterior, 2000 trouxe algumas obras memoráveis. Algumas delas servirão de pauta aqui, tanto por nostalgia como para ocasionalmente espantar as moscas do blog.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Das obras memoráveis do ano 2000, possivelmente &lt;i&gt;Amnésia &lt;/i&gt;é a melhor delas. Não entendi completamente o filme na primeira vez em que assisti, consegui compreender na segunda tentativa, vi outras vezes para enxergar as pistas do roteiro e as sessões seguintes foram apenas para apreciação, ainda mais depois de visitar o &lt;a href="http://www.otnemem.com/"&gt;site&lt;/a&gt; do filme. A tradução do título é enganosa. Apesar do protagonista, Leonard Shelby, esquecer das coisas, a doença dele é um tipo específico de amnésia, a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amn%C3%A9sia_anter%C3%B3grada"&gt;anterógrada&lt;/a&gt;. Ele não consegue formar novas memórias a partir do trauma que causou a sua condição, apesar de se lembrar de toda a sua vida antes do ocorrido. Ele consegue compreender uma situação por apenas alguns minutos, depois esquece. Para dar alguma organização a sua vida, ele registra fatos e confere tarefas a si mesmo através de recados e fotografias. É este o sentido do título original: &lt;i&gt;Memento&lt;/i&gt; é uma palavra latina que significa "lembra-te" e também tem o sentido de anotações, lembretes ou qualquer coisa que sirva para lembrar de alguma questão. É o resumo não apenas do dia-a-dia de Leonard, mas do seu propósito de justiça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/S_CJh9jE4aI/AAAAAAAAACw/PtUN9M6KSW4/s1600/memento+wallpaper.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/S_CJh9jE4aI/AAAAAAAAACw/PtUN9M6KSW4/s400/memento+wallpaper.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A estrutura de cronologia reversa do filme serve justamente para situar o espectador na condição de Leonard, em não saber como aquela cena ou situação teve início. Mas, conforme o filme avança (ou retrocede, no universo da história), passamos a entender o significado das fotografias e anotações de Leonard. A diferença é que podemos concluir se uma pista pode ser falsa ou não apenas pela memória e dedução, enquanto o personagem não pode contar com a primeira e mal pode confiar na segunda, já que ela depende justamente dos lembretes que escreve a si mesmo e nem sempre podem corresponder à verdade. E assim, conforme Leonard entende (ou julga entender) a sua trajetória, a expectativa de uma solução aumenta. E o que se encontra é uma resposta ambígua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/S_CLT2-JfLI/AAAAAAAAAC4/eOlZ9hQ8_eI/s1600/memento+tatoos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="172" src="http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/S_CLT2-JfLI/AAAAAAAAAC4/eOlZ9hQ8_eI/s400/memento+tatoos.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É quando a condição de Leonard&amp;nbsp; vai além de proporcionar uma ótima base para o suspense e toca numa questão mais profunda. O que Leonard busca é mais do que justiça, é um sentido para a sua vida. Se acordar todo dia sem saber onde se encontra já pode ser desesperador, imagina descobrir de novo e de novo possíveis destinos trágicos de entes queridos. E, por mais que seja forte o laço afetivo, ele depende tanto da memória como de instinto amoroso para se manter, talvez até mais. Como "saber" o que sentir se não se sabe o que aconteceu nos dias anteriores? Abraçar alguém de quem carrega boas lembranças, mas talvez esteja te traindo atualmente? Ou machucar um desafeto antigo, mas que agora busca te ajudar? Não é à toa que em algumas cenas Leonard, através dos lembretes, busca orientar não somente o próprio raciocínio, mas também os sentimentos. E como será este sentimento, se você sabe que o manipulou, mesmo que não se lembre de como o fez? Ele se torna mais natural por isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Desta forma, as atitudes de Leonard podem indicar tanto que ele encontrou uma forma de lidar com a sua doença ou então que ele evita desesperadamente arcar com as consequências dela. E, mesmo que nossa memória funcione perfeitamente, Leonard avisa que podemos distorcer nossas lembranças de acordo com o contexto do acontecimento. A mesma comida pode ter um sabor diferente para uma pessoa alegre e outra triste. Leonard considera isso uma vantagem na sua busca. Já os espectadores entendem que é mais um esforço dele de se concentrar em se manter ativo. E não se pode condená-lo, porque não saberíamos se nossas atitudes seriam diferentes na mesma situação. Principalmente porque lembrar ou esquecer são ações que não estão inteiramente dentro do nosso controle, mas ainda são melhores que depender somente de recados e fotos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;"Eu tenho que acreditar num mundo fora da minha própria mente. Eu tenho que acreditar que minha ações ainda têm sentido, mesmo que eu não possa lembrar delas. Eu tenho que acreditar que quando meus olhos estão fechados, o mundo ainda está lá. Eu acredito que o mundo ainda está lá? Ainda está lá fora?... Sim. Todos nós precisamos de espelhos para lembrar de quem nós somos. Eu não sou diferente."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;Leonard Shelby&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/S_CMEBEm5YI/AAAAAAAAADA/GHe8n8yMlbc/s1600/memento+leonard.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/S_CMEBEm5YI/AAAAAAAAADA/GHe8n8yMlbc/s400/memento+leonard.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-1672384274548915266?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/1672384274548915266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=1672384274548915266&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1672384274548915266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1672384274548915266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2010/05/quando-nao-se-pode-esquecer.html' title='Quando não se pode esquecer'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/S_CJh9jE4aI/AAAAAAAAACw/PtUN9M6KSW4/s72-c/memento+wallpaper.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-5760303266499486384</id><published>2010-04-21T00:05:00.004-03:00</published><updated>2010-06-04T00:26:29.222-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Além do Plano Piloto</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quem gosta de Brasília? Só quem já morou lá, eu diria. Não conheço quem foi apenas visitante ou turista e caiu de amores pela cidade e seu clima seco, suas divisões em quadras (quadras, superquadras ou entrequadras) e setores (Hoteleiro, Gráfico, Comercial Norte, Cultural Sul, etc) e suas ruas sem esquinas, batizadas não com nomes de pessoas ilustres, mas com siglas orientadas pelos pontos cardeais a partir das referências do Eixo Rodoviário e do Eixo Monumental (o "Eixão"). Curioso, engraçado ou - o mais provável - estranho. Admirável é pedir muito. Não se perder de imediato, também&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É possível admirar, quem sabe, as construções que aparecem toda semana no noticiário: Palácio do Planalto, Palácio da Alvorada, Itamaraty, Supremo Tribunal Federal, Esplanada dos Ministérios e, claro, o Congresso Nacional. É o Niemeyer imperante. Mas a beleza arquitetônica de tais edifícios, se reconhecida e respeitada, dificilmente supera dois obstáculos. O primeiro é de ordem material e imediata: mesmo belos e famosos, tudo é cimento e ferro. E, ao contrário do Cristo Redentor, a vista ao redor não é de tirar o fôlego. Aliás, pode ter o efeito contrário, justamente pela segunda barreira, de ordem moral e ainda mais perigosa: o imaginário que se tem de Brasília, alimentado principalmente pela mídia. Capital federal, casa do poder político nacional, centro dos escândalos que revelam o lado corrupto e inescrupuloso dos eleitos pelo povo para representar o próprio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas as boas-vindas e as decepções não se resumem ao que a televisão mostra da Praça dos Três Poderes. Sempre há mais o que se conhecer. Catedral, Panteão, Complexo Cultural, Torre de TV, Memorial JK e outros. Ainda ferro e cimento, mas indispensáveis para conhecer e aprender. Brasília é assim mesmo: não se apóia na sua natureza, mas na sua curta e conturbada história. Ainda assim, deve se ver além dos seu prédios. Muito além. A vastidão e amplitude características da cidade. Marca os olhos, tanto ao se caminhar pelas ruas com poucos pedestres como ao se olhar por cima. E haja céu...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/S849pUbkFRI/AAAAAAAAACY/oJLEHmI6hZQ/s1600/Foto+11+09+2006+020.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/S849pUbkFRI/AAAAAAAAACY/oJLEHmI6hZQ/s320/Foto+11+09+2006+020.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto tirada da Torre de TV em setembro de 2006. Atualmente, a fonte circular, como quase toda a cidade, está em obras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Por isso, Brasília não tem multidões sufocantes, mesmo com todas as passeatas, protestos e marchas que possam acontecer. A aglomeração apertada comum no Círio de Nazaré ou no Ano Novo de Copacabana não tem espaço por ter tanto espaço. Mais uma distinção aprazível. Há também o seu lado não tão agradável: poucas pessoas caminham pelas ruas e, se os curitibanos têm fama de serem reservados e até frios com forasteiros, então é preciso conhecer os brasilienses. Longe de serem como os alemães. Mas não costumam puxar conversa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/S85Ds31bmuI/AAAAAAAAACg/LB4Knse8Ysw/s1600/DSC03069.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/S85Ds31bmuI/AAAAAAAAACg/LB4Knse8Ysw/s320/DSC03069.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Multidão se dispersando minutos após o fim do Desfile de Independência em 2006 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E o que se sabe dos costumes e da cultura de Brasília? Sim, Legião Urbana veio de lá. Plebe Rude e Capital Inicial também. E, para quem passou os primeiros anos de vida na cidade durante metade da década de 80, gostar da música deles não era nem um pouco difícil. A história, mais uma vez, fez o resto. Ainda há muitas e muitas bandas de garagem, mas outros ritmos musicais já se consolidaram. Destaque para o choro. Móveis Coloniais de Acaju tá mandando bem. Falando em bandas, havia a ideia (que o próprio Renato Russo ajudou a espalhar) de que os jovens sempre tocavam algum instrumento porque não havia muito o que fazer na vida noturna da cidade. Quantos anos se passaram para que o cenário mudasse? Outra coisa é que fazer concursos públicos lá é realmente quase um estilo de vida. E não sei definir características do sotaque ou do linguajar brasiliense. Sei que, devido à rivalidade com os vizinhos, gritar "goiano!" para alguém no trânsito é, no mínimo, uma advertência irritada. E "baú" pode ser gíria para ônibus. Mas não dá para notar um traço forte como tem os cariocas ou expressões próprias como o "égua" paraense ou o "uai" mineiro. Não é de se &lt;a href="http://www.yrla.brasilportais.com.br/geral/brasiliense-ja-pode-ser-reconhecido-pelo-sotaque-192456.html"&gt;estranhar&lt;/a&gt;. Afinal, Brasília é muito jovem e ainda sente influências de todos os brasileiros que migram para lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No aniversário de 50 anos da cidade, é tudo que conheço ou lembro de Brasília na prática, fora das pesquisas na internet. E quase nada além do Plano Piloto. Hoje, é vista como uma metrópole que mal consegue acompanhar seu próprio crescimento, o que não deixa de ser uma ironia triste, já que é conhecida por ter sido planejada para ser a capital brasileira. Para muitos, é um símbolo de arrogância política, um erro histórico. Para muitos outros, é apenas uma cidade sem carisma, principalmente por aparecer tanto na televisão (quisera eu conhecer outra capitais sem visibilidade do Centro-Oeste e do Norte para comparar). Brasília não foi feita para deslumbrar. Isso é tarefa do Rio. Nem caberia dizer agora para qual objetivo foi feita, além do óbvio de ser a capital do País. A História não retrocede. Mas penso que, se há 50 anos o Brasil olhava para lá, agora é bom voltar o olhar para o resto do território nacional. Seria bom se isso fosse feito de qualquer lugar do País e em qualquer dia do ano. Nunca parei para imaginar como eu seria se continuasse minha infância em Taguatinga, fortalecendo o que chamam de raízes. Pelo menos posso afirmar que uma das melhores coisas de ter saído foi ter uma noção melhor das diferenças do Brasil. O reconhecimento de que se sabe pouco. A vontade de conhecer mais. E, às vezes, olhar para o começo de tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Parabéns,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/S85af2qr9fI/AAAAAAAAACo/RKK6_aoSqZI/s1600/P1140421.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/S85af2qr9fI/AAAAAAAAACo/RKK6_aoSqZI/s320/P1140421.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Janeiro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-5760303266499486384?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/5760303266499486384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=5760303266499486384&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/5760303266499486384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/5760303266499486384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2010/04/alem-do-plano-piloto.html' title='Além do Plano Piloto'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/S849pUbkFRI/AAAAAAAAACY/oJLEHmI6hZQ/s72-c/Foto+11+09+2006+020.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-1960530671839241386</id><published>2010-03-22T17:10:00.005-03:00</published><updated>2010-06-04T00:26:44.049-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Rememorável</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ano passado tive a oportunidade de assistir ao curta-metragem &lt;i&gt;Quarto de Espera&lt;/i&gt; e, na ocasião, &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2009/10/pode-ser-ou-nao-ser.html"&gt;comentei&lt;/a&gt; o fato do filme dar certo ânimo ao espectador por oferecer tantas interpretações para, logo em seguida, jogar água fria nele, pois o diretor não dava certeza de nenhuma metáfora ou simbolismo, nem parecia disposto a colaborar na discussão. No início deste ano, mais uma vez pude ver o curta. Também acompanhei novamente o diretor na mesa de debate. Foi pior. Após uma sutil reclamação por encaixarem o seu trabalho num dia onde a maioria dos curtas tinha um tom bem-humorado, dificultando a apreciação da atmosfera sombria do filme pelo público, finalmente declarou como via a história do jovem usando uma máscara de gás: o cúmulo da violência e bestialidade humanas, onde quase não se troca mais palavras. Menos de dois minutos falando e logo passou o microfone. A plateia, cansada de assistir filmes e participar de festas na noite anterior, não se pronunciou. O mediador passou a palavra a outros diretores. E não lembrei mais do filme até ler esta &lt;a href="http://www.revistacinetica.com.br/quartodeespera.htm"&gt;crítica&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Gosto de críticas por isso: elas fornecem outras perspectivas de análise da obra, por mais estranhas ou ridículas que possam ser. Nunca havia julgado os planos de &lt;i&gt;Quarto de Espera&lt;/i&gt; como "desoladoramente  longos, tumefactos, infletidos pelo peso de uma duração que não se escalona pela  linha progressiva do tempo cotidiano ou da narrativa, &lt;i&gt;para frente e para fora&lt;/i&gt;,  mas justamente no sentido/direção contrários". Chuto que o diretor também não. É mais uma opção ao se rever a obra: compreender um tempo que não avança e um peso que não se define. Não se definir, aliás, parece ser mesmo o forte do filme. Não houvesse duas ocasiões em que esperei o diretor apontar direções (não respostas), julgaria tal característica um ponto positivo. Como vi o silêncio do pai diante da criança, resta ver algumas observações alheias, como a que diz que o &lt;i&gt;"&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ponto de vista se objetiva, se faz matéria&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;;  matéria opaca, turva, mas trabalhada com a precisão &lt;i&gt;siderúrgica&lt;/i&gt; que lhe  infunde, no &lt;i&gt;timing&lt;/i&gt; exato do corte e no encadeamento sincopado dos planos,  a sombria densidade de um pesadelo feito carne". Não vi tanto assim. Ou melhor: vi além do filme. Por isso ainda não entendi a que veio.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;E talvez a função do curta e daquela crítica nem seja compreender ou ser compreendido. Pode ser só chamar a atenção, como realmente deve fazer. Despertar o interesse sem ser sensacionalista, talvez um pouco blasé. &lt;i&gt;Guerra ao Terror&lt;/i&gt; ganhou o Oscar porque críticas do mundo inteiro chamaram a atenção para um filme que passou despercebido nos cinemas. No caso de &lt;i&gt;Quarto de Espera&lt;/i&gt;, apenas uma foto do filme é capaz de chamar mais atenção que várias críticas (a bendita máscara de gás). Mas valem as críticas, assumidas ou não, mesmo que algumas afastem mais do que convoquem. Saber que público e os críticos estão se manifestando é sempre um bom sinal. O pior de uma obra não é quando a maioria julga a qualidade ruim ou abaixo da expectativa: é quando ela não se fixa de maneira alguma no espectador, que chega&amp;nbsp; o mais perto possível da indiferença. Por isso a importância da troca de opiniões e análises, para chamar a atenção e evitar que se caia rapidamente no esquecimento, mesmo que não se chegue a lugar nenhum, como aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-1960530671839241386?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/1960530671839241386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=1960530671839241386&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1960530671839241386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1960530671839241386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2010/03/rememoravel.html' title='Rememorável'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-1776860118500923393</id><published>2010-02-18T00:07:00.004-02:00</published><updated>2010-02-18T00:12:05.100-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Um novo primeiro lugar</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Apesar de &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2009/10/chave-de-ouro.html"&gt;acreditar&lt;/a&gt; no filme desde as primeiras notícias sobre ele, não imaginava a bilheteria de &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt; &lt;a href="http://boxofficemojo.com/alltime/world/"&gt;superando&lt;/a&gt; a de &lt;i&gt;Titanic&lt;/i&gt;, especialmente em tão pouco tempo. Ainda não vendeu mais ingressos, mas o preço destes subiu desde 1997, seguindo a inflação e o custo de novas tecnologias como o 3D e as telas IMAX. O resultado é claro: apenas James Cameron superou James Cameron. Expectativa aliada à qualidade da obra, mesmo estando muito, muito longe da perfeição. Ainda acho &lt;i&gt;O Exterminador do Futuro 2&lt;/i&gt; seu melhor filme, mas, pessoalmente, fico feliz de ter contribuído com a arrecadação das dez maiores bilheterias da história do cinema. Até mesmo com &lt;i&gt;Titanic&lt;/i&gt; e o primeiro filme da série &lt;i&gt;Harry Potter&lt;/i&gt;, dois trabalhos que me desagradaram quando deixei a sala de exibição.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Fui ver Titanic meses após a sua estreia. Muitas adolescentes já carregavam revistas e fotos do Leonardo DiCaprio. A música tema cantada pela Celine Dion tocava sem parar nas rádios. Já conhecia o bordão "eu sou o rei do mundo" mesmo antes de saber o contexto onde ele era proferido. Resisti, mas acabei topando ir ao cinema. Setenta minutos sozinho numa fila cheia de casais para comprar o ingresso, mais quinze para poder entrar na sala, muito abafada mesmo com o ar condicionado. Antes das luzes apagarem, escutei duas moças dizerem que era a terceira vez que assistiam ao filme. Durante a exibição, um e outro grito de "lindo" quando o protagonista aparecia em cena. Perto do fim, lágrimas e mais lágrimas. A única vez que vi mais gente chorando no cinema foi ao assistir &lt;i&gt;A Paixão de Cristo&lt;/i&gt;. Quando voltei para casa, debaixo de chuva, me sentia um idiota. Já a sessão de &lt;i&gt;Harry Potter&lt;/i&gt; foi muito mais tranquila. Não me arrependo, mas até hoje implico com o filme.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Passei um bom tempo me opondo a &lt;i&gt;Titanic&lt;/i&gt;. Mas anos depois, assistindo em casa, achei o filme melhor. Reparei com mais atenção nos cenários, nos movimentos de câmeras e continuei achando impressionante a sequência do naufrágio. Fiquei em paz com aquele ingresso que me custou tanto esforço e ajudou a bilheteria a constar no Guiness Book. Mas sempre torci para que um filme que eu considerasse superior tomasse o primeiro lugar. Acompanhava toda semana, por exemplo, a arrecadação de &lt;i&gt;O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei&lt;/i&gt;, mas ele não conseguiu ultrapassar &lt;i&gt;Titanic&lt;/i&gt;. Por isso, quando soube do sucesso avassalador de &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt;, fiquei feliz não só por ele ser um trabalho superior, mas por eu ter ido ao cinema mais de uma vez assistir. E talvez vá de novo, se deixar a empolgação falar mais alto. Fico imaginando se, anos depois, verei o filme e meu gosto por ele mudará, pra melhor ou pior, dependendo das minhas experiências até lá. E se ainda virá uma obra cinematográfica que possa rivalizar com &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt; e eu a considere melhor para que eu possa torcer mais uma vez por qualidade e quantidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-1776860118500923393?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/1776860118500923393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=1776860118500923393&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1776860118500923393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1776860118500923393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2010/02/um-novo-primeiro-lugar.html' title='Um novo primeiro lugar'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-109724663297580157</id><published>2010-01-31T12:56:00.006-02:00</published><updated>2010-01-31T17:17:56.118-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Atuações e intenções</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Marco Ricca, diretor do filme &lt;i&gt;Cabeça a Prêmio&lt;/i&gt; (inspirado no livro de Marçal Aquino, que &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2008/10/abrangente.html"&gt;comentei&lt;/a&gt; brevemente há mais de um ano), disse em um encontro com público e crítica que não quis se prender muito à obra original, pois um filme por si só já é algo bastante diferente. Disse também que fez questão de trabalhar com atores famosos. Ele vê um preconceito contra artistas conhecidos na televisão, onde o público ou vê a fama inversamente proporcional ao talento ou se recusa a acreditar em papéis fora do estigma estabelecido no imaginário do telespectador (Tony Ramos, por exemplo, tentou fazer um papel de vilão e não deu muito certo). Como adaptação cinematográfica é um assunto recorrente (e até enjoativo) por aqui, melhor se concentrar na outra parte do discurso: a fama alcançada na televisão e que, às vezes, acaba engessando os atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O diretor disse que queria dar tempo aos atores, deixá-los respirar em cena, planos sem pressa. Decisão muito natural,&amp;nbsp; lembrando que Ricca tem formação como ator e é sua estreia na direção. E ele sabe que, para trabalhar com as sutilezas na expressividade de um ator, o melhor campo é o Cinema. Sim, Teatro exige imensa dedicação do intérprete e geralmente é a base dos atores mais talentosos, mas, devido à distância física do palco e à perspectiva única de visão que tem o público, é preciso se apoiar muito nos gestos e na linguagem corporal para o desenvolvimento da atuação. Já a TV precisa ter um ritmo rápido e popular para não ficar atrás das emissoras concorrentes, então não há espaço para longos planos e para o silêncio. E era justamente nisso que Ricca queria trabalhar ao lado dos atores escolhidos. Por exemplo, Eduardo Moscovis entrou em contato com Ricca e pediu um papel no filme. Não foi aceito de imediato, mas acabou entrando. Conforme as gravações corriam, decidiram que o personagem seria cada vez mais silencioso. E Moscovis fez um trabalho surpreendente ao mostrar seu assassino geralmente calado, mostrando apenas suas linhas de expressão (também é preciso abandonar a vaidade) e seu olhar de dúvida, raiva, tristeza ou cansaço. Um trabalho que dificilmente teria espaço na TV aberta, principalmente em telenovelas. Como disse o roteirista João Emanuel Carneiro: "Você escreve uma cena em que o personagem tem que dizer 'Eu te amo'. Existem mil maneiras de dizer 'eu te amo' sem ser tão evidente, sem sublinhar tanto a frase (...). No cinema, há outros recursos para transmitir o clima, as intenções. Na TV, as intenções precisam estar presentes no texto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Claro que não se trata de um ataque contra a televisão, nem de dizer que boas atuações só existem no cinema ou teatro. Glória Pires, Patrícia Pillar, Cláudia Abreu, Tony Ramos, Luis Mello, entre outros atores mais conhecidos pela TV, oferecem ótimas interpretações. Mas gente que veio do teatro ou do cinema (ou que migra da TV para estes meios) parece ter mais chance de ser versátil e, consequentemente, apresentar trabalhos mais intensos. Dira Paes, Alice Braga, Wagner Moura, Lázaro Ramos, Caio Blat, João Miguel, entre tantos outros. Por isso, foi bom ver Marco Ricca investir nas possibilidades que o cinema oferece à interpretação, ainda que &lt;i&gt;Cabeça a Prêmio&lt;/i&gt; apresente alguns problemas, principalmente na sua estrutura. Mas, como foi dito antes, melhor deixar pra lá mais comentários sobre o filme e terminar lembrando como é bom ver uma boa atuação, seja em TV, Teatro ou Cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-109724663297580157?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/109724663297580157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=109724663297580157&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/109724663297580157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/109724663297580157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2010/01/atuacoes-e-intencoes.html' title='Atuações e intenções'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-5107172699851952910</id><published>2009-12-30T11:22:00.001-02:00</published><updated>2010-06-04T00:27:10.135-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Moda ou moral</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Se Eu Fosse Você 2&lt;/i&gt; conseguiu a quinta maior renda do cinema no Brasil, apesar da pirataria, alto custo dos ingressos e outros fatores de crise. &lt;i&gt;Anticristo&lt;/i&gt; chocou muita gente (com razão) e causou intensa polêmica com cenas de violência explícita e seu discurso sobre as mulheres. &lt;i&gt;Atividade Paranormal&lt;/i&gt;, filme de baixíssimo custo, conseguiu seu sucesso apoiado em campanha de marketing pela internet e num boca-a-boca entre os espectadores sobre o terror do filme (exatamente como &lt;i&gt;A Bruxa de Blair&lt;/i&gt; fez uma década atrás). &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt;, provavelmente o filme mais caro já feito até hoje, trouxe revoluções tecnológicas em seus efeitos visuais e definiu um novo parâmetro para o uso do cinema 3D. E é mesmo um filme muito bom. Mas, de todas estas "comoções" e burburinhos provocados por filmes lançados este ano, o sucesso de &lt;i&gt;Lua Nova &lt;/i&gt;tem maior destaque porque, definitivamente, ele vai muito além das qualidades do filme ou da eficiência da campanha de marketing.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Para variar, é a adaptação de um livro: o segundo volume da série literária &lt;i&gt;Crepúsculo&lt;/i&gt;, best-seller e sucesso entre o público adolescente. Conta a história do amor entre uma jovem e um vampiro. Ele, apesar de existir há mais de um século, ainda frequenta a escola e se dedica integralmente à namorada, mesmo que ela seja décadas mais nova e inexperiente. Ela, fascinada com um vampiro que não bebe sangue humano e ainda brilha como diamante sob a luz do sol, quer largar tudo para ficar com ele (valores do feminismo são algo muito, muito distante). Sim, impossível não ser terreno fértil de escárnio com uma trama assim. Mas funcionou porque simplesmente apresentou uma nova roupagem do amor romântico, puro e idealizado para adolescentes. Tão puro que é uma metáfora para a castidade, como se o sexo fosse um passo para trás na afirmação honesta dos sentimentos.&amp;nbsp; Para uma geração cada vez mais precoce, amparada na liberdade audiovisual da internet, acostumada a aproveitar a efemeridade de seus gostos, ainda impressiona ver como os jovens tratam o romantismo não como estratégia de sedução,&amp;nbsp; mas como valor de relacionamento. Não somente os jovens, claro. Mas, de uma forma ou de outra, os mais experientes sabem que não é bem assim, embora não signifique que tudo sempre acabará como um conto de &lt;i&gt;A Vida Como Ela É&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Mas também é preciso levar em conta as crenças de eternidade comuns a adolescentes. Amigos para sempre e afins. Por que seria diferente no namoro? Inúmeras fotos e declarações em sites de relacionamento, alianças de compromisso, contato direto por celular, planos e mais planos, etc. Para muitos, é apenas um comportamento típico da idade. Para outros, é um traço para a vida toda. Alguns concluem que companheirismo e fidelidade são fases, outros determinam que sejam valores morais em qualquer relacionamento. E há aqueles que ainda não entenderam direito o que pensar... Talvez o romantismo seja mesmo inerente ao ser humano, nem que seja apenas um resultado das reações químicas que ocorrem no cérebro ao se deparar com a possibilidade, mesmo ainda distante, de acasalamento, reprodução e continuidade da espécie. De fato, mesmo com todas as rusgas e injúrias existentes (e até mesmo por causa delas), é bom ter alguém que simplesmente faz bem e causa a vontade de ser uma pessoa melhor para ela e para si próprio. Talvez por isso (ou por nada disso, quem garante...), o amor romântico persiste. Seja em Camões ou em Crespúsculo, seja como moral ou moda.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-5107172699851952910?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/5107172699851952910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=5107172699851952910&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/5107172699851952910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/5107172699851952910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/12/moda-ou-moral.html' title='Moda ou moral'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-542501788964847570</id><published>2009-12-16T12:48:00.008-02:00</published><updated>2010-06-04T01:00:05.422-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relembrando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='net'/><title type='text'>Interferência III</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Três anos deste blog. Sinto-me bem com a data. Não é caso para comemoração, mas concordo com o &lt;a href="http://crapula-mor.blogspot.com/2009/11/aniversario-de-2-anos.html"&gt;Crápula Mor&lt;/a&gt;: não é bom deixar passar em branco. Questionava muito a razão de continuar escrevendo e ainda tenho minhas dúvidas. Mas já não pergunto tanto. Na verdade, pergunto bem menos, talvez por encarar muitas respostas. Registro de momentos e ideias. Opiniões sobre eventos. Passatempo. Terapia. Exercício estilístico. Necessidade de exteriorizar certos conhecimentos. Influência de bons textos lidos. Até representação de uma vaidade oculta, mesmo sendo improvável . Todos estes elementos combinados. Mais de uns, menos de outros, todos apontando para uma resposta óbvia: a satisfação em escrever. Claro que o assunto precisa ser minimamente agradável. Sem obrigações legais nem objetivos de lucro ou fama, a única razão de estar aqui é o gosto pela coisa, de ver os comentários de leitores habituais (que merecem toda a minha gratidão) e saber que deve haver gente que acompanha sem se manifestar (a quem também agradeço). E tudo começou como &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2006/12/se-o-computador-no-explodir.html"&gt;brincadeira&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mas, como disse antes, ainda questiono algumas coisas. Afinal, são três anos postando com frequência e disciplina que, se fossem aplicadas em outras áreas da minha vida, provavelmente me deixariam mais tranquilo em relação ao futuro. Deve ser terapia mesmo. Ou (falta de) senso do ridículo. De qualquer forma, procuro saber um pouco mais sobre a blogosfera na tentativa de elucidar algumas indagações. Achei textos interessantes, mesmo que não se encaixem no tipo de relação que tenho ao escrever. Um exemplo é este &lt;a href="http://compos.org.br/data/biblioteca_1017.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;, falando da construção de celebridades na blogosfera. Interessante a parte em que os blogueiros entrevistados dizem não se interessar exatamente pela fama virtual, mas em ser uma referência sobre o tema proposto. Excelente justificativa. Mas, para isso, é preciso antes definir o tema do blog. Criar uma identidade. Ter um estilo, tanto visual como literário. Não é meu caso. Mas reconheço ser muito bom acompanhar blogs com tais características. Outro artigo curioso é &lt;a href="http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2009/resumos/R4-1842-1.pdf"&gt;este&lt;/a&gt;, abordando blog confessionais. Embora algumas vezes tenha decidido falar sobre eventos corriqueiros (como foi &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2009/06/metade-do-real_17.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2008/01/registro.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;), no geral não me interessa escrever sobre o cotidiano. Se um dia vivenciar uma experiência fascinante ou ter condições de criar uma fantasia suficientemente instigante ou até mesmo desenvolver um estilo mais leve e bem-humorado ao escrever, talvez mude de ideia. Quanto ao aspecto confessional dos textos, não há como &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2009/08/apesar-da-ilusao.html"&gt;fugir&lt;/a&gt;. Apenas mudar o grau de sutileza, com uma exposição de caráter mais jornalístico ou descaradamente íntima. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Por que escrever sem ter a obrigação de escrever? Não sei e me incomoda cada vez menos não saber. Talvez a razão seja justamente por não ser um dever. Já ouvi muitas vezes gente reclamando de atividades prazerosas que perderam a graça por se tornarem obrigatórias (ou seja, passaram a render lucros, mas não é uma alfinetada contra o capitalismo). Deve ser mais complicado quando o rendimento vem das neuras do autor, porque ele precisa estar constantemente aflito ou então disfarçar um texto calmo naquele vômito de ansiedades que atrai tantos leitores. Talento mesmo. Mas, sem talento ou dinheiro à vista, resta o gosto em escrever. E, ao longo desses três anos, acho que isso é o que realmente importa. Falando desta forma, parece uma resposta fácil, tão fácil que chega a ser risível. Pode ser. Mas demoro a acreditar em respostas fáceis, principalmente quando partem de mim mesmo. Por isso, não é surpresa eu levar tanto tempo para constatar que escrever aqui, seja por catarse ou hobby, me faz algum bem. E melhor: ficou mais fácil.&amp;nbsp; Só espero não me acomodar, mesmo sem ainda entender direito quais são meus parâmetros. Nunca é fácil, mesmo quando não é tão complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-542501788964847570?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/542501788964847570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=542501788964847570&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/542501788964847570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/542501788964847570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/12/tres-anos-deste-blog.html' title='Interferência III'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-1808849444936842820</id><published>2009-12-09T16:28:00.007-02:00</published><updated>2011-09-29T00:27:00.262-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alguns filmes'/><title type='text'>Escuridão, câmera, reação</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Sendo impossível fugir da comparação de &lt;i&gt;Atividade Paranormal&lt;/i&gt; com &lt;i&gt;A Bruxa de Blair&lt;/i&gt;, o melhor mesmo é investir na análise das semelhanças e diferenças entre os dois trabalhos, começando pela natureza dos bastidores. A primeira e mais evidente característica é o fato de serem filmes de terror produzidos a um custo extremamente barato para os padrões de Hollywood e, apoiados em uma intensa campanha de marketing pela internet, arrecadarem uma bilheteria milhares de vezes maior que seus valores de custo. A segunda semelhança é a utilização de uma câmera digital, de uso doméstico, registrando momentos cotidianos e, com isso, inspirar realismo à trama e justificar o baixo orçamento do filme. A terceira característica em comum também reflete os valores modestos das produções: a contratação de atores desconhecidos atuando praticamente em um único cenário, reforçando ainda mais os contornos realistas das filmagens, supostamente encontradas após os eventos mostrados na tela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Quanto ao enredo, há também algumas analogias. Em ambos os filmes, é possível ver os personagens inicialmente em momentos descontraídos até desabarem de tensão com os perigos do ambiente. Mas, ao contrário de filmes neo verité como &lt;i&gt;[REC]&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Cloverfield&lt;/i&gt;, onde as pessoas subitamente se deparam com uma ameaça a ser registrada pela câmera, os personagens de &lt;i&gt;A Bruxa de Blair&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Atividade Paranormal&lt;/i&gt; inicialmente demonstram curiosidade e interesse pelo mal em questão e procuram saber mais sobre ele. Mesmo alertados por coadjuvantes para não provocarem a tal entidade maligna, eles, por curiosidade ou desrespeito, insistem em pesquisar e querem tudo registrado nas câmeras. Nos dois filmes também é possível ver ocorrências inexplicáveis que gradualmente vão adquirindo contornos sobrenaturais até se configurarem como ameaças físicas e reais. Pequenas esculturas de madeiras em &lt;i&gt;A Bruxa de Blair&lt;/i&gt; ou um objeto fora de lugar em &lt;i&gt;Atividade Paranormal&lt;/i&gt; são eventos sem importância na hora que surgem, mas agem como prenúncios de aflições cada vez maiores, provocadas por um ser que nunca é mostrado, apenas insinuado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Aliás, este é o mérito de ambos os filmes. Mostrando seus protagonistas como pessoas curiosas, depois hesitantes e, por fim, desesperadas com as hostilidades sofridas, as duas obras investem em um estado de tensão cada vez maior à medida que os personagens começam a discutir entre si (embora nunca deixem de filmar) e não conseguem entender a natureza da ameaça que os cerca, ainda que ela esteja cada vez mais perigosa. Durante o dia, é possível ver como estão cansados, confusos e com medo da noite. E justamente durante a noite os filmes entregam os momentos mais assustadores, pois é quando as entidades antagonistas costumam agir: quando os personagens mais vulneráveis, estejam acampados em uma barraca ou dormindo na cama. E os espectadores estão acompanhando todos os momentos, também ignorando o que pode acontecer ou a razão do que pode acontecer, mas sabendo desde o início que a tendência é piorar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mas também há diferenças importantes entre os dois filmes. Como foi lembrado em um texto &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2009/10/chave-de-ouro.html"&gt;anterior&lt;/a&gt;, &lt;i&gt;A Bruxa de Blair&lt;/i&gt; foi pioneiro no uso da internet para estratégia de marketing, além de investir fortemente na divulgação de que se tratava de acontecimentos verídicos. Por isso, além da internet, também foi importante o boca-a-boca daqueles que assistiam ao filme e comentavam o terror que os estudantes atravessaram antes de desaparecerem naquela floresta. Já &lt;i&gt;Atividade Paranormal&lt;/i&gt;, em tempos de internet banda larga, dominada por Google e YouTube, apadrinhado por Steven Spielberg e, principalmente, lançado numa época pós-&lt;i&gt;A Bruxa de Blair&lt;/i&gt; e outros filmes de estilos semelhantes, soube exatamente como ser promovido. Não é à toa que, em todas as matérias sobre o filme, sempre é comparado ao filme de 1999. Mais dados podem ser vistos &lt;a href="http://www.adorocinema.com/cinenews/atividade-paranormal-x-a-bruxa-de-blair/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Além do uso mais consciente do marketing pela internet, há também diferenças fundamentais no próprio roteiro dos dois filmes. Embora ambos tratem de pessoas comuns munidas de uma câmera enfrentando uma adversidade que não compreendem, num clima de tensão e nervosismo cada vez maior, o tratamento dado aos personagens difere consideravelmente de um filme para o outro. Em &lt;i&gt;A Bruxa de Blair&lt;/i&gt;, são três estudantes de cinema que são colegas, mas não exatamente melhores amigos, perdidos em uma floresta da qual não conseguem sair. Exaustos e com fome, não demora para que comecem a brigar entre si, embora se agarrem uns aos outros por saberem que não há mais ninguém por perto. Já &lt;i&gt;Atividade Paranormal&lt;/i&gt; apresenta um casal de namorados bastante unido, morando em uma confortável casa, recebendo a visita de amigos. Ou seja, enquanto &lt;i&gt;A Bruxa de Blair&lt;/i&gt; também angustiava por mostrar personagens de personalidades diferentes entrando em conflito e isolados em uma floresta, &lt;i&gt;Atividade Paranormal &lt;/i&gt;não consegue obter o mesmo efeito de divergência e claustrofobia&amp;nbsp; simplesmente porque fica evidente que os seus protagonistas já tem uma dinâmica estabelecida e podem pedir ajuda a qualquer momento. Mesmo que em determinado momento alguém diga ao casal que sair da casa não resolveria o problema, é de se supor que, diante de evidências cada vez mais fortes de perigo, o instinto básico é abandonar o lugar e pedir ajudar para alguém confiável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Outro detalhe é o uso da câmera. Em &lt;i&gt;A Bruxa de Blair,&lt;/i&gt; fica claro que a estudante de cinema insiste em gravar todos os momentos como uma maneira de se manter tranquila, de não se entregar ao desespero, como se olhar através da lente fosse uma prova de que toda aquela situação é uma ficção que acabará em algum momento. Aliás, é justamente por este motivo que, em determinada cena, a estudante é filmada por um revoltado colega, que profere um humilhante discurso enquanto manuseia o equipamento para não perder nenhuma lágrima da jovem. O rapaz de &lt;i&gt;Atividade Paranormal&lt;/i&gt;, por sua vez, demonstra um interesse quase infantil pela câmera, apesar da namorada reprovar fortemente a ideia (o que não a impede dela mesma filmar quando o namorado está ocupado com outras coisas referentes às atividades paranormais).&amp;nbsp; A câmera acaba se tornando um personagem próprio, já que, ao contrário do que aconteceu com os estudantes na floresta, ela registra momentos que os personagens não presenciam. A câmera passa a ser o olhar apenas do espectador. Talvez seja este o motivo de constatar que &lt;i&gt;A Bruxa de Blair&lt;/i&gt; é mais eficiente na construção do clima de terror e tensão ao longo da narrativa, enquanto &lt;i&gt;Atividade Paranormal&lt;/i&gt; se sai melhor com o medo provocado em determinados momentos: a importância de manter um equilíbrio entre o que os espectadores e os personagens do filme conseguem visualizar ao mesmo tempo e o que apenas um dos lados enxerga de fato. O poder de insinuar, de sugerir, de nunca mostrar explicitamente é a base de um temor humano básico: o medo daquilo que não se compreende, apenas o bastante para saber (ou imaginar) que ele tem a intenção de fazer mal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-1808849444936842820?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/1808849444936842820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=1808849444936842820&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1808849444936842820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1808849444936842820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/12/escuridao-camera-reacao.html' title='Escuridão, câmera, reação'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-6442195738676525108</id><published>2009-12-04T19:39:00.004-02:00</published><updated>2010-06-09T19:01:46.108-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptações'/><title type='text'>Marca do desconhecido</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Muito, muito difícil. (...) Os estúdios precisam de uma marca que já tenha valor agregado, porque isso tem de alcançar uma plateia imensa para ter algum retorno. É corajoso por parte do estúdio bancar um filme como Avatar, mas, por outro lado, se der certo, a recompensa também é gigante. (...) As pessoas sabem demais antes de entrar no cinema".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;James Cameron em entrevista publicada na revista SET, edição de setembro de 2009, respondendo como é chegar com uma ideia original para o cinema, sem reconhecimento prévio de marca. Durante a entrevista, ele se refere especificamente às adaptações de quadrinhos, atualmente o filão mais lucrativo para Hollywood. E Cameron foi certeiro: não se trata apenas de buscar as ideias de outras mídias, mas de aproveitar o valor da marca. E isso vem desde o início das projeções cinematográficas (como em &lt;i&gt;Viagem à Lua&lt;/i&gt;, dirigido por George Méliès em 1902, influenciado pelo livro de Julio Verne). Olhando numa lista como &lt;a href="http://blog-br.com/falandocinema/80111/Os+10+Filmes+Mais+Aguardados+de+2010.html"&gt;esta&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.interfilmes.com/listaporano_2010_1.html"&gt;esta&lt;/a&gt;, por exemplo, percebe-se a presença de remakes (&lt;i&gt;Hora do Pesadelo&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Fúria de Titãs&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Lobisomen&lt;/i&gt;) e sequências (&lt;i&gt;Toy Story 3&lt;/i&gt;, o próximo &lt;i&gt;Harry Potter&lt;/i&gt;, mais um &lt;i&gt;Shrek,&lt;/i&gt; etc). Mas claro que as adaptações de quadrinhos estão lá também, de &lt;i&gt;Homem de Ferro&lt;/i&gt; &lt;i&gt;2&lt;/i&gt; a &lt;i&gt;Kick-Ass&lt;/i&gt;. A importância do reconhecimento da marca antes da sessão fica mais evidente nesta &lt;a href="http://www.slashfilm.com/2009/11/16/only-two-of-the-top-30-grossing-films-of-this-decade-are-original/"&gt;lista&lt;/a&gt;, mostrando que, dos 30 filmes mais lucrativos da década, apenas dois não são baseados em obras anteriores (remake ou sequência) ou adaptações de um produto já estabelecido.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Não há nada de errado em buscar inspirações em outras áreas além do cinema, principalmente porque excelentes filmes surgiram assim. É a força da imagem.&amp;nbsp; Claro que existem os riscos de fugir da essência da obra original. Mas a sensação de total desconhecimento do filme ao entrar na sala de cinema merece uma chance, o que é muito difícil em tempos de adaptações e internet. E este é mais um motivo de expectativa em torno de &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt;, além dos que já foram citados em um texto &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2009/10/chave-de-ouro.html"&gt;anterior&lt;/a&gt;. O ineditismo da obra. E em grandes proporções. Tentar ser original é sempre &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2009/07/ego-e-estilo.html"&gt;louvável&lt;/a&gt;. Principalmente vindo de alguém que não precisa se arriscar, como é o caso de James Cameron, diretor do filme de maior bilheteria da história do Cinema. Mesmo que &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt; fique abaixo do esperado, vale reconhecer o esforço. É uma pena que sempre é preciso um nome de peso para fazer um projeto original ir pra frente, como fez Peter Jackson ao produzir &lt;i&gt;Distrito 9&lt;/i&gt;. Mas é a lógica de qualquer empreendimento capitalista. Faltar ideias é pior que faltar dinheiro. Mesmo que o preço seja se surpreender cada vez menos no cinema, já que fora da sala a vida sempre garante algumas surpresas, agradáveis ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-6442195738676525108?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/6442195738676525108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=6442195738676525108&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/6442195738676525108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/6442195738676525108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/12/desconhecimento-sem-marca.html' title='Marca do desconhecido'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-821516404247827570</id><published>2009-11-29T09:34:00.005-02:00</published><updated>2010-06-09T19:03:19.435-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptações'/><title type='text'>Baseado em...</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Quando vi &lt;i&gt;O Falcão Maltês&lt;/i&gt; pela primeira vez (foi lançado no Brasil com o título de &lt;i&gt;Relíquia Macabra&lt;/i&gt;), gostei muito e só aumentou mais a vontade de ler o livro. Após descobrir um exemplar num sebo, revi o filme. Mesmo ciente das diferenças entre as duas linguagens, entre palavras e imagens, do beco sem saída ao comparar as lacunas para a imaginação da literatura com as novas dimensões propostas pelo cinema, senti mais reserva em relação ao filme. Uma reação natural, não se pode ficar indiferente diante do contentamento provocado por uma obra.&amp;nbsp; Haverá comparações. É uma resposta saudável, principalmente se as versões audiovisuais estimularem a procura pelas obras originais, como foi o caso das séries de TV &lt;i&gt;Hilda Furacão&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Os Maias&lt;/i&gt;. O resultado não é apenas a possibilidade de comparação, mas um enriquecimento cultural válido independentemente da qualidade de livro ou filme.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ainda que as adaptações sejam formuladas para um público padrão para aumentar as chances de lucro, roteiristas e diretores não deixam de fazer uma leitura pessoal da obra original e transmitem isso no resultado final. O roteirista da versão cinematográfica de 2002 de &lt;i&gt;O Conde de Monte Cristo&lt;/i&gt; disse que sempre achou que Edmond deveria ser o pai do filho de Mercedes. Pode ser clichê, mas era a opinião dele. Até em adaptações que buscam extrema fidelidade ao texto original apresentam toques próprios do diretor/roteirista. A versão cinematográfica de 1996 da peça &lt;i&gt;Hamlet&lt;/i&gt;, dirigida por Kenneth Branagh, é conhecida por ser o primeiro filme a usar o texto de Shakespeare na íntegra (por isso as quatro horas de duração do longa), mas apresenta cenas somente descritas mas não interpretadas na peça original (como a infância de Hamlet ao lado de Yorick, cujo crânio é motivo do mónologo sobre a morte proferido pelo príncipe) ou apenas implícitas no texto da peça, como a relação sexual de Hamlet e Ofélia. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ter consciência destes fatores e escolhas pode ajudar a apreciar um filme, mas o melhor mesmo é ainda lembrar que cinema e literatura são campos diferentes. Como Alan Moore disse em &lt;a href="http://revistatrip.uol.com.br/143/alanmoore/home.htm"&gt;entrevista&lt;/a&gt; para a Trip, "a coisa ruim das adaptações feitas a partir de literatura, por exemplo, é que elas inevitavelmente perdem a voz do autor, o jeito que ele usa as palavras", o que não implica em repudiar qualquer adaptação, mas vê-las como são em primeiro lugar: como filmes, antes de serem baseados em qualquer outra mídia. &lt;i&gt;O Silêncio dos Inocentes&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Cidade de Deus&lt;/i&gt;, a trilogia &lt;i&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Onde Os Fracos Não Têm Vez&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Perfume - A História de um Assassino&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Filhos da Esperança&lt;/i&gt; são ótimos filmes, independentemente de serem adaptações de livros. Da mesma forma, &lt;i&gt;Carandiru&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Tróia&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Código da Vinci&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Guerra dos Mundos&lt;/i&gt; (2005), &lt;i&gt;A Bússola de Ouro&lt;/i&gt; e alguns filmes do 007 são medíocres na tela, sejam eles bons ou não como livros.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Dito isto, por que é tão comum a sensação de que o livro é melhor que o filme? Possivelmente porque as palavras estimulam imaginação, os livros não têm tanta preocupação com a faixa etária do público nem precisam ficar preso a uma média-padrão de páginas, enquanto filmes precisam prestar muita atenção a censura e se encaixar a história em duas horas. Mas a principal razão mesmo é porque são campos diferentes, perde-se a prosa, o estilo do autor que conquista o leitor. Apesar de reconhecer a diferença entre as mídias, estou tentando lembrar de filmes que possam ser mais cativantes que os livros e não lembro de nenhum, o que prova que eu preciso ainda ler mais livros e assistir a mais filmes. Já li comentários dizendo que o filme &lt;i&gt;O Iluminado&lt;/i&gt;, de Stanley Kubrick, é melhor que o livro ou que &lt;i&gt;Os Pássaros&lt;/i&gt;, de Hitchcock, é superior ao conto. Mas não importa muito se não se conhece a obra original ou pior: não incita curiosidade alguma sobre o tema proposto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-821516404247827570?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/821516404247827570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=821516404247827570&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/821516404247827570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/821516404247827570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/11/baseado-em.html' title='Baseado em...'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-8434535968522614938</id><published>2009-11-18T03:20:00.004-02:00</published><updated>2011-09-29T00:27:00.262-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alguns filmes'/><title type='text'>Para alcançar as nuvens</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Assistindo ao documentário &lt;i&gt;O Equilibrista&lt;/i&gt;, eu me fazia a mesma pergunta criticada por Philippe Petit em determinada cena do filme. "Por quê?". Qual o motivo para andar sobre um cabo suspenso entre as torres do World Trade Center? Sem nenhum equipamento de proteção, apenas contando com a própria habilidade de equilibrista. Petit viu a notícia da inauguração do maior prédio do mundo (naquela época) e criou sua obsessão. Não diz a razão e até provoca a psicanálise ao afirmar apenas que sempre gostou de escalar coisas. Talvez esta aparente falta de preocupação em entender a si mesmo faça parte do seu magnetismo, porque é necessário saber cativar as pessoas por meses para ajudar num plano tão arriscado. Afinal, montar o cabo é a última parte do processo. É preciso conhecer a estrutura do prédio, enganar a segurança, saber como transportar o equipamento. E tudo isso para um homem brilhar sozinho, equilibrado sobre um fio, mais de 400 metros acima das ruas de Manhattan.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Dito desta forma, não há como não se perguntar por que Petit e seus companheiros fizeram aquilo. Sim, é estarrecedor o momento em que o equilibrista olha para baixo e percebe que chegou o momento de tirar o pé de apoio do telhado e começar a caminhar sobre o cabo. Ou quando decide olhar para baixo e vê a multidão fascinada. De certa forma, Petit carrega um traço heróico por ser firme no seu objetivo (nem que para isso tenha que desrespeitar a lei), desafiar a morte e, no fim, viver uma experiência que nenhum de nós jamais sentirá: estar no topo do mundo moderno, olhar para ele e fazer com que ele olhe de volta. Sim, é invejável. Não apenas a façanha em si, mas o planejamento e envolvimento dos amigos: as discussões, os disfarces, os esconderijos, os temores. Não é à toa que o filme é narrado num ritmo acelerado, como se fosse um assalto a banco. Mas, em vez de se questionar se não estaria ajudando uma pessoa querida a ir para a cadeia, um personagem confessa diretamente seu dilema: "não queria colaborar na morte de um amigo".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;E isso leva ao ponto central do desafio do equilibrista: o risco de morrer fazendo tudo valer a pena, mais até do que a admiração das pessoas. É uma ótima história, mas... e se Petit caísse? De um herói louco veríamos apenas um maluco idiota, marcando a primeira tragédia do World Trade Center. Ao mesmo tempo, Petit afirma que seria uma morte linda, pois estaria realizando o sonho de sua vida. E isso não seria cruel ao ponto de implicar na morte de outras pessoas. Coragem ou loucura de reconhecer seu sonho e dar tudo para realizá-lo? Não aceitar apenas os custos das etapas antes do feito, mas o que acontecerá após a sua concretização. A façanha de Petit custou alguma coisa de seus relacionamentos. Mas ele não se arrepende. Talvez isso seja o mais bonito do personagem, mesmo não sendo o mais importante. O filme é claro quanto a isto. Ver um homem se equilibrar entre os dois maiores prédios do mundo e seu sorriso de satisfação equivale a um mito moderno que pode ensinar o valor da perseverança e o prazer de uma realização pessoal. É uma leitura carinhosa de uma ideia insana que, felizmente, teve um bom final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-8434535968522614938?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/8434535968522614938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=8434535968522614938&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8434535968522614938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8434535968522614938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/11/para-alcancar-as-nuvens.html' title='Para alcançar as nuvens'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-849343423080454286</id><published>2009-11-11T03:24:00.002-02:00</published><updated>2009-11-11T03:31:31.681-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Pipoca e aniquilação</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Uma das piadas mais recorrentes no twitter sobre o blecaute que atingiu pelo menos dez Estados na noite de ontem foi que tudo não passava de um marketing viral para a estreia do filme &lt;i&gt;2012&lt;/i&gt;. O fim do mundo pode começar com estranhos fenômenos que abrem portas para a violência geral diante da dificuldade ou impossibilidade de segurança pública e punição para os infratores. Mas é difícil acreditar que o novo filme do diretor Roland Emmerich dê atenção a uma possível anarquia destrutiva decorrente da iminência do fim dos tempos. O destaque irá para as cenas de destruição de monumentos famosos e outras localidades, como já foi visto em &lt;i&gt;Independence Day&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;O Dia Depois de Amanhã&lt;/i&gt;, também dirigidos por Emmerich. Percebe-se que, além do seu gosto por desastres de escala mundial, o diretor abraçou sem medo o objetivo de fazer filmes para massagear o ego do público norte-americano, mesmo tendo nascido na Alemanha. O feriado de independência dos Estados Unidos é o dia da vitória da raça humana contra os aliens; os franceses são culpados pela acidente nuclear que provocou a mutação no monstro Godzilla (nos originais japoneses, a terra de Obama é a culpada) e cabe aos norte-americanos a tarefa de derrotá-lo; em &lt;i&gt;O Patriota,&lt;/i&gt; a batalha pela independência dos Estados Unidos é mostrada de maneira muito clara: os colonos só querem liberdade e justiça (incluindo para os escravos), mas a maldade britânica não permite. Não é de se estranhar que ele tenha demonstrado interesse em dirigir &lt;i&gt;Transformers&lt;/i&gt;, mas a Dreamworks preferiu entregar o filme a Michael Bay, outro patriota sem muitas sutilezas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mas o problema maior não é ver a predominância da bandeira dos Estados Unidos, até porque isso não atrapalha uma diversão bem montada. O incômodo é ver como insistem em mostrar que, na iminência&amp;nbsp; da destruição do planeta, cada indivíduo mostra seu valor mais puro e nobre, se preocupando em discutir relações e curar traumas familiares (e são justamente aqueles que sobrevivem aos desastres globais). Em qualquer situação de extremo risco, qualquer pessoa&amp;nbsp; em sã consciência só terá duas preocupações: sobreviver e proteger entes queridos. Sem muita conversa para ensinamentos ou dignidade de valores, priorizando a união de esforços como o objetivo de continuar viva, não para arranjar amigos, o que não necessariamente reflete o lado mais bonito do ser humano (algo que o filme &lt;i&gt;Extermínio&lt;/i&gt; retratou bem, mesmo não tratando da extinção da Terra). &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Filmes que enfocam sobre o fim da humanidade, e não do planeta, costumam ser mais interessantes (&lt;i&gt;Filhos da Esperança&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Eu Sou A Lenda&lt;/i&gt;, por exemplo). Claro que, em obras como &lt;i&gt;Guerra dos Mundos&lt;/i&gt;, o fim do mundo não é para assustar, mas para divertir. Acaba não atraindo mais, só mesmo pela pipoca, o que obviamente não é nenhum pecado. Não é errado não ser exigente. Mas também não é erro reparar mais em exemplos do tema que despertam o interesse, como o filme &lt;i&gt;Presságio&lt;/i&gt;, lançado este ano. Mais do que ver grandes cenas de desastres, interessa se identificar com os personagens e suas reações diante de um problema que, mesmo que a humanidade ainda não tenha experiência prática em enfrentá-lo, já se sabe que não pode ser contornado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-849343423080454286?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/849343423080454286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=849343423080454286&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/849343423080454286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/849343423080454286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/11/pipoca-e-aniquilacao.html' title='Pipoca e aniquilação'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-3778145607976015067</id><published>2009-10-31T22:06:00.003-02:00</published><updated>2011-09-29T00:37:44.694-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alguns filmes'/><title type='text'>(pode) Ser ou não ser</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Um jovem usando uma máscara de gás transita em uma cidade vazia e cinzenta"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;É a sinopse do curta-metragem &lt;i&gt;Quarto de Espera&lt;/i&gt;, resultado de um trabalho de conclusão de curso da PUC-RS no ano passado. Já ganhou alguns prêmios e vem sendo exibido em festivais pelo Brasil. Apesar de ser normal neste tipo de espaço aparecerem histórias bastante subjetivas, em formato experimental, de conteúdo impreciso, achei difícil o filme usar seus 12m30s apenas para mostrar o tal homem da máscara caminhando por ruas desertas e sem cor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;De fato, outras coisas acontecem. Outros personagens aparecem. A fotografia e produção da cidade vazia são impressionantes. Ao final do filme, muitas questões ficaram em aberto. Por que alguns personagens agem daquela maneira? Qual a razão de alguns confrontos? O que a a máscara de oxigênio representa? E o homem do aspirador de pó? Na sala, comentei que o estilo do filme lembrava o David Lynch: uma história surreal, geralmente de aspecto sinistro, que nunca fornece uma conclusão imediata (e muitas vezes, sequer&amp;nbsp; plausível). Lá com os meus botões, imaginei algumas interpretações do filme. A máscara - que imediatamente me lembra o vilão Psycho Mantis, do jogo &lt;i&gt;Metal Gear Solid &lt;/i&gt;- seria uma representação da perda gradativa da humanidade do protagonista. O formato dela lembra algum animal, uma mosca, ou até um rosto alienígena. A respiração é ruidosa e pesada, lembrando barulho de máquina. O protagonista, ao seu modo, tenta manter a ordem local. Talvez a máscara fosse um símbolo de poder ou uma consequência do fato da cidade estar vazia. Ou apenas o resultado de mais um confronto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Quando o diretor subiu à mesa de debates, vieram as perguntas. É um mundo pós-apocalíptico? Era uma leitura, mas também podia ser o mundo atual. Ok. Por que as pessoas entravam em confronto? Não havia uma resposta definitiva, mas ele gostava de pensar que era por simplesmente não conseguirem mais conversar. Certo. E os outros personagens, também peculiares, que faziam? Eram da cidade, passavam por ali. Muito bem. E a máscara industrial de oxigênio, o chamariz do filme, o aspecto mais instigante da história, como ela surgiu no roteiro? Bom, o personagem poderia não estar usando máscara alguma, mas o seu uso poderia ser um efeito da poluição do meio ambiente. Poderia...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Saí da sala lembrando de uma declaração da sobrinha do diretor Alfred Hitchcock ao making-of de um de seus filmes. Disse que, durante suas aulas de cinema, quando os professores passavam algum trabalho sobre o mestre dos filmes de suspense naquela época, ela ia pedir ajuda do tio. Ao apresentar as discussões e conclusões dos professores, fornecendo interpretações sobre muitos aspectos de seus filmes, a moça escutava do diretor: "de onde vocês tiram essas coisas?". Então ele dizia que não era nada daquilo que estava querendo dizer. Quando ela entregava o trabalho, recebia a avaliação "bom, mas incompleto". E Hitchcock, sem poder fazer muita coisa, apenas dizia que sentia muito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;É prazeroso descobrir as pistas e simbolismos de um filme, principalmente quando eles não estão muito evidentes - como em muitos famosos filmes europeus da década de 50 e 60. É até divertido. Alguns são exemplos clássicos da escola, como a crítica ao modelo fordista e as considerações sobre o cinema falado em "Tempos Modernos" ou o poder da igreja e o impacto da escrita em "O Nome da Rosa". Mas há alguns filmes que têm cenas que simplesmente não fazem sentido aparente e é preciso forçar a imaginação e a memória para entender o seu significado ou então aceitar que o objetivo não é fazer sentido algum mesmo. E ainda assim, é possível continuar tentando entender, mesmo com a sensação de estar procurando pêlo em ovo (ou fazer papel de idiota). Sempre lembro de &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://krona.srv.br/2001/set.htm"&gt;2001 - Uma Odisséia no Espaço&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt; nessas horas. O mais recente exemplo foi o brasileiro &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.filmespolvo.com.br/site/eventos/cobertura/623" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Mistéryos&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;. Mas, ao contrário do filme de Stanley Kubrick, esta obra não faz esforço algum para ser memorável. Se fez, a resposta saiu errada. De qualquer forma, mesmo que não compreendamos os objetivos, referências e metáforas do filme, ainda é muito bom quando surgem dúvidas que fazem pensar. E é melhor ainda rever o filme e descobrir novas evidências: somente mês passado reparei na cena em que o filho do protagonista de &lt;i&gt;Corpo Fechado&lt;/i&gt; assiste ao desenho "Meninas Superpoderosas", uma paródia de superheróis. E superpoderes são um dos temas do filme. Tenho quase certeza de que não foi à toa. Quanto mais sutil, menor a certeza. E mais agradável a sensação de perceber pela primeira vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-3778145607976015067?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/3778145607976015067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=3778145607976015067&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3778145607976015067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3778145607976015067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/10/pode-ser-ou-nao-ser.html' title='(pode) Ser ou não ser'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-3242403739688259458</id><published>2009-10-17T22:26:00.012-03:00</published><updated>2010-06-09T19:04:27.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relembrando'/><title type='text'>Chave de ouro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O filme mais esperado para o fim deste ano é &lt;a href="http://www2.avatarmovie.com/"&gt;Avatar&lt;/a&gt;, dirigido por James Cameron.  Onze anos depois de fazer a maior bilheteria da história do cinema mundial com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Titanic&lt;/span&gt; (um hiato que só faz aumentar a expectativa para o filme seguinte), o diretor volta ao gênero da ficção científica, campo onde seu nome é referência graças a trabalhos como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Segredo do Abismo&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Exterminador do Futuro&lt;/span&gt;. Desenvolver e utilizar avançadas tecnologias de efeitos visuais no cinema para contar boas histórias é uma característica de Cameron, e promete seguir o estilo. Porém, além da fama e competência do diretor, a espera por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Avatar &lt;/span&gt;representa a chance de um grande filme encerrar o ano de 2009 e a década.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Claro que este ano trouxe bons filmes, mas as obras mais esperadas ficaram abaixo do memorável (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Star Trek&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Inimigos Públicos&lt;/span&gt; foram as sessões mais gratificantes para mim). E o sentimento de que o cinema do último ano da década está deixando a desejar é reforçado pela memória de 1999, ano de lançamento de alguns filmes cultuados até agora: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Matrix&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clube da Luta&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Sexto Sentido&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quero Ser John Malkovich&lt;/span&gt;. Há outros exemplos não tão célebres, mas que repercurtiram sensivelmente aos olhos dos espectadores, como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Informante&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;De Olhos Bem Fechados&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Segundas Intenções&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beleza Americana&lt;/span&gt;. Um certo pessimismo diante da vida (talvez pela proximidade do fim do milênio) parece ter sido um componente importante para a fertilidade daquele período.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Porém, o filme lançado em 1999 cuja influência mais se sente nos últimos meses é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;A Bruxa de Blair&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;. Não somente pelo formato documentário, câmera na mão, num estilo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;neoverité&lt;/span&gt;, visto ano passado em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;[REC]&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; ou atualmente em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Distrito 9&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;. O grande êxito do filme foi se vender como se tratasse de uma história real: atores amadores que permitiram o uso de seus nomes reais para os personagens,  sentindo frio, recebendo cada vez menos comida da equipe de produção, diálogos e gravações semi-improvisados, apenas seguindo vagas instruções dos diretores sem saber o que encontrariam pela frente, tudo para obter o efeito mais realista possível da degradação psicológica dos protagonistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://krfilmes.files.wordpress.com/2009/05/a-bruxa-de-blair-01.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://krfilmes.files.wordpress.com/2009/05/a-bruxa-de-blair-01.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 411px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 276px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Durante as filmagens, mesmo cientes de que se tratava de um obra de ficção, os atores acreditavam que a lenda da Bruxa realmente existia, até serem informados posteriormente que toda a mitologia da história foi concebida pelo criadores do filme. Além disso, os diretores fizeram para a TV um falso documentário (mockumentary) como material promocional, onde explicavam a origem da lenda e entrevistavam familiares e amigos dos estudantes desaparecidos. Criaram um &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blairwitch.com/" style="font-family: trebuchet ms;"&gt;site&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; exibindo cartazes de "desaparecidos" com a foto dos atores e, no Festival de Cannes, espalharam folhetos informando que o paradeiro dos três estudantes ainda era desconhecido. Foi um dos pioneiros no uso da internet e do marketing viral, amplamente usado em filmes como &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Cavaleiro das Trevas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Cloverfield &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;e o recente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt; &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1345990-7086,00-FILME+DE+TERROR+DE+BAIXO+ORCAMENTO+VIRA+HIT+NOS+EUA.html"&gt;Paranormal Activity&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4KLzMmECRQI/R4wHEAz-wEI/AAAAAAAAAQA/jLNccFU7OJw/s400/1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_4KLzMmECRQI/R4wHEAz-wEI/AAAAAAAAAQA/jLNccFU7OJw/s400/1.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 292px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 296px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Agora, dez anos depois, os diretores anunciaram uma sequência para a história (eles rejeitaram veementemente o filme "Bruxa de Blair 2: O Livro das Sombras", lançado em 2000 sem a aprovação deles e com o propósito declarado de aproveitar a fama do primeiro filme). Vai ser interessante ver como todos esses anos influenciaram sua concepção do trabalho. Seria ainda mais interessante se a nova parte fosse lançada agora, para fazer tal qual o primeiro capítulo e encerrar o ano com chave de ouro, ainda que este ano não tenha sido brilhante como 1999. Resta esperar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Avatar&lt;/span&gt;. Ou, quem sabe, mais dez anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-3242403739688259458?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/3242403739688259458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=3242403739688259458&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3242403739688259458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3242403739688259458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/10/chave-de-ouro.html' title='Chave de ouro'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4KLzMmECRQI/R4wHEAz-wEI/AAAAAAAAAQA/jLNccFU7OJw/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-4980283614024917913</id><published>2009-10-07T01:53:00.008-03:00</published><updated>2011-09-29T00:27:00.263-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alguns filmes'/><title type='text'>Trilha da periferia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Qual é a graça das festas de aparelhagem em Belém? São feitas em lugares apertados para o público presente, servindo de ponto de encontro para gangues e garotas de programas, palco de costumeiras brigas oriundas de muito álcool e pouca paciência, ouvindo a batida repetitiva do tecnobrega, produzida em um sonoridade absurdamente alta, acompanhada de luzes, coreografias e figurinos constrangedores para letras sobre sexo casual, geralmente denegrindo a imagem da mulher, eco dos bailes funks das favelas cariocas. É um espetáculo exagerado, cafona, com uso e abuso do ridículo e da pobreza como principal chamariz. Qual é a graça? A resposta parece evidente, mas há quem também ache lastimável jovens fantasiados de Naruto ou Power Ranger, milhares de pessoas se esmagando para acompanhar uma corda atrelada a uma imagem sagrada para a religião católica ou o fato de 22 homens disputarem a posse de uma bola durante noventa minutos. Mais do que o argumento de que "gosto não se discute", o sucesso de um evento ou fenômeno (ou manifestação sócio-cultural, para ser mais enjoado) reflete o contexto onde surgiu, implicações da época e de um cenário maior. E é esse o melhor do documentário &lt;a href="http://www.vimeo.com/1993239"&gt;Brega S/A&lt;/a&gt;: numa linguagem de videoclipe, mostrar o funcionamento do tecnobrega, suas regras, seus atores, todos ligados numa teia complexa demais para ser chamada unicamente de "lixo musical".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O tecnobrega faz sucesso porque é fruto da independência oferecida pela pirataria. Sem a necessidade do apoio de empresários ou gravadoras, os músicos desse estilo gravam e copiam seus próprios cd's (usando programas baixados ilegalmente pela internet) e usam o comércio dos camelôs para a distribuição. Se os camelôs vendem bem, a música se torna conhecida e as chances de fazer um show aumentam. E as apresentações precisam mais que playback: precisam se identificar com o público e impressioná-lo. Por isso as letras rudes falando sobre sexo rasgado e diversão (sempre entrecortadas pela voz do dj mandando abraços e recado para alguém),  por isso o uso de luzes e pirotecnia nas aparelhagens. Como um dos personagens mais interessantes do documentário diz: "é uma válvula de escape (...), nosso público é o cara do comércio, o camelô, o trabalhador braçal que carrega 50 sacos de cimento e ganha 5 reais". A impressão é que, quanto mais os aparatos e ferramentas utilizadas fugirem da normalidade, maior a catarse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O mais interessante é ver como o tecnobrega é um movimento de origem e destino semelhantes: as camadas mais baixas da sociedade. Do estúdio precário e caseiro, passando pelos camelôs cobertos por lonas azuis, até as multidões atingidas pelas incessantes batidas do estilo, o que se vê são pessoas que não de vangloriam do que fazem, apenas seguiram um caminho para garantir a sobrevivência. Um trabalho, sem orgulho, sem vergonha. Ou seja: além da popularização da internet, a desigualdade social e atraso do poder público também são fontes do tecnobrega, que, além de diversão sonora, também produziu comunidades próprias, com seus subgrupos e disputas. Ainda não se sabe se foi intenção dos realizadores &lt;a href="http://www.greenvision.com.br/blog/2009/mais-sobre-o-tecnobrega/"&gt;Vladimir Cunha e Gustavo Godinho&lt;/a&gt; não dar muita atenção a este desdobramento, deixando-o mais como uma conclusão a cargo do telespectador do que como uma hipótese a ser trabalhada pelo filme. Mas não foi ruim, já que o foco do trabalho é sempre explicar a organização do estilo musical. Investir em argumentos sociológicos e acadêmicos, embora pudesse ser enriquecedor, não fez falta&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas fez falta mostrar mais o lado negativo da pirataria. Aliás,  uma dúvida: pode ser considerado pirataria se não se registra os direitos autorais e o próprio autor distribui o trabalho sem se preocupar com os lucros pelas reprodução da música? Por exemplo, a banda baiana Djavú faz sucesso regravando músicas sem registro legal do tecnomelody paraense, enquanto os autores não ganham nada com isso. Onde a lei autoral pode ajudar? Ou tudo se resume a uma questão de (falta de) ética? Mostrar a violência da polícia enfrentando os camelôs não é suficiente para ilustrar os problemas da pirataria, principalmente porque os policiais, justos ou não, estão amparados pela lei. O comércio ilegal faz mais do que fomentar o acesso das classes mais pobres à músicas e filmes piratas. Os camelôs expõem suas justificativas, o outro lado poderia ter a chance de fazer o mesmo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Porém, se for confirmado, uma versão estendida anunciada estará disponível para download  no site da produtora &lt;a href="http://www.greenvision.com.br/"&gt;Greenvision&lt;/a&gt;. Talvez dê mais atenção ao aspecto ruim da pirataria. Se não der, contudo, o resultado já visto vale de qualquer jeito, principalmente ao se levar em conta que os diretores pagaram tudo do próprio bolso e amargaram boas dificuldades financeiras, já que nenhuma empresa local se interessou em bancar um projeto sobre tecnobrega. É de pensar se consideraram um trabalho sobre "lixo musical", desconhecendo ou fechando os olhos para todas as questões importantes que permeiam tal manifestação. Nestes casos, é sempre bom lembrar: não se trata apenas de juízo de valor artístico ou cultural. Trata-se de fatos interligados ao cotidiano de uma cidade e, por isso, pode afetar a  muitos, fãs de tecnobrega ou não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-4980283614024917913?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/4980283614024917913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=4980283614024917913&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/4980283614024917913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/4980283614024917913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/10/trilha-da-periferia.html' title='Trilha da periferia'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-6470536681202803734</id><published>2009-09-30T03:11:00.006-03:00</published><updated>2010-06-04T00:27:45.758-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Década como pretexto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rottentomatoes.com/" style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Rotten Tomatoes&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, referência na avaliação crítica de filmes e também conhecido por suas listas, fez sua seleção dos &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rottentomatoes.com/guides/worst_of_the_worst/" style="font-family: trebuchet ms;"&gt;100 piores filmes da década&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;.  Os anos 2000. Ainda é estranho dizer isso. Mas é o tempo, afinal. Este período de tempo entre 2000 e 2009, tão marcante para pessoas da minha idade, na era dos vinte e tantos anos. Soa esquisito, mas não necessariamente ruim. Algo sempre vale a pena. E, no cinema, também há algo para se comemorar, principalmente com a quebra da maldição das sequências: já não é incomum assistir a continuações superiores à primeira parte, embora este ano tenha trazido &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;X-Men Origens: Wolverine&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Transformers 2&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Os Normais 2&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;13º Distrito: Ultimato&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; (nas locadoras).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Na década de 2000, o Cinema passou a sofrer fortemente o impacto da pirataria, onde é possível encontrar os últimos lançamentos (incluindo aqueles que não chegaram na cidade) na calçada das ruas. Por isso, tal qual a tentativa do Cinema de resistir à ascensão da TV nos anos 50 investindo na produção de filmes épicos para aproveitar as dimensões da tela panorâmica, novamente há uma concentração na realização de filmes em formatos que aproveitem a exclusividade técnica de algumas salas, como os cinemas digitais, 3D ou Imax. Além disso, os estúdios passaram a investir em fórmulas e ideias já consagradas pelo público para fazer seus filmes, aumentando assim as chances de lucro. E veio a onda de continuações de sucessos, remakes e, claro, das adaptações de quadrinhos,  consolidadas como um gênero cinematográfico. Do primeiro &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;X-Men&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; até &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Watchmen&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, nunca se investiu em tantos filmes baseados em hq's como nos últimos anos, provavelmente atingindo seu auge ano passado, como &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;O Cavaleiro das Trevas.&lt;/span&gt; Foi a década em que o cinema nacional cresceu, a partir de &lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Cidade de Deus.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Cinema nacional além da Globo Filmes, embora não tenha como não reconhecer que seus filmes sejam os principais responsáveis pelo aumento do público nas salas para um longa-metragem brasileiro. Já entre as modas de filmes, os remakes de obras asiáticas de terror explodiram nos anos 2000, explorando maldições envolvendo crianças e tecnologias, começando por &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;O Chamado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; E, como é próprio das modas, um dia elas enchem: não é à toa que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Uma Chamada Perdida&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, de 2008, está em segundo lugar na lista, embora seja muito pior que o primeiro colocado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sobre a lista dos piores, o gênero comédia predomina entre os escolhidos, sendo seguido por suspense/terror. Não é fácil fazer rir ou sentir tensão. São duas reações sentimentais muito marcantes, presentes nos momentos mais significativos da vida. Quando bem-sucedidas, elas se fixam na memória. Assim como as sessões de cinema que nunca se esquece. Talvez faça uma lista delas. Não para ser memorizada, claro. Apenas para cumprir o propósito das listas: ser pretexto e fornecer, sem se levar muito a sério, um pouco de referência para debate descontraído e memória. Principalmente memória. Afinal, o tempo passa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-6470536681202803734?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/6470536681202803734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=6470536681202803734&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/6470536681202803734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/6470536681202803734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/09/decada-como-pretexto.html' title='Década como pretexto'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-1825390467299578378</id><published>2009-09-16T23:43:00.008-03:00</published><updated>2010-06-04T01:00:14.655-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relembrando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Tartarugante III</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"É o teu jeito, mas não precisa ser sempre assim, entendeu?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Também tem algumas tarefas que prefiro fazer só." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Você, como sempre, mantendo uma sutileza elegante." &lt;/span&gt;(jeito irônico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Tu sabes que pode falar as coisas na real pra mim. Aliás, tu sempre falou!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Nem sei se você é mais otimista ou pessimista em relação à vida."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu sei: tu já estaria me xingando nessa hora."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Só não te xingo porque é verdade mesmo..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Depois de todo esse tempo, vejo que é pior quando você realmente não fala nada."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não humilha, véio!" &lt;/span&gt;(desarme pelo riso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para a &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2007/08/tartarugante.html"&gt;primeira parte&lt;/a&gt; e para a vez &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2008/09/tartarugante-ii.html"&gt;seguinte&lt;/a&gt;, não mudou tanto assim. Mas na verdade mudou. Só resta entender melhor. Como não haverá a quarta seleção para o próximo ano, é melhor encerrar com a frase mais certeira na alma, principalmente porque veio por escrito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;"&gt;"tentar ficar bem na marra normalmente é traumático; como já conversamos em outros momentos, a tristeza faz parte da vida e negá-la pode ser uma forma de tornar tudo, incluindo a alegria, um pouco mais triste, banal e sem encanto."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-1825390467299578378?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/1825390467299578378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=1825390467299578378&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1825390467299578378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1825390467299578378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/09/tartarugante-iii.html' title='Tartarugante III'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-5525496808208499817</id><published>2009-09-12T20:54:00.004-03:00</published><updated>2010-06-04T00:29:16.180-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='net'/><title type='text'>A lisura de um mérito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sentir orgulho é bom. Não o orgulho como pura soberba ou ufanismo (embora, claro, seja essencial respeitar a própria dignidade). Mas o sentido de recompensa e regozijo é importante, principalmente porque deriva de se acreditar em algo ou alguém. Não é fácil confiar no futuro, aceitar os riscos do caminho, os momentos de desânimo, os obstáculos justos e injustos, tudo para atingir a meta. Para muitos, a dificuldade começa aí mesmo: saber qual é o objetivo final a se cumprir. Afinal, saber onde se quer chegar é a motivação de tudo. Outro problema é a chance de sentir orgulho ser inversamente proporcional ao pessimismo. E com tantos problemas e casos como exemplos da realidade, é natural não esperar muita coisa. Desta forma, o resultado agrada não pelo próprio merecimento, mas porque a expectativa era baixa. Não carrega traços de orgulho para quem participa ou entusiasmo para quem assiste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A expressão máxima do orgulho nacional é o futebol. A seleção brasileira foi classificada para a próxima Copa. Desde agora há mobilizações para unir a nação na torcida pelo time. Bom pro esporte, mas é uma pena o contentamento nacional se resumir a isso. Um otimismo coletivo ajuda muito a alimentar a confiança individual. Evidentemente, não significa fechar os olhos para os problemas. Só a reparar melhor no lado mais brilhante da moeda. Difícil para quem se acostumou a ser muito crítico ou taciturno. Chatos de plantão. Mas talvez valha o esforço. Lembrando de momentos de orgulho individual (um difícil trabalho concluído, um beijo roubado ou uma criança aprendendo o que se ensina), fica mais fácil encarar. Pelo menos é possível argumentar que, antes de apelar para o lado emotivo, há estatísticas comprovando que otimistas vivem mais. E viver com orgulho é melhor ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, fico feliz com o 100Grana aparecendo numa &lt;a href="http://100grana.wordpress.com/2009/09/09/sim-o-100grana-esta-na-revista-epoca/"&gt;matéria&lt;/a&gt; da revista Época. Não senti o êxtase que os idealizadores do site sentiram, claro. Peguei o bonde andando, com tudo facilitado. Eventualmente colaboro com alguma coisa. Mas acompanhei, mesmo de longe, o esforço inicial da equipe. Plantão à espera de novidades, acompanhamento do número de visitas, o trabalho de divulgação em eventos de cultura pop, a formação da própria identidade no meio de tantos outros sites com o mesmo tema (lembrando que estão na Amazônia), as tentativas de atualizar a página mesmo com outros trabalhos (remunerados) para realizar. Fazer as coisas sem dinheiro é difícil. Em muitos casos, é impossível. Mas, vendo o reconhecimento que o site tem agora, vem  à tona uma ideia romântica: antes de tudo, é preciso se comprometer, acreditar, vestir a camisa. É preciso respeitar momentos assim, mesmo com a imprevisibilidade do futuro. Tentar aprender alguma lição deles. Parabenizar os envolvidos. Reconhecer a conquista. Admirar o orgulho justo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-5525496808208499817?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/5525496808208499817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=5525496808208499817&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/5525496808208499817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/5525496808208499817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/09/orgulho-justo.html' title='A lisura de um mérito'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-8900259528866438381</id><published>2009-09-03T15:26:00.002-03:00</published><updated>2010-06-04T00:31:04.794-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relembrando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Lista de chuvas</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Depois de dias sem ver uma gota cair do céu, perguntei a alguns amigos se já haviam visto algum filme com uma cena de chuva memorável (para eles, claro). Um respondeu a primeira luta do filme chinês &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Herói&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, outro respondeu o clima da guerra em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Forrest Gump&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, mais alguém disse que achava cenas com chuva clichês, mas lembrou do encontro sexual em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Match Point.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Interessante ver como quase todas as respostas revelam a personalidade do espectador: enquanto um se envolve rapidamente com uma luta, outro se identifica mais com romance, um terceiro com suspense, etc. Ao verem outras alternativas de cenas de chuva, concordavam que eram bons exemplos, mas não eram tão marcantes para eles. Claro que tem a ver com o contexto da cena e da própria pessoa. Lembro bem da sessão de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;O Tigre e o Dragão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; não pela qualidade da obra, mas porque cheguei totalmente molhado da chuva que caía na cidade. Entrei na sala deixando um rastro de água atrás. Não gostei muito do filme, mas foi memorável pelo frio intenso que senti com o ar condicionado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Para mim, os filmes abaixo foram marcantes não somente pelas cenas de chuva ou por fatores exteriores à tela (exceto o último Matrix). Alegre ou triste, frio ou calor, sempre admiro a qualidade deles. E as cenas de chuva, clichês ou não, sempre ecoam na minha memória. Respostas revelando personalidade. Por aí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-weight: bold;"&gt;Matrix Revolutions&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;: a chuva é puro capricho para os efeitos especiais na &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-MfO6quFS-M&amp;amp;feature=related" style="font-family: trebuchet ms;"&gt;luta final&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, com as gotas d'água sendo varridas pelas ondas de impacto causadas pelo choque dos golpes. Ficou muito bem feito.  Pelo resultado, os irmãos Wachowski até hoje são apontados por muitos fãs como as melhores opções para dirigir um filme do Superman ou Dragonball. Mas estes personagens tomaram rumos esquisitos no cinema. Não fizeram sucesso. Bom sinal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-weight: bold;"&gt;Se7en&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;: o detetive interpretado por Brad Pitt é &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qglDwsNRehY" style="font-family: trebuchet ms;"&gt;encurralado&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; pelo assassino. Neste momento, a atitude do criminoso diante do policial parece ser o início do preparo para o último crime capital planejado. O personagem de Pitt não é capaz de reagir e é largado no chão, num beco onde a chuva parece fazer parte da sujeira e fragilidade julgadas pelo assassino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-weight: bold;"&gt;Os Donos da Noite&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;: uma &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bHWjzlwCTTY" style="font-family: trebuchet ms;"&gt;perseguição&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; de carros mostra que os personagens reagem não por serem heróis, mas por fazerem o que uma pessoa desesperada faria em situação semelhante: buscar proteção, a menos que algum ente querido esteja em perigo. Se for o caso, é preciso fazer alguma coisa, mesmo com a chuva atrapalhando, mesmo que tudo aponte para a tragédia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="trebuchet ms" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div face="trebuchet ms" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-weight: bold;"&gt;Extermínio&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;não chove há dias na Londres devastada por um tipo de vírus que transforma as pessoas em criaturas irracionais e violentas. Quando volta a chover,  os humanos sadios, incluindo o protagonista, não são muito diferentes dos infectados quando não há um sistema social a seguir. Em tal cenário, a sobrevivência  é vinculada à destruição dos obstáculos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estrada para a Perdição&lt;/span&gt;: o diretor Sam Mendes usou a chuva na conclusão do seu primeiro trabalho, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beleza Americana&lt;/span&gt;. O mesmo acontece no confronto definitivo neste filme, adaptado de uma hq. Oculto pelas sombras e pelo temporal (como muito perigos na vida real), o protagonista realiza sua &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IK7hBG4xQhQ"&gt;vingança&lt;/a&gt; sem glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Casa do Gilson, Nossa Casa&lt;/span&gt;: quem conhece Belém sabe que a chuva é parte da cidade, indo além de uma característica climática e sendo praticamente uma personagem de alegrias e desaforos. Neste &lt;a href="http://juniorlopesillustrator.blogspot.com/2008/12/mi-casasu-casa.html"&gt;documentário &lt;/a&gt;de Chico Carneiro sobre a casa famosa por suas apresentações de choro e samba, há partes em que simplesmente se vê as ruas e praças desertas recebendo as gotas. Nessas horas, como bem sabe &lt;a href="http://reporterdesandalias.blogspot.com/2009/05/chove-chuva.html"&gt;quem conhece&lt;/a&gt; o lugar, vem a sensação de que todos viram coadjuvantes enquanto a chuva e a cidade assumem o lugar principal do dia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Fundo do Coração&lt;/span&gt;: em filmes de amor, cenas de chuva geralmente são associadas àquelas pequenas e arrebatadas discussões que terminam com uma epifania coroada por um beijo apaixonado. Francis Ford Coppola, em seu trabalho seguinte a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apocalypse Now&lt;/span&gt;, mostra o outro lado.  Não ligar para a chuva ao pensar numa pessoa nem sempre signfica alegria. Romance também é &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Rdqw5irMX7A"&gt;tristeza&lt;/a&gt;. Silêncio. É belo também por isso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um Sonho de Liberdade&lt;/span&gt;: a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ElxGBKi7jMo"&gt;fuga da prisão&lt;/a&gt; de Shawshank. Embora poucas pessoas gostem  de serem encharcadas pela chuva, o total impedimento desta possibilidade é pior. A idéia de liberdade deve estar presente, mesmo que não seja realizada. O isolamento provavelmente muda a concepção de quem ignora gotas de chuva, vento no rosto, pôr-do-sol e outros fênomenos. Chuva como liberdade e redenção pode soar batido. Mas antes ser piegas que impossível&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Blade Runner&lt;/span&gt;: o replicante Roy Batty supera seu algoz em todos os sentidos possíveis. Força física, agilidade, provocar medo, sentir compaixão. Mas a maior vitória é justamente aceitar seu fim sem oferecer mais resistência, lembrando o que ele já presenciou e o que os humanos provavelmente não verão. Walter Benjamin apitando: se o momento da morte é o auge da experiência narrativa que um homem pode transmitir, a frase &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rYnGkT6Og0U"&gt;"tears in rain"&lt;/a&gt; é um dos melhores exemplos. Principalmente por não se tratar de um humano&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;. Pelo menos no sentido biológico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cantando na Chuva&lt;/span&gt;: não gosto muito de musicais, mas é difícil ficar indiferente a este. Talvez porque, enquanto a maiorias das cenas de chuva listadas representam um momento ruim para o personagem, aqui acontece o oposto. É &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rmCpOKtN8ME"&gt;felicidade&lt;/a&gt; pura. Letra, coreografia, atuação (e Gene Kelly estava ardendo em febre quando fez a cena).  Talvez uma felicidade muito inocente, própria do gênero e da época. Difícil outro momento tão carregado de alegria num filme (ironicamente, a música-título foi usada num trecho ultraviolento de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Laranja Mecânica&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;). Acho que justamente por isso, pela felicidade simbolizada e atualmente tão anacrônica, é que vale priorizá-la. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Alguma coisa boa devemos guardar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-8900259528866438381?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/8900259528866438381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=8900259528866438381&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8900259528866438381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8900259528866438381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/09/lista-de-chuvas.html' title='Lista de chuvas'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-4759228561849370899</id><published>2009-08-20T23:36:00.005-03:00</published><updated>2010-06-04T00:31:22.849-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Faz sentido para aqueles que entendem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Talvez o pior de se ver um artista transformando o seu sucesso em extravagânica, depois despencando para o ridículo a acabar beirando o ostracismo, é perceber que ele próprio não sabe explicar claramente como tudo aquilo aconteceu. Não se trata de vista grossa ou ego inflamado ou ainda delírios de grandeza, embora não se possa descartar nenhum desses fatores. Há uma infinidade de informações sobre carreira e vida pessoal, possibilitando delimitar o período onde as coisas começaram a desandar e apontar quais foram os motivos para tanto. Mas não é possível ouvir os pensamentos nem acessar as memórias do artista. Por isso incomoda ver que, por mais que mídia e a própria pessoa falem de sua trajetória, no fim resta um olhar de auto-questionamento. Provavelmente porque tal situação não é exclusividade dos famosos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Assistindo ao documentário &lt;i&gt;Loki&lt;/i&gt;, por exemplo, pode-se dizer que Arnaldo Bapstista começou sua descida quando experimentou LSD. Antes reconhecido internacionalmente pelo seu talento frente ao grupo Os Mutantes, ele passou a chamar mais atenção por sua postura cada vez mais excêntrica e incompreensível, falando de viagens à lua e outros assuntos estranhos. Outro caso, ainda mais simbólico, é ver como Michael Jackson passou a ser representado mais pela patética figura de rosto deformado e absurdamente endividada (mesmo sendo multimilionária) do que pela referência histórica necessária para entender a música a partir da década de 80. Talvez a opressão e a ganância do pai tenham causado traumas que, anos depois, refletiram na insatisfação com a própria aparência e na falta de limites com os gastos de dinheiro (além de sua obsessão por temas infantis, chegando ao extremo das acusações de pedofilia). E, no caso de Arnaldo Bapstista, talvez o fim do seu relacionamento com Rita Lee tenha sido mais avassalador do que o vício em alucinógenos. Talvez. Ninguém sabe melhor do que ele, embora ele mesmo pareça não entender plenamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;No filme &lt;i&gt;JCVD&lt;/i&gt;, Jean-Claude Van Damme toca no mesmo ponto, embora de forma mais bem-humorada e menos dramática. Numa sátira à própria carreira, o astro de filmes de ação demonstra conhecer bem quais são os principais motivos das críticas contra ele. Ao mesmo tempo que isso se revela bom terreno para comentários engraçados, também mostra que olhar para si mesmo não é só alegria. E cai numa questão comum a todos os famosos, mas que envolve também muitos anônimos: cada um entende melhor que ninguém a própria vida, mas todo o resto do mundo parece ter mais facilidade em explicá-la (como se precisasse de explicações). Uma sensação interna de estranhamento familiar presente em cada um, onde "a resposta vem antes da pergunta", como diz Van Damme. Mas, infelizmente ou não, para muitos que não encontram o sentido na resposta, resta arriscar a pergunta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-4759228561849370899?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/4759228561849370899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=4759228561849370899&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/4759228561849370899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/4759228561849370899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/08/faz-sentido-para-aqueles-que-entendem.html' title='Faz sentido para aqueles que entendem'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-2577738866385351733</id><published>2009-08-07T15:01:00.004-03:00</published><updated>2009-08-07T19:20:54.614-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='net'/><title type='text'>Apesar da ilusão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Há algum tempo já lia textos sobre os desafios enfrentados pelos blogs diante de ferramentas como o twitter e outras novidades (nem sempre tão novas assim), mas este &lt;a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/2009/07/27/o_blog_esta_morto_mas_juro_que_nao_fui_e/"&gt;texto&lt;/a&gt; do Alexandre Inagaki foi o mais elucidativo sobre a questão. De fato, o twitter é mais dinâmico e interativo. E o &lt;a href="http://www.tumblr.com/"&gt;tumblr&lt;/a&gt;, com seu minimalismo, realmente atrai por oferecer características semelhantes às do twitter, mas sem o limite de 140 caracteres, além de disponibilizar suporte para diversos tipos de mídia. Como diz Inagaki, são espaços mais indicados que o blogger ou wordpress para blogueiros casuais, sem tempo ou disciplina para atualizar posts. Talvez mais que indicados: são &lt;span style="font-style: italic;"&gt;feitos&lt;/span&gt; para a trivialidade virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que é besteira dizer que os blogs se limitaram apenas a espaços de discussão pública sobre temas importantes. Afinal, independente da qualidade dos textos, é raro ninguém nunca ter lido nada no estilo "meu querido diário" ou tratando de assuntos variados, como cultivo de orquídeas ou remake de filmes de terror asiáticos. Mas não há como negar que a interatividade é essencial para o reconhecimento nesta esfera (se ser reconhecido for um objetivo) e que escrever regularmente não é tarefa das mais simples. E o formato das novas ferramentas segue tais parâmetros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;O irônico da minha parte é que volta e meia questiono a continuidade deste blog (uma suposta utilidade nunca me iludiu), mas prefiro insistir aqui do que investir nestas plataformas recentes. Nem sei definir os motivos para isso, o que vai além do irônico e atinge o ridículo. Não tenho interesse em revelar aspectos mundanos da minha vida, como a maioria dos usuários do twitter faz. Também não me dou muito bem com posts longos e elaborados sobre determinada pauta. Não do jeito que eu gostaria. Até lá, ainda procuro o meio-termo, como os bons chatos sempre fazem. Mas, entre escrever o cotidiano de poucas letras ou ensaiar alguma relevância de diversos parágrafos, prefiro a segunda linha: apesar de tudo, alimento a ligeira ilusão de ainda ter o que dizer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-2577738866385351733?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/2577738866385351733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=2577738866385351733&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/2577738866385351733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/2577738866385351733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/08/apesar-da-ilusao.html' title='Apesar da ilusão'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-7515474726860163985</id><published>2009-07-29T11:58:00.011-03:00</published><updated>2011-09-29T00:27:00.263-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hq'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alguns filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptações'/><title type='text'>Ego e estilo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;"&lt;i&gt;'O que você é?' Foi isto que aquela mulher me perguntou. Sou algum tipo de fantasma? Eu ainda me mexo. Ainda respiro. Ainda estou vivo.&lt;/i&gt;" Esta é uma das falas em off do protagonista do filme &lt;i&gt;The Spirit&lt;/i&gt;. Lendo tal frase como exemplo, quem gosta dos quadrinhos do personagem faz uma ideia ruim sobre sua adaptação para as telas. Spirit não é um fantasma e não tem dúvida alguma sobre sua natureza mortal (ainda mais por ser um detetive constantemente envolvido em brigas e tiroteios); raramente faz perguntas a si mesmo sobre outra coisa além do seu trabalho; não demonstra um raciocínio filosófico e melancólico como faz crer a frase acima. E os mais aborrecidos farão a advertência de que leitores não têm acesso aos pensamentos íntimos do detetive: poucas vezes um personagem da série faz uma narração em off da história apresentada, e Spirit não está entre eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;Narração em off é um recurso comum em filmes noir, gênero do qual o quadrinhista Frank Miller é fã (&lt;i&gt;Sin City&lt;/i&gt; é a melhor prova de sua admiração). Quase todos os seus trabalhos trazem este tipo de narração. É um meio de se conhecer melhor o personagem e de se identificar com ele. Muito comum em quadrinhos. Mas, no filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Spirit&lt;/span&gt;, soa como preguiça e exercício estilístico de Miller. O resultado é ainda pior quando o próprio afirmou várias vezes que estava sendo fiel ao estilo de Will Eisner, criador do personagem. Não foi. O estilo de Eisner nas histórias de The Spirit foi influenciado pela fotografia dos filmes noir da época. Miller foi "influenciado" pelo visual de &lt;i&gt;Sin City&lt;/i&gt;, de sua própria autoria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363917453189291762" src="http://1.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/SnB2gSHdnvI/AAAAAAAAAB4/BXWEimnlYCs/s320/poster+dwight.jpg" style="display: block; height: 311px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 212px;" /&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363917608266963186" src="http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/SnB2pT03GPI/AAAAAAAAACA/FfcSDNk5Haw/s320/poster+spirit.jpg" style="display: block; height: 206px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 292px;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;Por outro lado, quando se observa o tom pastelão do filme, é possível argumentar que Miller fez um deboche da atmosfera pesada do cinema noir, já que o personagem não se leva muito a sério ainda nos quadrinhos. Se esta foi mesmo a intenção do diretor, novamente se revela um recurso pouco imaginativo: Miller foi "acusado" de fazer a mesma coisa com o personagem Batman em alguns quadrinhos (como na série &lt;i&gt;Batman All Star&lt;/i&gt;), exagerando na composição violenta e fascista que ele próprio definiu para o herói na hq&lt;i&gt; O Cavaleiro das Trevas&lt;/i&gt;. Aliás, o sentimento de proteção que Spirit nutre por Central City no filme tem ecos da visão de Batman sobre Gotham... E Miller ainda disse em entrevistas que "não gosta de mesmice".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;i&gt;The Spirit&lt;/i&gt; transparece ser mais uma manifestação de estilo (e ego) de Frank Miller do que uma homenagem às histórias de Will Eisner. E isto leva à questão em saber até que ponto um autor pode querer desenvolver suas próprias características sem sabotar a criatividade no trabalho. A mão de Tim Burton, por exemplo, pode ser sentida em quase todos os seus filmes, o que não o impede de dirigir obras diversas como o remake de &lt;i&gt;O Planeta dos Macacos&lt;/i&gt; ou de &lt;i&gt;A Fantástica Fábrica de Chocolate&lt;/i&gt;. Já M. Night Shyamalan desenvolveu um certo estilo de criar suspense, mas a insistência em bater na mesma tecla do mesmo jeito levou-o a resultados cada vez piores desde &lt;i&gt;O Sexto Sentido&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Corpo Fechado&lt;/i&gt;. Estabelecer uma identidade profissional é importante, mas nem sempre é preciso pagar o preço de limitar a criatividade e deixar de surpreender o espectador.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;Claro que sempre haverá casos em que o público deseja ver exatamente o previsto, como as referências de cultura pop de Tarantino ou a forte presença feminina nos dramas de Pedro Almodóvar. São temas onde o autor demonstra talento para desenvolvê-los e, portanto, nada mais natural que se queira ver mais do seu trabalho a partir daquela perspectiva. Mas, Hitchcocks à parte, o melhor é mesmo ter versatilidade sem perder estilo. E uma das melhores coisas que a consagração pública oferece é justamente uma liberdade maior de inovar, de experimentar novos gêneros e métodos aprendidos ao longo da carreira. Todo artista deveria ter isto em mente, em vez de ficar requentando velhas fórmulas por comodismo, convencimento ou medo de ser rejeitado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-7515474726860163985?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/7515474726860163985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=7515474726860163985&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7515474726860163985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7515474726860163985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/07/ego-e-estilo.html' title='Ego e estilo'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/SnB2gSHdnvI/AAAAAAAAAB4/BXWEimnlYCs/s72-c/poster+dwight.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-4745455776670687051</id><published>2009-07-13T22:46:00.003-03:00</published><updated>2009-07-14T01:15:51.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Aproveitar o momento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Durante o ensino médio, havia um evento anual cujo objetivo era estimular a boa convivência entre os estudantes e o interesse pela matemática e outras ciências. Algo assim. Participando pela primeira vez, eu estava encostado numa das arquibancadas, desaminado por algum motivo. Era o momento da apresentação de algumas bandas. Nenhuma me interessava: brega e forró predominavam e minha paciência para multidão era menor ainda. Aliás, a paciência para pessoas de modo geral era menor. Coisas de idade e personalidade, embora acredite numa parcela maior de culpa da primeira naquele dia. Tenso por hormônios, calado por natureza, invocado com a situação. E assim eu via o forró no ginásio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a banda no palco começou a tocar os primeiros acordes de &lt;em&gt;Another Brick on The Wall&lt;/em&gt;. Fiquei aturdido, mais ainda quando um amigo gritou para seguí-lo e correu em direção à multidão. Acompanhei. Foram pulos e esbarrões "seguindo" a música, cantando a letra. Diversão. Todos desajeitados: um amigo tropeçou enquanto pulava, outro teve o bolso do uniforme rasgado, eu machuquei a boca ao bater no ombro de um cara que saltava com todas as forças. Voltamos para a arquibancada, descansamos e fomos embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repeti essa ação outras vezes durante os anos seguintes, em lugares variados. Casa de shows, praia, meio da rua, estacionamento, gramado de algum condomínio, casa de amigos e desconhecidos. Nem sempre tão lúcido, mas certamente muito agitado. Meu entendimento de rock vem daí: se divertir, aproveitar a hora e depois partir. Claro que depois estendi esse comportamento a outros gêneros, principalmente música eletrônica (e o amigo que puxou todo o grupo no dia no ginásio já aproveitou tudo; a última que vi foi um carimbó semi-bêbado). Mas com rock é diferente. Talvez porque pensar em rock é lembrar da juventude em todas as suas vertentes: ânimo, rebeldia, desespero, decepções, vontade de revolucionar para no fim apenas se divertir sem culpa. Mas acima de tudo aproveitar o momento de ser jovem. E, apesar da idade contar bastante pra isso, nem sempre ela é primordial. Sempre haverá o momento de se divertir, descansar e ir embora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;"It's been a long time since I rock and roll&lt;br /&gt;It's been a long time since I did the stroll&lt;br /&gt;Let me get it back, let me get it back&lt;br /&gt;Let me get it back, baby, where I came from&lt;br /&gt;It's been a long time, been a long time&lt;br /&gt;Been a long lonely&lt;br /&gt;Lonely, lonely, lonely&lt;br /&gt;Lonely time&lt;br /&gt;Yes, it has"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Led Zeppelin&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-4745455776670687051?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/4745455776670687051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=4745455776670687051&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/4745455776670687051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/4745455776670687051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/07/aproveitar-o-momento_13.html' title='Aproveitar o momento'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-5304632964809412666</id><published>2009-07-05T20:49:00.004-03:00</published><updated>2010-06-04T00:31:42.246-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Violência gratuita</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Um dos traços mais marcantes do Coringa de &lt;i&gt;O Cavaleiro das Trevas&lt;/i&gt; e do Chigurh de &lt;i&gt;Onde os Fracos Não Têm Vez&lt;/i&gt; é não apresentar razões para a sua crueldade. Não era cobiça, desejo de vingança ou traumas psicológicos. Surgem como o Mal absoluto, sem origens ou explicações para suas atitudes. E apenas por demonstrarem o desejo (ou a indiferença, no caso de Chigurh) de "ver o mundo pegar fogo", impossibilitando qualquer tentativa de compreender tal crueldade, eles se tornam ainda mais perigosos, porque se tornam imprevisíveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas, diante de qualquer personagem carismático (especialmente os vilões), há uma considerável chance de frustração em conhecer suas origens. Hannibal Lecter, de &lt;i&gt;O Silêncio do Inocentes&lt;/i&gt; intrigava por ter sido um psquiatra renomado, médico erudito, gosto refinando, perfeito cavalheiro. No entanto, matava pessoas e comia partes de seus corpos. Sem aparentes justificativas para seu comportamento, restava uma hipótese: a escolha consciente pelo mal, o que era mais assustador. Mas com o lançamento de &lt;i&gt;Hannibal - A Origem do Mal&lt;/i&gt;, descobrimos que tudo é resultado do trauma de ter visto sua irmã caçula devorada por soldados nazistas. Não ignorando a tragédia do fato, mas imaginar a maldade de Lecter como uma opção, e não uma consequência, era melhor. O desconhecimento sempre tem o poder de assutar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No caso de Michael Myers, assassino slasher da série &lt;i&gt;Halloween&lt;/i&gt; de 1978, a intenção dos criadores possivelmente foi mostrar um ser de absoluta crueldade incompreensível. Mas o fato de Myers matar preferencialmente moças e rapazes com vida sexual ativa e consumidores de drogas lícitas e ilícitas permitia interpretar a violência como uma espécie de punição social (como pensa John Doe, de &lt;i&gt;Se7en&lt;/i&gt;) ou como uma catarse provocada pela admiração mórbida que cada um de nós porventura tenha (chegando ao nível do sadismo de filmes como &lt;i&gt;Jogos Mortais&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Albergue&lt;/i&gt;). Contudo, o diretor John Carpenter sempre disse que o objetivo era simplesmente assustar. E o fato do vilão não ter motivos para a matança e ser virtualmente indestrutível contribuía para tanto. No remake de 2007, dirigido por Rob Zombie, o menino Myers é maltratado pelo padrasto desempregado, pela irmã promíscua e pelos colegas na escola que vivem lembrando que sua mãe é uma stripper. Desta vez há motivos que possam justificar sua violência, o que quebra um pouco a aura maligna pretendida no original de 1978 e foi o principal alvo de críticas ao filme. Ainda assim, não deixa de impressionar ver o garoto comer e brincar com doces na noite de Dia das Bruxas e, logo em seguida, iniciar um banho de sangue.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Violência nos filmes sempre tem lugar no entretenimento. Mas ainda há obras que procuram mostrar que machucar e matar, para algumas pessoas, é um ato divertido ou, no mínimo, desprovido de qualque gravidade (&lt;i&gt;Laranja Mecânica&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Assassinos por Natureza&lt;/i&gt;). Ou ainda uma bola de neve que pode crescer a ponto de destruir todos os envolvidos e não-envolvidos (&lt;i&gt;Tropa de Elite&lt;/i&gt;). Mas a violência como um fim em si mesma incomoda, não apenas por nos fazer reconhecer que possuímos instintos violentos e curiosidades mórbidas (como explica a rápida disseminação de spams que dizem ter imagens de acidentes como o do avião da Air France), mas também por lembrar que existe violência sem explicação, origem ou entendimento. E que os filmes divertem, mas os melhores lembram que a realidade pode ser &lt;a href="http://cinemaeafins.com/2008/06/os-maiores-serial-killers-da-vida-real-em-hollywood/"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;pior&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-5304632964809412666?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/5304632964809412666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=5304632964809412666&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/5304632964809412666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/5304632964809412666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/07/violencia-gratuita_05.html' title='Violência gratuita'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-113192223333395259</id><published>2009-06-25T18:46:00.000-03:00</published><updated>2009-06-25T18:52:27.598-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='net'/><title type='text'>Público e revista</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Somente agora consegui a nova edição da revista SET. Depois de ser ameaçada de cancelamento, a publicação voltou em junho com uma nova equipe editorial. Prometeram dar mais espaço ao cinema nacional. Publicaram na seção de cartas respostas no orkut sobre o que os leitores esperavam da nova SET. A mais interessante foi de um leitor dizendo que apenas desejava que a revista voltasse a ser séria, não apenas um conglomerado de nerds comentando suas adaptações de hq favoritas. Tem razão. Gosto muito de filmes e quadrinhos, mas muitas vezes sentia na revista menos crítica e mais histeria. Exatamente como em alguns sites de entretenimento e cultura pop.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vi muitas reclamações no orkut. Por que leriam uma coluna sobre financiamento de filmes nacionais ou sobre o sucesso de comédias da Globo Filmes, como &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Se Eu Fosse Você 2&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Divã&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;? Queriam matérias descontraídas sobre &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Transformers 2&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Wolverine&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. Um leitor foi sensato: disse que sobre arrasa-quarteirões ele buscava notícias na internet; por quase 10 reais ele queria material diferente do olhar de "&lt;a href="http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=311"&gt;animador de torcida&lt;/a&gt;" frequente em blogs e certos sites. E era bastante incômodo ver as mesmas matérias da SET tanto no site como nas páginas da revista. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Lembrou a postura do &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" href="http://www.digestivocultural.com/"&gt;Digestivo Cultural&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; ao dizer que os jornais (papel) estão chegando ao fim. O jornalismo impresso retrocedendo diante do virtual. Com a internet, todo mundo pode divulgar notícias. Internet nunca exigiu diploma... Jornalismo e crítica de cinema, ainda lembrando da revista SET: parecem demonstrar não exigirem qualquer conhecimento especial, só assistir a bastante filmes e escrever razoavelmente bem. Quase parece fácil, pra ser sincero. Basta querer, se arriscar e ter alguma sorte. E, claro, demonstrar competência. Se possível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dito isto, bom ver a SET e suas mudanças, ainda que poucas. Por mais que seja divertido (às vezes), uma hora cansa o cheiro de "babação de ovo" para blockbusters, especialmente adaptações de quadrinhos. Se ficar mais exigente significa ser mais chato, paciência. Pelo menos com revistas e jornais. Na internet vale o gosto de cada um. E espero que o site da revista volte melhor, sem ser mera cópia digital do papel. Mas o impresso também deve melhorar. Lembrar que a tradução de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Closer&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; aqui ficou &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Perto Demais&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, não &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Mais Perto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. Não exagerar em listas top 10 (foram duas nesta edição). Evitar construções como "a ajuda não veio na forma de um soldado do futuro. E, sim, como um Cavaleiro das Trevas" ao se referir ao ator Christian Bale ou "diretor de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Dogville&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; toca o terror no Festival de Cannes" para falar do polêmico &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;O Anticristo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, de Lars Von Trier. Tentar ser jovial não significa se expressar tão ridiculamente. E lembrar que qualquer revista, antes de ter fãs, precisa ter leitores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-113192223333395259?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/113192223333395259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=113192223333395259&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/113192223333395259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/113192223333395259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/06/publico-e-revista.html' title='Público e revista'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-228106144591818025</id><published>2009-06-17T20:51:00.002-03:00</published><updated>2010-06-04T00:32:07.174-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Metade do real</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Fui buscar o resultado de um exame médico. Sempre há filas na porta do elevador. Como ninguém gosta de filas e não era num andar muito alto, fui pelas escadas. No último lance de degraus para chegar ao terceiro andar, um moeda vem caindo na minha direção. Atrás dela, um garoto de uniforme escolar, braço estendido e palma aberta mirando o dinheiro em queda, talvez uns dez anos de idade. Pisei na moeda para evitar que ela descesse ainda mais. Mas antes de notar a moeda ou o garoto, eu já estava fazendo o movimento de pisar no próximo degrau. Para pegar a moeda a tempo, o pé foi mais rápido. Acabei pisando com força. Fez barulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto parou. Afastei o pé da moeda e dei espaço para ele. Ele não se mexeu e olhava para mim. Mesmo uns três degraus acima, ainda ficava um pouco abaixo da linha dos meus olhos. Olhei para a moeda, depois para o garoto, novamente para a moeda e me indaguei o que diabos ele esperava. Avancei mais um degrau para chegar ao meu destino. Ele se afastou e então percebi que estava assustado. Tato típico com crianças. Senti-me ridículo. Também achei o garoto ridículo por julgar que eu iria querer o dinheiro. Mas ele estava tenso. E, ridículo ou não, era uma criança assustada. O que eu poderia alegar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajoelhei-me, peguei os cinquenta centavos e estendi a mão. Olhou para a moeda, depois olhou pra mim, mais uma vez pra moeda e então a pegou. Continuei a subir. Dobrei para subir o próximo lance e então percebi que ele desceu alguns degraus e parou. Quando me viu olhar em sua direção, esticou totalmente o braço, levantou o polegar e fez o sinal de positivo, joia. Depois continuou a descer. E eu fiquei parado. Um daqueles momentos pra tentar racionalizar a situação. Depois de racionalizar, filosofar a respeito. Não é de propósito, apenas acontece. Então parei e voltei a subir, lembrando das vezes em que fui alertado sobre "pensar demais". Era um garoto que se espantou com um pisão repentino no seu dinheiro. O que o universo tem a ver com isso? Não é uma tentativa de entender inteiramente a realidade do mundo, não é uma metáfora sobre as descobertas na infância, não é uma crítica velada ao desejo por dinheiro, não é um objeto de estudo antropológico sobre a disputa territorial humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ainda há fatos que não merecem explicação por serem óbvios. E isto já é um fato óbvio. Mas, se escrever sobre isso já implica enxergar além da obviedade da afirmação e do ocorrido, o que fazer? Não sei. Nem me incomodo no momento. Às vezes é bom sentir a tranquilidade de correr só atrás do imediato. Só às vezes...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-228106144591818025?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/228106144591818025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=228106144591818025&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/228106144591818025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/228106144591818025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/06/metade-do-real_17.html' title='Metade do real'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-51794991200409911</id><published>2009-06-11T19:42:00.013-03:00</published><updated>2009-06-12T12:58:07.452-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='net'/><title type='text'>Alguma coisa a se celebrar</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Durante pesquisa para seminário sobre internet e web, encontrei uma &lt;/span&gt;&lt;a style="FONT-FAMILY: trebuchet ms" href="http://www.mci.org.br/biblioteca/internet-br-dissertacao-mestrado-msavio-v1.2.pdf"&gt;dissertação&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; sobre o tema e, em suas páginas, o seguinte trecho:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;"Desde sua fundação, o IBASE acreditava na importância da disseminação das informações para o desenvolvimento da sociedade, constituindo assim um discurso que pugnava pela democratização do acesso aos computadores e às suas redes de comunicação."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(Marcelo Sávio Revoredo Menezes de Carvalho. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A trajetória da Internet no Brasil: do surgimento das redes de computadores à instituição dos mecanismos de governança&lt;/span&gt;. COOPE/UFRJ, 2006)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O &lt;/span&gt;&lt;a style="FONT-FAMILY: trebuchet ms" href="http://www.ibase.br/"&gt;Ibase &lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;teve importância estratégica para a consolidação da internet no Brasil. A parte sobre "disseminação das informações para o desenvolvimento da sociedade" é uma das mais interessantes. E se torna ainda mais com a polêmica do &lt;a href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/"&gt;blog da Petrobras&lt;/a&gt;, onde a empresa divulgava perguntas de jornalistas (e as respectivas respostas da assessoria) antes da publicação da matéria. Ontem a empresa anunciou que irá divulgar perguntas e respostas &lt;/span&gt;&lt;strong style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-FAMILY: trebuchet ms"&gt;a partir da zero hora do dia em que está prevista a publicação da reportagem&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. Foi uma decisão sensata, mas gostaria que ela demorasse um pouco mais a acontecer. Queria ver mais questionamentos sobre o que vale a informação e, principalmente, os grandes jornais em tempos como esse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Difícil escolher um ponto de partida. CPI, questionamentos, o próprio blog... Melhor começar com o que chamou a minha atenção para o caso: a &lt;/span&gt;&lt;a style="FONT-FAMILY: trebuchet ms" href="http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&amp;amp;p2=idnot%3D52406%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D6452105625%26fnt%3Dfntnl"&gt;nota de repúdio da ANJ&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; à iniciativa da Petrobras. Foi importante porque, assim que soube da blog, não concordei com a atitude de publicar perguntas dos jornalistas antes da publicação das reportagens. Não há nenhuma lei que impeça o entrevistado de divulgar os questionamentos aos quais foi submetido, mas não deixa de ser uma falta de consideração com o trabalho intelectual e investigativo do jornalista. E então li a nota da ANJ.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;em style="FONT-FAMILY: trebuchet ms"&gt;Numa canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;em style="FONT-FAMILY: trebuchet ms"&gt; ...prática contrária aos princípios universais de liberdade de imprensa...&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;em style="FONT-FAMILY: trebuchet ms"&gt;...configura uma violação do direito da sociedade a ser livremente informada...&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Posso estar muito enganado, mas de acordo com a nota da ANJ entendi que a liberdade de imprensa e o direito da sociedade a ser livremente informada não são questões complementares. A primeira assume ares de prioridade a certos órgãos, enquanto a outra é apenas consequência para o povo. Internet não se inclui como ferramenta no direito ao livre acesso à informação? Qual seria o problema em ler a versão da empresa e depois ler a matéria do jornal em questão (ou vice-versa, desde que seja possível comparar as duas versões)? Se tal prática fosse estimulada, não seria melhor para o direito à informação que a sociedade possui?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acredito que a liberdade e velocidade da internet ajudaram muitos de nós a conhecer melhor a política de interesses que rege a relação entre empresas e imprensa. Alguns sabiam antes, outros perceberam mais tarde. Uns mais ingênuos, outro nem tanto. Mas todos ficamos mais atentos, principalmente quem estuda e trabalha com Comunicação. Não se trata mais de discutir a questão da "imparcialidade" jornalística, isso já é batido. Mas &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=541JDB002"&gt;desconfiamos&lt;/a&gt; muito das matérias dos jornais e desconfiamos ainda mais das respostas das assessorias de imprensa (que, embora ainda contem com profissionais que valorizam a importância do &lt;/span&gt;&lt;a style="FONT-FAMILY: trebuchet ms" href="http://reporterdesandalias.blogspot.com/search/label/Jornalismo%20Institucional"&gt;jornalismo institucional&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, são naturalmente voltadas para a convergência de interesses do assessorado). Estamos mais céticos. Também menos ignorantes. Alguma coisa deve ser celebrada nesse resultado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O principal trunfo dos jornalistas sempre foi a exclusividade de suas reportagens. A internet alterou significativamente este cenário. Chamar a atenção importa mais que informar. Escândalos, denúncias, absurdos da vida, tudo que não seja rotineiro. Como disse o &lt;a href="http://crapula-mor.blogspot.com/2009/05/fazer-qualquer-relacao-entre-doenca-da.html"&gt;Crápula Mor&lt;/a&gt;, ocorre "uma lógica midiática da valorização do incomum". Porém, no ritmo em que estamos, há o risco de incomuns serem os questionamentos que o jornalismo dos grandes veículos deveria provocar. Por isso aprecio tanto a internet. Por isso gostaria que a polêmica do blog da Petrobras durasse mais. Mesmo sabendo que não há altruísmo que supere os interesses próprios de cada lado, sempre é útil aproveitar os ganchos e &lt;/span&gt;&lt;a style="FONT-FAMILY: trebuchet ms" href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando/2009/06/jornalismo_informacao_etica.html"&gt;questionar&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; mais e saber mais quando o objetivo, romântico ou não, é o desenvolvimento da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-51794991200409911?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/51794991200409911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=51794991200409911&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/51794991200409911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/51794991200409911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/06/alguma-coisa-se-celebrar.html' title='Alguma coisa a se celebrar'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-654565761363786777</id><published>2009-05-25T23:55:00.005-03:00</published><updated>2010-06-04T00:32:49.811-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Igualmente diferente</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Vi a matéria ontem no Fantástico e depois li a respeito no &lt;a href="http://100grana.wordpress.com/2009/05/25/hoje-e-o-dia-mundial-do-nerd/"&gt;100grana&lt;/a&gt;. 25 de maio, Dia Mundial do Nerd. Não sabia. 25 de maio de 1977 foi o lançamento do primeiro filme da série Star Wars. Coincidentemente, &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2009/01/dcada.html"&gt;comentei&lt;/a&gt; a data no início do ano. Star Wars é referência bíblica em cultura pop. Por isso a escolha do dia da sua premiére para comemoração dos nerds. O início dos blockbusters. Não gosto muito da série. Sem dúvida reconheço a sua importância e qualidades (principalmente nas séries animadas e nos games). Mas me divirto muito mais rindo dos seus fatores ridículos. E não são poucos. Talvez pensasse diferente se tivesse nascido na década de 70. Mas não é este o meu incômodo com o Dia Mundial do Nerd. Melhor dizendo, meu incômodo com as manifestações a respeito deste dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de conversar sobre cinema e hq's. Acompanho as teorias sobre minhas séries de TV favoritas. Já fui em muitas estreias de filmes baseados em quadrinhos. Fui em eventos sobre animes e mangás. Até hoje leio sobre RPG, embora não participe de uma partida há meses (e não é preciso um tabuleiro, como disse a matéria do Fantástico). E também já argumentei contra gente que considerava ridícula a ideia de gostar de tudo isso (porque realmente há preconceito, o lado mais grave da ignorância em qualquer campo). Mas nunca pensei em mim ou nos meus amigos como nerds. Rótulos são irritantes e simplistas. Se servirem pela praticidade como referência histórica, topográfica, acadêmica ou pessoal, que seja. Não muda o fato de que é preciso saber mais e melhor sobre o contexto se quiser sentir orgulho de receber alguma denominação. E, por algum tempo, era isso que me irritava: a incursão imediata em uma categoria, nem que fosse por detalhes. Sendo assim, Umberto Eco é nerd porque escreveu sobre James Bond e Steve Canyon, mesmo sob uma visão acadêmica, e Federico Fellini entra na lista por ter sido fã de Stan Lee e dos quadrinhos da Marvel. E o argumento "todo mundo é um pouco nerd" desestimula a conversar mais sobre o assunto. Da mesma forma todo mundo pode ser um pouco roqueiro, poeta, professor... Talvez seja este o motivo do orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de me acostumar à ideia de que rótulos, embora chatos, nem sempre são pejorativos, veio o fanatismo e visão limitada no meio. Um exemplo vem de uma parte dos aficcionados por mangás e animes, sempre julgando os comics norte-americanos como lixo e clichês (e, como suposta consequência, tudo o que foi produzido nos Estados Unidos). Não deixando de reconhecer a qualidade artística geralmente superior de muitos mangás em relação aos quadrinhos norte-americanos, mas saber da influência que os artistas do Japão receberam durante a ocupação norte-americana do país na Segunda Guerra Mundial ou que Osamu Tezuka, referência histórica dos mangás, foi fortemente influenciado por Walt Disney e Max Fleischer, certa mudaria tal perspectiva. Conhecer as referências do que nos agrada, afinal de contas, no mínimo aumenta nosso interesse pela obra e seu autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez não. Estou sendo chato e ingênuo demais quando deveria haver apenas alguma alegria diante das obras preferidas de cultura pop, sem pensar muito a respeito. Certo. Pelo menos uma coisa é possível afirmar sem medo: o melhor de ser nerd, assim como em qualquer outra denominação "alternativa" cultural, é ser reconhecido como diferente, com algum destaque entre a maioria, um brilho entre a massa. Se todos fossem fãs de Star Wars, a graça seria detestar George Lucas e ser adepto do estilo "uma câmera na mão e uma ideia na cabeça". Um exemplo muito simplista, mas não equivocado. Exatamente como ser nerd, exatamente como ser "diferente".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-654565761363786777?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/654565761363786777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=654565761363786777&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/654565761363786777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/654565761363786777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/05/igualmente-diferente.html' title='Igualmente diferente'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-7389901247877012641</id><published>2009-04-29T23:50:00.013-03:00</published><updated>2010-06-04T00:33:09.451-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Apenas o suficiente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Após dias sem ler blogs que acompanho, eis o seguinte trecho do texto publicado dia 18 de abril na &lt;a href="http://ilustradanocinema.folha.blog.uol.com.br/"&gt;Ilustrada no Cinema&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;A emoção maior acontece quando mil pessoas estão sentadas no escuro, olhando a mesma cena, e todas apreendem algo que não está sendo dito. Esta é a grande vibração, o milagre _o que nos prende aos filmes para sempre. É o que gostaríamos de poder fazer na vida real. Todos vendo algo e compreendendo juntos, sem que ninguém tenha que dizer uma palavra. Aí está uma boa razão para que o melhor som que uma plateia possa fazer _tanto no teatro quanto no cinema_ é som nenhum, apenas o silêncio absoluto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Palavras do diretor Mike Nichols em &lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/04/12/movies/12mcgr.html?_r=1&amp;amp;th&amp;amp;emc=th"&gt;matéria do New York Times&lt;/a&gt;. Nichols dirigiu "A Primeira Noite de um Homem", "Closer", entre outros. Seu filme mais recente foi "Jogos de Poder". &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Closer &lt;/span&gt;teve impacto sobre mim, assisti duas vezes no cinema e desde então não vi mais, embora lembre claramente de suas cenas e diálogos. O silêncio elogiado por Nichols está lá, mas o filme é adaptado de uma peça teatral e, portanto, os diálogos são sua força, tão ou mais expositivos da intimidade que uma cena de nudez ou sexo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas meu objetivo não é falar sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Closer&lt;/span&gt;. É tentar expressar o quanto a declaração de Nichols me comove. Tentativa desde já falha; explicar o valor do silêncio através de palavras não dá bom resultado. Nichols se saiu muito bem. Aproveito o seu discurso. Diálogos são importantes, mas antes de tudo o Cinema deve contar sua história através de imagens. Nossas memórias mais importantes também descansam em imagens, creio. Não é possível esquecer as palavras. Todo estudante de Comunicação precisa trabalhar com isso. E eu preciso me expressar mais e melhor, sair do mutismo da ansiedade e do fastio, principalmente a partir do próximo mês. Exigirá esforço.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas sempre vale lembrar de momentos em que silêncio não significa falta de opção. Apenas ser o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.lolita.hpg.com.br/imagens2/chaplin.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://www.lolita.hpg.com.br/imagens2/chaplin.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 259px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 405px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;"É o que gostaríamos de poder fazer na vida real. Todos vendo algo e compreendendo juntos, sem que ninguém tenha que dizer uma palavra"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-7389901247877012641?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/7389901247877012641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=7389901247877012641&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7389901247877012641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7389901247877012641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/04/palavras-palavras-palavras.html' title='Apenas o suficiente'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-8879097055399808219</id><published>2009-04-06T04:05:00.006-03:00</published><updated>2010-06-04T00:34:19.922-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Papelão por escrito</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Letras de músicas. Impressas em papel. Reli todas, mesmo com muitas delas gravadas, cantadas e, em alguns casos, até berradas ao longo dos anos. Era estranho. Difícil de acreditar que alguém imprima letras de músicas. A internet fornece inúmeros dados sobre as bandas. Não precisa passar pro papel. Gasta tinta, energia, espaço pra guardar e ignora o fato de haver destino melhor para as árvores derrubadas. Mas ali estavam, de Led Zepellin a Massive Attack, as letras espalhadas entre outros papeis, cadernos, pastas e revistas no chão do quarto. E eu decidindo se jogava fora ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu tenha as letras no papel porque queria lê-las quando bem entendesse, rabiscá-las se desse vontade. Poder transmitir o que se sente ou alterar o significado das coisas de acordo com a própria percepção. A escrita oferece essa possibilidade, principalmente quando se está sozinho. E, pela escrita e leitura, produzi toda aquela papelada revirada no chão do meu quarto. Anotações sobre filmes, rascunhos de trabalho e cartas, listas de coisas a se fazer (e que não foram feitas), muitos textos pessoais, com a legibilidade da letra atrelada ao estado emocional do momento. Pensava sobre o que descartar, o que merecia ser alimentado além da memória, o que ia pro lixo ou de volta pro armário durante a minha viagem. Havia muita coisa ruim, revelada pelo tempo ou por qualquer estalo intelectual após um momento de descanso. Matéria feita de impulso, sem revisão, às vezes sem conclusão. Senti certo alívio em lembrar que tudo aquilo era sincero, às vezes vomitado, não importando a qualidade. E assim fui vendo como algumas das minhas ideias foram sendo modificadas, enquanto outras se consolidaram ao longo dos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levo tempo para arrumar meu armário. A bagunça, as lembranças e as ponderações não estão somente no papel. Faz questionar como cheguei a opiniões e conclusões a respeito de muita coisa hoje. E não entendo parte desta trajetória. Simplesmente não entendo. Nem garanto que, se eu entender, me tornarei uma pessoa mais tranquila. Se confundo discrição com indiferença, se avancei o limite entre medo e passividade, se embaralho cinismo com amargura. Gostaria que não fosse assim, sem eu precisar complicar tudo. Mas aconteceu diferente. Correu a ponto de eu hesitar em responder quando me perguntaram se eu era otimista ou pessimista em relação à vida para, horas depois, ainda pensar na pergunta e sentir os olhos marejados por não definir uma resposta. E até agora a melhor conclusão que tive foi a de que preciso ter menos textos e mais fotos. Imagens parecem mais simples. Mas não acredito que me livre da escrita. Ainda preciso dela, ainda que sem muita vontade. Até lá, preciso decidir o que vou jogar fora. Se não é fácil com as lembranças e confusões, pelo menos que seja com a papelada. Nem que se resuma a escolher quais músicas vou acompanhar com a letra, com um lápis por perto, mesmo que nunca seja utilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-8879097055399808219?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/8879097055399808219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=8879097055399808219&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8879097055399808219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8879097055399808219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/04/papelao-por-escrito.html' title='Papelão por escrito'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-1013887454488491230</id><published>2009-03-21T22:27:00.016-03:00</published><updated>2011-09-29T00:27:00.263-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hq'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alguns filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptações'/><title type='text'>Watchmen (ou como se passar cientificamente por um empolgado)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tirando poeira de um &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2007/resumos/R0528-2.pdf" style="font-family: trebuchet ms;"&gt;trabalho &lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;que já me parece distante:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;"Além da linguagem de ambos ser baseada em imagens seqüenciais, um motivo que justifica a crescente produção de filmes baseados em quadrinhos é o potencial midiático que cinema e histórias em quadrinhos possuem: são meios de comunicação de massa que exercem uma atração forte em&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt; relação ao público, tendo como principal atrativo a imagem e a forma como ela é trabalhada nestas mídias. A imagem faz parte do processo narrativo em que se desenvolvem as histórias nestas adaptações e também é essencial na formulação de estratégias criadas para vender produtos baseados nos filmes."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Há um grande número de trabalhos abordando as adaptações cinematográficas de quadrinhos. Boa parte deles só conheci depois de apresentar o artigo citado (vivendo e aprendendo...). Houve até um caso de &lt;a href="http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2008/resumos/R3-1497-1.pdf"&gt;plágio&lt;/a&gt;, mas essa é outra história que ainda estou tentando resolver. O fato é que, depois de falar sobre o tema na faculdade e em dois congressos, percebi muita coisa que deixei passar e o quanto ainda poderia ser estudado. Sim, estudado, pois falar a respeito, numa conversa informal de xingamentos e risadas, é uma atividade que eu e alguns amigos nunca deixamos de cumprir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2008/07/escolha.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cavaleiro das Trevas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; foi um divisor neste gênero. Não somente por ser a maior bilheteria do ano de 2008, mas por mostrar uma nova definição da abordagem mais humana e realista de um ser fantástico (e, claro, porque também tinha o Coringa em sua versão mais insana e perigosa). O diretor Christopher Nolan nunca escondeu a sua intenção de contar a história do Batman como se ela realmente pudesse ser aplicada no mundo real. E refletir o contexto sócio-político da realidade é algo que as grandes hq's fizeram. Entre elas, duas obras se destacam: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Dark_Knight_Returns"&gt;The Dark Knight Returns&lt;/a&gt;, de Frank Miller, e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Watchmen"&gt;Watchmen&lt;/a&gt;, de Alan Moore.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Watchmen é considerada a obra-prima dos quadrinhos. Não foi à toa que a sua versão nos cinemas gerou grande comoção pelo mundo: quem leu e releu a obra de Alan Moore sabe da enorme complexidade da história, não apenas pelo seu roteiro, mas pela estrutura narrativa. Depois de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cavaleiro das Trevas&lt;/span&gt;, a expectativa só fez aumentar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Watchmen&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; estreou. Tive lá minhas frustrações, embora não soubesse defini-las precisamente. Depois de anos de planejamentos e roteiros, um dos pilares das hqs's finalmente foi adaptado para o cinema em um momento onde os filmes baseados em quadrinhos significam lucro. Adaptado de forma fiel, ainda por cima. Já se pode imaginar os artigos que serão elaborados a partir disso. O lucro, a tecnologia digital, a importância da imagem... Pelo menos é o que consigo imaginar até agora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;De imediato, percebi o problema em comparar Batman e Watchmen. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Cavaleiro das Trevas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;tenta mostrar Batman como se realmente ele pudesse existir além do cinema. Watchmen também parte da premissa de heróis mascarados no mundo real. Mas Batman existe desde o final da década de 30 do século passado. Já teve várias versões, de alegre bom-moço das onomatópeias a sombrio combatente quase fascista. A variedade de histórias e abordagens do personagem dá mais liberdade em suas adaptações, como mostram a série de TV dos anos 60 e os filmes de Tim Burton e Joel Schumacher. Watchmen é um arco fechado, sem derivações ou novas versões. Se isso se revelou uma vantagem em filmes como &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Sin City&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;300&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Watchmen&lt;/span&gt; virou um problema. Sacrificar um personagem ou um evento pode comprometer seriamente a qualidade do roteiro original.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E foi o que houve. Mas há de se reconhecer que as falhas nesta parte não superam os acertos: ainda que haja forte quebra da narrativa em certos momentos, reunir as mais de 400 páginas da hq de forma plausível em um único filme deve ter sido um tremendo esforço (principalmente ao considerar a mudança no final). Quanto a situar a história no "mundo real"... Câmeras lentas, violência gráfica, golpes fantásticos que quebram a física são medidas para atrair público, mas dentro da proposta do filme não obtiveram um bom resultado. Guardadas as devidas proporções, lembrou o efeito da "edição de gibi" do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Hulk &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;de 2003: o clima dramático do filme é quebrado com efeitos de balões e páginas sendo viradas. Em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Watchmen&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, o suposto realismo (na falta de um termo melhor) vai por água abaixo ao vermos um criminoso ser arrastado por vários metros por um único chute, principalmente quando quem desferiu o golpe deveria ser um herói relutante e fora de forma, apesar de no filme estar confiante e sorridente com a pancadaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas talvez o principal problema mesmo foi eu ter ficado com a sensação de que o diretor sacrificou muito da coerência em nome da fidelidade. Literalmente, ele tentou dar movimentos e falas aos quadrinhos, colocando numa roupagem mais moderna (o que até deu certo com o Coruja, mas terrivelmente errado com o Ozymandias). O problema nisso? A resposta é óbvia, mas encobre outras camadas: quadrinhos e cinema são mídias diferentes. Transpor a imagem do papel à película pode ter um efeito extraordinário, mas não basta ser somente uma  fotografia: ela precisa interagir com outros elementos dentro uma história. A trilogia &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;X-Men &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;se saiu bem nesta última parte (embora ela tenha mesma vantagem do Batman de não ser um arco fechado de histórias).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Uma questão a ser levada em conta é a linguagem própria de cada meio. Emboa eu tenha dito antes o problema de comparar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Cavaleiro das Trevas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Watchmen&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, não consigo imaginar agora um exemplo mais prático do que quero dizer. A cena do Coringa apreciando o vento na janela do carro de polícia funcionou espetacularmente no filme. Dificilmente seria aproveitada nos quadrinhos. O vento, as luzes da sirene, o movimento da câmera, tudo aquilo faz parte do significado da cena, em retratar a personalidade do Coringa, a sua tranquilidade e satisfação em aproveitar o vento mesmo depois da tragédia que provocou minutos antes. Tudo sem utilizar falas. O efeito da cena não seria o mesmo nos quadrinhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://ben.stupidfool.org/.a/6a00d83455876069e200e553fd73008834-500wi" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://ben.stupidfool.org/.a/6a00d83455876069e200e553fd73008834-500wi" style="cursor: pointer; display: block; height: 201px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 417px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já Watchmen aproveita todo o alcance que a linguagem das histórias em quadrinhos permite, como no seguinte recorte no enterro do Comediante (objeto de discussão no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://100grana.wordpress.com/2009/03/11/curso-cinema-x-historia-em-quadrinhos-sera-realizado-na-unama-em-marco/" style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Curso de Cinema e Quadrinhos&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/ScW8g-qfQtI/AAAAAAAAABQ/tFm7AB23-WY/s1600-h/watchmen+recorte.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315862209943782098" src="http://2.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/ScW8g-qfQtI/AAAAAAAAABQ/tFm7AB23-WY/s320/watchmen+recorte.JPG" style="cursor: pointer; display: block; height: 197px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 371px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Observando todo o quadro, percebe-se que todos os três personagens estão juntos, lado a lado. Por que então separá-los com a linha branca divisória de quadrinhos? Uma possível interpretação é ver como os três personagens, embora juntos no momento, pessoalmente estão muito distantes um do outro, cada um ao seu próprio jeito. Ozzymandias, por exemplo, embora com semblante triste, está protegido da chuva, aludindo ao seu estilo de sempre planejar tudo. Dr. Manhattan, por sua vez, se protege da chuva criando uma aura própria, enquanto assume uma expressão de análise racional em vez de lamentação, ressaltando a sua condição cada vez mais distante da humanidade. Já Dreiberg, com o rosto triste, é atingido diretamente pela chuva, como se estivesse à mercê dela e não pudesse fazer nada, num comportamente semelhante ao que assume até certa parte da história. Além disso, em cada quadro há uma frase, dita pela mesma pessoa (no caso, o padre realizando o funeral). Em vez dos balões de fala do padre estarem ligados, cada frase sai justamente da linha divisória dos quadros, como se cada fala fosse direcionada especificamente a cada um deles, que reage do modo como está sendo mostrado, o que ressalta ainda mais a individualidade de cada um, como peças de um quebra-cabeça que se unem apenas pelo formato e não por vontade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Como seria esta cena no cinema? Possivelmente, mostraria cada um dos personagens isoladamente, e em cada rosto se ouviria a fala do padre. E só então os três dividiriam a mesma cena, lado a lado. É possível reproduzir exatamente como no quadrinho, mas ficaria no mínimo confuso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Cinema e quadrinhos têm como base a imagem e a arte sequencial, mas ainda são linguagem diferentes, com tempo de apreciação e interpretação diferentes. Simplesmente dar movimento e fala aos personagens no filme e reproduzir cada detalhe do cenário não é suficiente. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Watchmen&lt;/span&gt; não afunda neste erro, mas passa perto. É louvável ver que a obra original, afinal de contas, foi respeitada, sem ser deturpada pelos clichês da maioria dos filmes de Hollywood. Ao que parece, isso foi suficiente para a maioria dos leitores da hq. Normal. Mas ainda acho que vale a pena aprender a analisar mais e, assim, apreciar melhor. Embora eu não troque o entusiasmo juvenil pela seriedade acadêmica diante das adaptações de quadrinhos para o cinema, ainda acho que dá pra levar os dois. Enquanto não faço outro trabalho acadêmico, vou ensaiando (às duras penas) aqui no blog. Um dia, quem sabe, acerto. Ou me rendo de vez à empolgação&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-1013887454488491230?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/1013887454488491230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=1013887454488491230&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1013887454488491230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1013887454488491230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/03/watchmen-ou-como-se-passar.html' title='Watchmen (ou como se passar cientificamente por um empolgado)'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/ScW8g-qfQtI/AAAAAAAAABQ/tFm7AB23-WY/s72-c/watchmen+recorte.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-8799818524398179478</id><published>2009-03-10T13:25:00.005-03:00</published><updated>2010-06-04T00:47:18.794-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><title type='text'>Fatos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mais de uma vez encontrei pessoas que se diziam desiludidas com a igreja católica. Não se tratava apenas de um rápido desapontamento, logo esquecido para se tocar a vida. Era uma crise de fé mesmo, de duvidar de algo considerado santo ou sagrado, de não entender as razões da sua doutrina religiosa e se sentir mal por isso. Não somente o catolicismo: já vi adeptos de outras religiões também questionarem sua crença. Sempre me dispunha a conversar, afinal é um tema que sempre me interessou. Mas no fim sempre chegamos ao mesmo ponto: como argumentar sobre um tema que se apoia acima de tudo na crença no místico, ou  seja, no que não pode ser provado material e fisicamente? Como questionar uma fé usando registros científicos, históricos e estatísticos se o interlocutor pode dizer simplesmente "mesmo assim eu acredito na minha religião" e transpirar sinceridade nesta resposta? Não sei. Acredito que palavras não bastam nesta questão. Precisamos de fatos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A igreja católica condenar o aborto dos gêmeos da menina de 9 anos estuprada pelo padastro não foi uma surpresa, ainda que a criança corresse risco de morrer se continuasse com a gestação. Os bebês também corriam perigo, pois o aparelho reprodutor da menina não estava completamente formado (9 anos de idade e pesando 33 quilos!). Três vidas em jogo. A igreja católica diz que vida deve continuar, não importa que séculos de estudos mostrem que a continuidade de tais vidas seria logo interrompida de forma traumática. O aborto é realizado. O arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, excomunga todos os envolvidos: a mãe da criança, os médicos, todos que deram assistência à menina, etc. Todos foram excomungados, menos a criança, por ser menor de idade, e o padrasto, porque ele segundo Sobrinho &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=528JDB010" style="font-family: trebuchet ms;"&gt;"cometeu um delito gravíssimo, mas, de acordo com o direito canônico, não é passível de excomunhão automática. O aborto é mais grave ainda".&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mais grave que estupro e pedofilia. O Vaticano apoiou a excomunhão. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Seria algo grave, se ainda estivéssemos na Idade Média. Mas se é notável o atraso da igreja católica em relação à sociedade atual (embora ela procure ter &lt;/span&gt;&lt;a href="http://ivancarlo.blogspot.com/2009/03/pedofilia-sim-aborto-nao.html" style="font-family: trebuchet ms;"&gt;coerência&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; em suas atitudes) e se toda discussão sobre religião pode terminar no velho ponto de que a fé basta a si mesma, então porque ainda discutimos? Eu mesmo me fiz essa pergunta &lt;/span&gt;&lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2008/03/conservador-rancoroso-intransigente.html" style="font-family: trebuchet ms;"&gt;um ano atrás&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;. Acho que a resposta tem a ver com o tema do post anterior. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não dá pra negar que há quem encontre em sua religião uma fonte de energia e esperança para continuar vivendo, seguindo certo código de conduta moral e ética que valoriza a existência do próximo. O ato do perdão e da solidariedade pregado principalmente pelo cristianismo ainda encontra espaço neste tipo de comportamento, ainda que esteja cada vez mais distorcido. Mas o grande trunfo da religião é oferecer uma perspectiva &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post mortem&lt;/span&gt; e, desta forma, orientar as ações durante a vida. A figura de uma autoridade etérea que nos vigia e a quem devemos prestar contas (e tirar dúvidas) no além evita uma proximidade maior do caos niilista ou deliberadamente amoral possível de acontecer caso todos acreditassem que tudo o que foi aprendido e realizado terminaria definitivamente com a morte, seja ela no fim de uma velhice saudável ou num acidente inesperado na esquina de casa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Por outro lado, também é impossível não lembrar que o mesmo conceito de religião que salva pessoas através da fé também as manipula para terrorismo, guerras e outras atrocidades como a Inquisição. E ultimamente este lado sombrio ganha mais destaque do que os seus benefícios. E por isso ainda é válido questionar e discutir atitudes como a do arcebispo de Olinda e Recife: para continuar nos situando no que achamos correto no meio de tantas crenças que não podem ser provadas ou contrariadas. Para evitar a manipulação ideológica. E para, quem sabe, um dia reconhecer que todo ser humano é falível e desesperado, não importa quantos iluminados e reencarnados digam o contrário e que os outros estão errados. Não reconhecer a própria natureza e a diversidade de opiniões não é um bom começo para quem quer fazer do mundo um lugar melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-8799818524398179478?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/8799818524398179478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=8799818524398179478&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8799818524398179478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8799818524398179478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/03/fatos.html' title='Fatos'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-8685773863198753414</id><published>2009-02-21T22:37:00.010-03:00</published><updated>2010-06-04T00:47:47.554-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Impaciência</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Benjamin Button nasceu velho e rejuvenesce com o passar dos anos. Sua amada, sua família e seus amigos começam a sentir o corpo mais pesado e lento, a pele mais flácida, a beleza se esvai, a memória não funciona tão bem como antes. E ele fica mais jovem, mais bonito, mais capaz. E mais experiente. Também cada vez mais só. Raiva, revolta, desespero, amargura. Nada disso. Benjamin Button aceita. Lamenta, mas não muito. Deve-se aceitar o fim quando ele chega, diz o filme. Uma fábula sobre a vida, sobre as suas surpresas e inevitabilidades, perdas e aprendizados, experiências e memórias. E amor, principalmente sobre amor. Bom filme. Seria melhor se seu protagonista fosse menos babaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As circunstâncias moldam o jeito de viver de cada um. Cada um leva sua vida a partir de suas experiências. Principalmente de seus traumas, jogando mais Freud na receita (sem esquecer o tempero da genética). Se Benjamin Button nasceu já esperando morrer em breve e se ele convive desde a infância com a morte de residentes no asilo onde cresce, é natural que ele reconheça a finitude da vida e a abrace de forma simples e pouco ambiciosa. Se todos fossem serenos e prestativos como ele, talvez o mundo fosse um lugar melhor. Mas, por algum motivo, todas as pessoas que conheço se identificam mais com a filosofia de outro personagem de Brad Pitt, Tyler Durden: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nós todos crescemos com a TV  acreditando que um dia seríamos milionários, deuses do cinema e estrelas do rock. Mas não vamos. E estamos lentamente aprendendo este fato. E estamos muito, muito  putos&lt;/span&gt;".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Aprendemos que para viver em sociedade controlamos e disfarçamos muitos de nossos instintos. Nenhuma novidade. Por isso os vilões são mais interessantes que os heróis, por isso gostamos de quem foge das regras, por isso damos atenção diferente para quem admite que salva o mundo apenas porque não há outro lugar pra morar. Catarse faz parte do carisma. Talvez seja a resposta de muita coisa. Histórias como &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Crime e Castigo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; no século XIX, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Annie Hall&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; na década de 70,  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Clube da Luta&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; em 1999 (mais uma pérola que completa dez anos), &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Closer&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; em 2004 e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;O Cavaleiro das Trevas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;no ano passado (na figura do Coringa) marcam por lembrarem que a vida não parece ter um sentido especial, místico ou divino. Nossas raízes são hormônios e instintos, incluindo o da sobrevivência e o da subjugação alheia no amor e na guerra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas sabemos que a vida tem que ser mais do que isso, senão não estaríamos aqui (sorte demais?). Temos que olhar uns pros outros e achar um objetivo, um sentido, uma válvula de escape nas artes, nas bebidas, no sexo, nos amigos, nos blogs, nos trabalhos, nos estudos... todas essas coisas que lembram que a vida é mais do que a própria vida e, por isso, escolhemos continuar levando o mundo, invejando quem não têm medo das regras, mas cientes de que eles só existem porque, afinal, estamos todos aqui. Ainda sentindo revolta e indignação para continuar evoluindo. Ainda alimentando incertos sentimentos por certas pessoas que nos fazem trabalhar para que elas fiquem bem. Ainda pensando muito e não entendendo tanto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;i&gt;"Escolha uma vida. Escolha um emprego. Escolha uma carreira, uma família. Escolha uma televisão enorme. Escolha lavadoras, carros, CD players e abridores de latas elétricos. Escolha saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolha uma hipoteca a juros fixos. Escolha sua primeira casa. Escolha seus amigos. Escolha roupas esporte e malas combinando. Escolha um terno numa variedade de tecidos. Escolha fazer consertos em casa e pensar na vida domingo de manhã. Escolha sentar-se no sofá e ficar vendo game shows chatos e alienantes na TV comendo porcaria. Escolha apodrecer no final, beber num lar que envergonha, os filhos egoístas que pôs no mundo para substituí-lo. Escolha seu futuro. Escolha uma vida. Mas por que eu deveria fazer uma coisa dessas?" &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 85%;"&gt;(Trainspotting)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-8685773863198753414?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/8685773863198753414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=8685773863198753414&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8685773863198753414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8685773863198753414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/02/impaciencia.html' title='Impaciência'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-8312003690169775433</id><published>2009-01-10T21:08:00.005-02:00</published><updated>2010-06-09T18:59:12.172-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relembrando'/><title type='text'>Década</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Em 1977, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, dirigido e escrito por George Lucas, se tornava um dos precursores dos filmes blockbusters: além de aguardadas estréias no cinema, são grandes eventos comerciais precedidos por intensa campanha de marketing e com margem de lucros calculada em todas as escalas possíveis, desde os ingressos vendidos até o faturamento com o merchandising do filme. Em 2008, a campanha publicitária de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;O Cavaleiro das Trevas&lt;/span&gt; teve grande apelo na internet: edicões on-line do jornal de Gotham City, vídeos e mensagens do Coringa, quebra-cabeças que revelavam importantes aspectos do filme e outras idéias. &lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Cloverfield - Monstro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; fez sua campanha praticamente toda amparada na avidez de internautas por imagens e informações do filme, divulgando notícias falsas, fotos suspeitas e aumentando a expectativa da estréia conforme sites de cultura pop (como o &lt;a href="http://100grana.wordpress.com/"&gt;100grana)&lt;/a&gt; discutiam o que podia se esperar do filme.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia internet nos anos 70. Star Wars foi a maior bilheteria da década não apenas pela sua campanha de marketing, mas porque realmente tinha uma história fantástica baseada em arquétipos mitológicos que alimentou a fantasia e curiosidade de gerações. Além do aspecto comercial, há de se reconhecer que a luta entre Jedi e Sith envolvendo o uso da Força e dos sabres de luz é um marco na ficção científica que vai além dos lucros. Por isso, em 1999, dezesseis anos depois do lançamento do último filme da série (Episódio VI - O Retorno de Jedi), a expectativa na estréia de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Episódio I - A Ameaça Fantasma&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; era espetacular: fãs dormindo nas ruas para guardar lugar na fila da bilheteria, pessoas que compravam ingresso para determinado filme apenas para conferir o trailer do novo capítulo e logo em seguida abandonar a sessão, gente fantasiada de Darth Vader circulando pelos corredores... O sucesso do filme cumpriu todas as expectativas comerciais, tanto que atualmente é a &lt;a href="http://www.boxofficemojo.com/alltime/world/"&gt;nona maior bilheteria&lt;/a&gt; da história do cinema.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi bem recebido pela crítica, mas há o argumento de que a crítica especializada geralmente é avessa a filmes escancaradamente comerciais. Contudo, era mais do que isso. E não demorou a se perceber que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Episódio I&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; de Star Wars se apoiou muito mais na legião de fãs conquistada do que na qualidade da história para fazer sucesso. Aproveitou-se de ser referência consolidada na ficção científica e teve seu mérito "artístico" ofuscado por um novo marco no gênero: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Matrix&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;, de Andy e Larry Wachowski.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Realidade virtual, inteligência virtual, homens contra máquinas, mensagens de religião e filosofia , influências de fantasia e cyberpunk, visual arrojado de super-herói (óculos substituindo máscaras e sobretudos no lugar de capas), kung-fu, tiroteios, efeitos especiais... Exageros à parte, é um emaranhado pós-moderno muito mais condizente com as perspectivas atuais de tecnologia e sociedade do que galáxias muito, muito distantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já se passaram dez anos. Uma década desde a estréia de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Matrix&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Episódio I&lt;/span&gt; e outros filmes importantes para a cultura pop sobre os quais escreverei mais adiante. Dez anos foram mais que suficientes para confirmar uma idéia, mas o décimo aniversário é perfeito para celebrá-la: nunca fui afeito a Star Wars, mas tenho grande apreço por Matrix. Reconheço a importância da obra de George Lucas e sei que as sequências de Matrix deixaram a desejar. Mas não tem jeito: dez anos de empolgação adolescente mais tarde, ainda prefiro o conselho de "liberte sua mente" ao de "use a Força".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;"Ao longo da história humana, nós dependemos de máquinas para sobreviver. Destino, ao que parece, não deixa de ter um senso de ironia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;(Morpheus)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-8312003690169775433?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/8312003690169775433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=8312003690169775433&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8312003690169775433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8312003690169775433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2009/01/dcada.html' title='Década'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-4963760071291678404</id><published>2008-12-31T22:16:00.004-02:00</published><updated>2010-06-04T00:47:59.389-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Terapia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Há três dias tenho idéias para escrever aqui. Idéias rapidamente adiadas ou esquecidas por motivos diversos, boa parte deles desconhecida até por mim. Aqui e ali eu me via tentando não pensar no próximo ano, procurando escrever sobre outros assuntos, como as maiores bilheterias do ano. Mas desanimava. Algo errado, claro. Talvez seja isso: inclinar-me cada vez mais a evitar expectativas não só me tira o ânimo dos mergulhos desejados, mas também me tira o fôlego dos necessários. E para isso afetar um espaço tão pessoal e, em certa medida, tão individualista como este blog, dependente somente da minha vontade e sem precisar dar satisfações, é porque não tinha idéia do erro das minhas intenções. Ainda não tenho totalmente, mas entendo mais agora. Assim espero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem erro talvez seja, mas não anda me fazendo bem simplesmente por não estar fazendo nada. Senti algo semelhante no fim do ano passado. Mal de época? Não sei. Gostaria de dizer que me importa saber se é inércia pré-reveillon ou algo a mais que demorei um ano pra dar mais atenção, mas sinceramente não me interessa. Não gosto. Paradoxal escrever sobre isso e dizer que não há interesse, mas eu precisava fazer uma última análise antes da meia-noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso imitar o Cony e outros idosos e dizer que não espero nada do próximo ano assim como não esperei nada do ano anterior, pois espero. Não espero encontrar cisnes pelo mundo nem fazer toda criança feliz, mas eu preciso considerar alguma coisa. É uma necessidade de sobrevivência psíquica e emocional. Sempre estamos no equilíbrio da expectativa e da frustração. Não se pode dizer que o resultado sempre seja gratificante. Mas, francamente, é sempre bom perceber que valeu a pena. Se não valeu, há sempre o próximo reveillon. Algum motivo deve haver para comemorar até não esperar mais por nada, somente pelo fim. Durante o meio, brindemos! Ou voltemos a escrever...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-4963760071291678404?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/4963760071291678404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=4963760071291678404&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/4963760071291678404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/4963760071291678404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/12/terapia.html' title='Terapia'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-8721285481000763136</id><published>2008-12-20T22:45:00.004-02:00</published><updated>2009-01-14T13:56:32.562-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='net'/><title type='text'>Familiar</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="revistasCorpo" style="FONT-STYLE: italic"&gt;Em poucas palavras, o Google visa a digitalizar e a armazenar toda a informação do mundo de modo que ela possa ser utilizada gratuitamente por qualquer pessoa com acesso à internet. Em troca de serviço tão meritório, a empresa quer todos os dados que seus usuários possam fornecer sobre hábitos de consumo e, a partir disso, conquistar toda a verba de publicidade disponível na rede. Seus projetos são tão formidáveis em extensão e os custos previstos tão elevados que parecem ser desenvolvidos não por uma empresa, mas por um país.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Li este trecho da &lt;a href="http://veja.abril.com.br/171208/p_150.shtml"&gt;matéria da revista Veja&lt;/a&gt; em voz alta, tanto para meu irmão ouvir como para eu digerir melhor o conteúdo. Um dos projetos citados é o &lt;a href="http://googlebrasilblog.blogspot.com/2008/09/google-investe-em-redes-o3b-num-esforo.html"&gt;O3B&lt;/a&gt;, planejado em parceria com o HSBC e a Liberty Global e com funcionamento previsto para o final de 2010. Consiste em posicionar dezesseis satélites ao longo da linha do Equador e, desta forma, oferecer internet em alta velocidade via satélite para localidades menos desenvolvidas do mundo. "&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A missão do projeto O3B é fornecer conexão de internet de alta velocidade e de baixo custo para "outros 3 bilhões" de pessoas em mercados emergentes na Ásia, África, América Latina e no Oriente Médio&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soa fantástico e coerente com a filosofia "don't be evil" da empresa. Mas vale observar que, como cada internauta é um consumidor em potencial dos anúncios do Google, serão 3 bilhões de pessoas a mais no leque dos anunciantes. Sendo o site de busca mais utilizado na internet (além de oferecer outros serviços como os populares orkut e youtube), o Google é capaz de armazenar dados de cada computador através do sistema de identificação &lt;a href="http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1351"&gt;TCP/IP&lt;/a&gt; e elaborar um perfil do usuário a partir dos seus interesses na internet. Desta forma, é possível exibir os anúncios mais adequados a cada tipo de perfil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez o atendente de uma locadora de filmes teve que se afastar rapidamente do balcão, permitindo que eu visse de relance a lista dos últimos títulos alugados pelo cliente atendido anteriormente. Mesmo de modo bastante genérico e fugaz, foi possível ter uma idéia das preferências e, portanto, da personalidade daquela pessoa. Atualmente é possível ser bem mais específico diante de blogs, fotologs e sites de relacionamento. E isso, francamente, me assusta um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sabendo que a internet é uma rede interligada, causa uma sensação estranha saber que podem descobrir coisas sobre mim sem eu saber ou, pelo menos, sem saber até onde é possível descobrir a partir do que demonstrei. Paranóia? Pode ser. &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2006/12/se-o-computador-no-explodir.html"&gt;Nunca lidei muito bem&lt;/a&gt; com tecnologia virtual. De qualquer forma, esse sentimento já filtrou muitos textos aqui, até mesmo quando digitava impulsivamente. Saber (supostamente) tanto sobre uma pessoa sem nunca tê-la visto antes... Não se trata de um resgate romântico do contato pessoal entre amigos e parentes, mesmo porque isso nunca foi meu forte. Mas conforta saber que ainda posso ser ouvido, seja numa leitura oral de texto ou num desabafo. A exemplo de hoje, foi bom ler a matéria, lembrar do filme &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Matrix&lt;/span&gt; e perguntar "What is the Google?", percebendo toda a brincadeira e pertinência da pergunta sem usar muitas palavras. Apenas na simultaneidade do sorriso e do olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-8721285481000763136?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/8721285481000763136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=8721285481000763136&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8721285481000763136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8721285481000763136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/12/convivncia.html' title='Familiar'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-4951158111753245128</id><published>2008-12-13T11:45:00.004-02:00</published><updated>2010-06-04T00:48:27.669-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relembrando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='net'/><title type='text'>Interferência II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não sei ao certo a razão de manter um blog. Ensinar e aprender? Conhecer e ser conhecido? Testar ferramentas da blogosfera? Não consigo fazer simples assim. Nunca me concentrei nestas perguntas. Hoje vale a indagação. Aliás, minha mania de questionar em vez de celebrar alguns momentos só me oferta mais perguntas e menos comemorações. Não deve ser bom sinal. Pelo menos ainda sou fiel às minhas idéias. Resta saber as intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a internet é de natureza coletiva, procurei saber se outros blogueiros (menos aqueles que lucram nesta condição) se perguntavam o motivo de permanecer postando. Não reconheci tais perguntas nos textos. Na verdade, vi motivos e idéias para continuarem escrevendo ou deixarem tudo pra lá. Muitos ficam meses sem postar ou abandonam o lugar. Enjoaram, perderam as idéias ou arranjaram algo mais divertido pra fazer. Outros procuram saber as novidades da blogosfera, comentam diariamente em vários espaços, testam novos templates, novas ferramentas, indicam outros blogs. Às vezes chegam a me contagiar de vontade. Agradeço por isso. No fim, posso afirmar que não é escrever o meu principal motivo (mesmo não sabendo de todos eles) de continuar navegando por blogs. Ler diferentes textos, diferentes estilos, conhecer e quem sabe aprender com eles. Esta é a principal atração. Embora, comparado ao ano anterior, poucas composições tenham me tocado em 2008, gosto muito da vontade de reler uma postagem. Outra mania: ficar atento aos louros registrados em vez de reparar na expectativa de sucesso de um fato. E, novamente, isso não deve ser bom sinal. Minhas perguntas do início também não devem ser, não pelo caráter delas, mas pela minha confusão diante das respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta ficar testando equilíbrio e paciência dando voltas em torno do tema. Este blog não é um projeto de vida, não é para liberar o peso da alma através da escrita, não é um canal de notícias de determinada área, como são as razões de alguns blogueiros que leio. Envolve isso, mas vai além. Talvez se entendesse melhor meus próprios motivos, investiria mais aqui ou então abandonaria de vez. Não sei. Ainda resta tempo. Até lá, termino o segundo ano deste blog sem muitas perspectivas, exatamente como &lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2007/12/interferncia.html"&gt;começou&lt;/a&gt;. Minha vontade de escrever é fogo de palha, mas ainda resiste. Espero me sentir mais à vontade com palavras. Ou pelo menos me sentir mais confortável com as causas que me fazem escrevê-las. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-4951158111753245128?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/4951158111753245128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=4951158111753245128&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/4951158111753245128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/4951158111753245128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/12/interferncia-ii.html' title='Interferência II'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-79095758954218464</id><published>2008-11-24T14:38:00.008-02:00</published><updated>2009-01-14T13:58:19.414-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Renovação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando &lt;em&gt;Cassino Royale&lt;/em&gt; foi lançado nos cinemas em 2007, houve quem chamasse o filme de “Bond Begins”, numa referência ao &lt;em&gt;Batman Begins&lt;/em&gt;, um filme que ignora os capítulos anteriores da cinessérie do personagem e o reformula, apresentando uma nova origem mais adequada ao gosto do público atual. No caso de Batman, nada de bat-aparelhos mirabolantes e estilizados com o símbolo do morcego ou um personagem sociável e amigo da vizinhança como o Homem-aranha. E, no caso de 007, significava abandonar os aparelhos absurdos que Bond usava em suas missões, deixar os vilões menos grotescos ou megalômanos e outras características que, verdade seja dita, já estavam transformando estilo em caricatura de si próprio (como o Samuel L. Jackson e seus últimos personagens). A ordem era “humanizar” os protagonistas, mesmo que eles só obtenham pleno sentido em seus universos fantásticos. Batman é um super-herói sem superpoderes, sombrio, amargurado e psicótico. Sua principal arma é provocar medo. James Bond é um agente secreto desiludido e cínico com licença pra matar em suas missões. Em outras palavras, é também um assassino e não precisa de nenhuma tecnologia para matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fórmula desgastada, fórmula nova. O estilo mais realista do filme dos &lt;em&gt;X-Men&lt;/em&gt; repercutiu em &lt;em&gt;Batman Begins&lt;/em&gt;. A nova visão de um agente secreto nos cinemas foi definida pela &lt;em&gt;trilogia Jason Bourne&lt;/em&gt; (e também pela série de TV &lt;em&gt;24 horas&lt;/em&gt; e seu protagonista Jack Bauer). Neste ano, vieram as seqüências dos novos Batman e 007: &lt;em&gt;Cavaleiro das Trevas&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Quantum of Solace&lt;/em&gt;. CdT superou minhas expectativas. &lt;em&gt;Quantum of Solace&lt;/em&gt;, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que ponto largar antigos vícios e costumes significa ficar irreconhecível? James Bond ainda é fiel e coerente ao apresentado em &lt;em&gt;Cassino Royale&lt;/em&gt;, mas está cada vez mais distante do que caracteriza 007. Lutas de Jason Bourne, tecnologia de Jack Bauer. Ótimo. E o que diferencia James Bond dos outros? A resposta, ao meu ver, está nos livros do personagem: 007 não consegue se satisfazer com a sua vida pessoal e, por isso, fica horrível quando não está trabalhando, como mostra a cena em que está bebendo no avião. Ao contrário dos outros JB’s, James Bond gosta do que faz (por mais que se deprima com o trabalho). Não vi muita coisa além disso. E talvez não tenha visto porque esteja enganado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena se renovar, se reciclar, seja qual for o melhor termo. Podemos enjoar muito rápido das coisas (e das pessoas). Mas podemos sentir faltas de certos detalhes e fatos construídos ao longo do tempo, ou seja, sempre vamos reclamar. Mudando sem deixar de ser o mesmo. Nunca é fácil. Mas não há saída melhor, nem queda mais suave.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-79095758954218464?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/79095758954218464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=79095758954218464&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/79095758954218464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/79095758954218464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/11/renovao.html' title='Renovação'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-695418635765834996</id><published>2008-10-31T12:53:00.003-02:00</published><updated>2009-01-14T13:59:15.244-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Slow</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Componentes do design da pesquisa. Ouvi o termo. Começam os milésimos de lerdeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sabendo o significado de "design" e "pesquisa", os dois juntos não funcionam logo na minha cabeça. Enquanto uma palavra me lembrava imediatamente formas e cores, a outra remetia a estudos e suas conclusões. Sentido espacial em um lado, sentido científico em outro. Formas e cores de uma pesquisa...como uma pesquisa se apresenta? Através de letras e números, pensei. Piorei ainda mais a descrença no meu raciocínio, ainda mais sendo tão óbvio assim. Talvez tratasse da diagramação da pesquisa. Tabelas dessa forma, quadros seguindo determinado estilo, questionários de acordo com tal tendência. Gênio. Joguei a toalha e pedi pra ler o papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão de estudo, unidade de análise, critério de interpretação. Eram alguns dos componentes do design da pesquisa. Indicavam qual era o caminho proposto à pesquisa, seu objetivo, sua metodologia. Julguei ter encontrado a resposta. Como uma pesquisa se apresenta? Através de um projeto. Evidente. Terminam os milésimos de lerdeza. Eu ainda me sentia bastante vagaroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Background teórico. Outro termo do mesmo documento. Desta vez me irritei. Achei que era uma complicação inútil da linguagem jurídica (engano meu: depois fui procurar o texto na internet e, para minha supresa, e achei na área de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.eac.fea.usp.br/eac/observatorio/metodologia-estudo-caso.asp"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;pesquisa contábil&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;; como faz parte da disciplina de metodologia, deve estar presente em outros campos. Eu vi pela primeira vez em Direito). Background em vez de fundamento, sustentação, base ou outra palavra adequada. Estrangeirismo tolo. E metodologia científica já dá tanta atenção aos seus termos, complicados ou não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrangeirismos estão presentes diariamente na nossa vida, ainda mais na internet e na informática. Todo idioma vai se modificando continuamente no contato com outras línguas. É natural, até saudável. Mas usar survey (levantamento) numa apostila sobre estudos de casos é exagero. Continuei a me achar lento de raciocínio na ocasião, mas a culpa diminuiu um pouco. Até lembrei do Zeca Baleiro e o samba do approach.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Halloween ou Dia das Bruxas? Tanto faz. Gosto de Halloween pela série de filmes de terror. Neste caso, é verdade, vai além do estrangeirismo. Dia das Bruxas não faz parte da cultura brasileira. Mas brincar com o medo é divertido. E vale a curiosidade sobre festas pagãs, culto aos espíritos e influências da religião cristã. No mais, quem adota a louvável atitude de valorizar a cultura nacional (e regional), troque-se o Halloween pelo Dia do Saci. Se comemorar, convide.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-695418635765834996?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/695418635765834996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=695418635765834996&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/695418635765834996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/695418635765834996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/10/slow.html' title='Slow'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-9168758778265358439</id><published>2008-10-25T11:30:00.003-02:00</published><updated>2010-06-09T19:08:14.101-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hq'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptações'/><title type='text'>Abrangente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Há uns dias terminei um livro. Boa história, mas a estrutura lembrava um roteiro cinematográfico. Depois pude verificar: o autor realmente já havia feito o tratamento do roteiro de alguns filmes. Bons filmes, por sinal. Ser bom roteirista não o desqualifica como autor de livros, claro. Mas talvez as duas áreas estejam em conflito em vez de se complementarem. Foi a minha impressão, mesmo não sendo roteirista ou escritor. Tentar ser leitor atento, creio, me dá algum crédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa necessidade de visualização cinematográfica me ocupou a mente no último mês, desde as últimas &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.omelete.com.br/cine/100015226/Alan_Moore_desanca_Watchmen__Hollywood_e_ate_mesmo_industria_dos_quadrinhos.aspx"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;declarações de Alan Moore&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; sobre cinema e quadrinhos. A "diluição da imaginação coletiva" provocada pelas adaptações de obras literárias para o cinema faz parte da postura sempre radical de Moore. Mas não deixa de ter razão em certos pontos. De uma forma ou de outra, sempre construímos visualmente o enredo de um livro durante a leitura. Ou mesmo quando apenas ouvimos a história. Mas ler já esperando pelo filme ou ter a iniciativa de ler a obra somente após vê-la adaptada para o cinema não é bom sinal. Quadrinhos e cinema são artes que dependem da imagem para existir. E a imagem é sempre atraente. Mas esperar sempre por ela ou julgá-la incessantemente necessária significa minar a imaginação da leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moore diz que sua obra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Watchmen&lt;/span&gt; é "inerentemente infilmável". Existe alguma obra que não possa ser adaptada para o cinema? Seria o caso de definir exatamente o que é adaptação. Vários teóricos e leigos já discutem sobre o tema. Não é um ataque contra o cinema ou um manifesto a favor dos livros. Não chegar nem a ser um lamento, já que ainda me divirto bastante nessa cultura (espero ansiosamente o filme de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Watchmen&lt;/span&gt;). É uma constatação, mais abrangente e talvez ainda mais desnecessária, da necessidade de sempre se fazer conhecer pelos outros. Natural, muito natural querer ser reconhecido, alimentar a auto-estima. Mas sabendo que há cada vez mais livros que parecem roteiros de filmes, quadrinhos que mais lembram storyboards, fotos cujo objetivo principal acaba sendo a exibição em sites de relacionamento em vez de servir como boa recordação e outros casos, é de se questionar quantos ainda gostam da atitude de mostrar menos e instigar mais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-9168758778265358439?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/9168758778265358439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=9168758778265358439&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/9168758778265358439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/9168758778265358439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/10/abrangente.html' title='Abrangente'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-2203277749368682777</id><published>2008-09-28T17:43:00.006-03:00</published><updated>2009-01-14T14:00:39.641-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Lição</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Hoje. Onze horas. Atendo o telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi! Adivinha quem é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://interferente.blogspot.com/2008/01/registro.html"&gt;Adivinho&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é que você sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu jeito de falar, o que mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escuta, você pode me ensinar inglês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pô, não vai dar. Acabei de acordar. Vou lavar louça e depois sair. Da próxima vez marca com antecedência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acabou de acordar? Mas isso não é hora de estar na cama!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fui dormir tarde ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tava fazendo o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estava acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você já não fez a prova de inglês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já. Mas vou ter que fazer outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Outra, né? Entendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aquelas questões que você me ensinou eu acertei todas. Mas eu errei aquilo de 'what', 'when'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque não deu tempo de estudar. Por isso tô dizendo pra você marcar com uns dias de antecedência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas agora eu estudei tudo. Já sei. Só queria estudar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelo menos isso mostra que você sabe, é só estudar. Viu como você aprendeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É. Escuta, você já foi na Feira do Livro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Puxa, nem me chama, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você nunca disse nada a respeito. Além disso, fui à noite. Nessa hora você já está na sua casa, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu queria ir lá com o Rafa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas vocês costumam ler? Nunca vi vocês lendo. Vão lá só pra passear e nada de livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu leio. Eu gosto de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espero que sim. Por isso te emprestei aquele livro. Já leu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Mas é porque era época de prova, não dava pra ler. Aquele livro eu leio em um dia, um dia e meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então leia. Depois você fala comigo sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou ler. Mesmo assim, obrigada, tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De nada. Da próxima vez, marca um pouco antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá. Obrigada! Tchau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tchau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto era cinema com um pouco de angústia. Mas lembrei do telefonema. Vou chamá-la pra sair na próxima vez. Ela tem muito que me ensinar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-2203277749368682777?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/2203277749368682777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=2203277749368682777&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/2203277749368682777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/2203277749368682777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/09/lio.html' title='Lição'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-7753260981874111631</id><published>2008-09-22T11:30:00.003-03:00</published><updated>2010-06-04T00:48:44.158-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relembrando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Tartarugante II</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Por que você só fala quando falam com você?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Até queria dizer que você foi uma supresa quando começamos a conversar mais"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ele só tá reclamando. Deve ser culpa tua"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ela me disse que você era todo sério, grosso... que nada! Você é até zen..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Você gosta de complicar as coisas"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Por que você não fala?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"É o fundo preto?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Você está usando branco!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;" Você é legal. Te vi todo sério no início, mas depois te vi bebendo, escutando, gostei de você"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"É frieza demais da sua parte..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Frases nos últimos doze meses. Nenhuma novidade, exceto me chamarem de zen. Até gostaria de ser assim, os mais íntimos merecem isso. Mas muitas pessoas só entendem mesmo a situação quando se poupa palavras e sorrisos. E, mesmo assim, o direito à revolta e ao ressentimento sempre existe. O mundo dá voltas...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-7753260981874111631?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/7753260981874111631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=7753260981874111631&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7753260981874111631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7753260981874111631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/09/tartarugante-ii.html' title='Tartarugante II'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-1895081594274637968</id><published>2008-08-21T16:43:00.007-03:00</published><updated>2009-01-14T14:02:04.186-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Admiração</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Entre muitos casos fascinantes das Olimpíadas da China, minha atenção foi especialmente para a determinação da atleta russa Yelena Isinbayeva no salto com vara. Há muito tempo expõe a sua meta não apenas de ganhar a medalha de ouro, mas estabelecer um novo recorde mundial. Na competição o favoritismo pesava em seus ombros e quando a imprensa questionava as suas chances, ela respondia de forma simpática mas fria, sempre falando pouco, e logo virava o rosto belo e concentrado para fora da pista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia da prova, a brasileira Fabiana Murer, igualmente determinada e concentrada, não encontra sua vara graças a um erro do comitê de organização do evento. Desconcentra-se e é eliminada da competição. Revolta nos dois lados do planeta. De rosto e olhos molhados, promete não voltar mais à China. No mesmo dia, pouco depois do episódio da vara perdida, Isinbayeva tenta superar o recorde mundial. Precisa saltar 5,05 m. Tenta duas vezes e derruba o sarrafo. Na terceira e última tentativa, consegue atingir seu objetivo. A câmera lenta e de alta definição mostra o movimento do corpo se desviando milimetricamente do sarrafo enquanto o rosto assume a expressão do esforço supremo. Impressionante. Ao cair no colchão, vibra de alegria. Ainda assim, só larga mesmo a seriedade quando a medalha de ouro é pendurada em seu pescoço. Sorri. Chora. Limpa as lágrimas do rosto enquanto a multidão aplaude. É a melhor do mundo no que faz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Se estivesse lá, também aplaudiria a brasileira e a russa. Revolta e solidariedade, patriótica e humana, pelo erro cometido com Fabiana Murer. Talento inegável, as chances contra Isinbayeva não eram boas, mas teria a chace de tentar com toda a sua capacidade. Uma quebra na sua concentração foi um golpe doloroso e inesperado. Terrível. Palmas para o seu esforço e, acima de tudo, para o seu valor. Quanto à russa, seria a admiração do calor do momento. Uma medalha de ouro legítima merece respeito, não importa a nacionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Três dias depois e muito longe de Pequim, não dá pra bater palmas. Em vez delas, a admiração segue por este texto. Não é mais pela emoção da disputa ou habilidade atlética. Aqui, nos caminhos alternativos entre trabalho e casa, a atenção vai para a consciência dos objetivos de vida e a submissão à disciplina necessária para alcançá-los. Nas Olímpiadas esse tipo de comportamento é muito perceptível: "quero isso (medalha) e tenho este prazo (4 anos) para conseguir". Fora dos esportes, a visão se anuvia. Pena, mesmo sem surpresa. E até nas Olímpiadas fica claro que os planos e preparos para a vitória podem ser sabotados pelo acaso ou pelas más intenções. Não se pode controlar tudo. Em determinada hora, algo ou alguém faz falta. A concentração se esvai. O ânimo cai. Mas deve-se continuar. Por isso aplaudimos. Para desconhecidos ou para íntimos. Afinal, sempre estaremos em um dos lados: na platéia ou no campo, para emitir ou receber a aclamação. E, quem sabe, em casos mais extremos, as lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-1895081594274637968?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/1895081594274637968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=1895081594274637968&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1895081594274637968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1895081594274637968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/08/admirao.html' title='Admiração'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-7375573018833104999</id><published>2008-07-31T16:18:00.011-03:00</published><updated>2011-09-29T00:37:44.695-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alguns filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptações'/><title type='text'>Escolha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Enfim, o filme de gênero é uma forma de expressão coletiva, um espelho voltado para a sociedade, que incorpora e reflete os problemas em comum e os valores dessa sociedade. A crítica de gêneros, por exemplo, considera que os musicais dos anos 30 podem ser explicados como uma fantasia escapista da Depressão; que o filme noir dos anos 40 expressa primeiramente as mudanças sociais e sexuais ocasionadas pela Segunda Guerra Mundial e, depois, a desilusão reinante após o conflito etc&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;(A.C. Gomes de Mattos&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, Do cinetoscópio ao cinema digital: breve história do cinema americano, &lt;/span&gt;Editora Rocco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não somente o Cinema, mas qualquer manifestação artística direcionada ao consumo em massa reflete o contexto social, político e cultural. Nos quadrinhos, por exemplo, o Capitão América surgiu em 1941, esmurrando Hitler em sua primeira capa. Na literatura, autores como Dashiell Hammett e Raymond Chandler lançavam seus detetives cínicos e desiludidos em romances policias ambientados no final da década de 30, ainda amargurando os efeitos da Grande Depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diferencial do cinema, entretanto, é o seu alcance: ao contrário dos quadrinhos e dos livros, uma única cópia de um filme pode ser apreciada por centenas de pessoas simultaneamente, além de não exigir alfabetização para o entendimento da obra (não considerando as legendadas, obviamente). Além disso, a produção de um filme é milionária e mobiliza um imenso número de profissionais em sua realização, fazendo os estúdios adotarem todas as medidas possíveis para aumentar a margem de lucros e reduzir a de prejuízos, como qualquer empresa comercial; medidas como, por exemplo, a inclusão de cenas esperadas de romance ou ação (ou exclusão de cenas com forte conteúdo violento ou sexual) para conquistar um público maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filmes de gênero fazem parte desta estratégia. Se é anunciada uma comédia romântica adolescente, já se tem idéia do que será exibido. Considerando que, após o sucesso de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;X-Men&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homem-Aranha&lt;/span&gt;, os filmes de super-heróis baseados em quadrinhos já constituem um gênero cinematográfico, vem a pergunta: o que caracteriza um filme de super-herói, além da condição de seu protagonista? Grandiosas cenas de ação? Superpoderes? O herói salvando a mocinha e o mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Com algumas variáveis e exceções, era a regra geral. Até assistir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Cavaleiro das Trevas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batman é um super-herói. Não tem superpoderes, mas transmite uma imagem fantástica a fim de causar tal impressão. Uma imagem de medo. Assumiu a tarefa de proteger Gotham City e, para isso, conclui que não pode respeitar as suas leis. Sua figura cresce tanto que inspira confiança receosa e um medo curioso. Até despertar outra figura fantástica que carrega o carta do coringa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Determinar herói e vilão e suas características mais marcantes faz parte do gênero de super-herói. E &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Cavaleiro das Trevas&lt;/span&gt; pára de fazer o esperado aqui. Há o confronto dos antagonistas, há cenas de ação, mas num ambiente pessimista, urgente, sem glória, como se a justiça cambaleasse diante do crime, mas nunca caindo totalmente. É um espelho da sociedade (ainda que conte com um morcego vigilante e um palhaço anárquico); da lei não acompanhando a justiça; do mal súbito, inexplicável e adormecido enquanto o homem não chega ao limite de seus esforços. É uma reviravolta no gênero, que o eleva a um novo patamar ao mesmo tempo em que o desconstrói. Não é de se estranhar que o filme receba de muitos veículos a classificação cinematográfica "policial". Mais correto seria drama policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há crença em milagres ou destino. Não há esperança, mas também não há desistência. Somente há confiança nas próprias ações, e esse comportamento encontra seu ápice nos dois antagonistas, cada um reforçando as próprias idéias diante da figura adversária. Tal reforço inevitavelmente identifica uma ligação entre os dois lados. Como disse a crítica Isabela Boscov, &lt;span style="color: #666666; font-family: trebuchet ms; font-size: 100%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 100%;"&gt;&lt;i style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;o&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #666666;"&gt;mais existencialista dos super-heróis&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #666666;"&gt;ganha, assim,&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #666666;"&gt;um adversário&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #666666;"&gt;que é o seu exato oposto e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #666666;"&gt;complemento&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;– um niilista"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batman se adapta e reage aos desafios que sua metrópole impõe. Gotham City orienta seus passos. O Coringa, por sua vez, realiza o contrário: ameaça e faz a cidade seguir seus interesses até Batman interferir. Uma eterna ciranda que atinge seu clímax perto do fim, justamente quando troca seu compasso: Gotham oferece uma resposta que surpreende o palhaço e Batman antecipa o comportamento da população e faz com que ela siga o seu plano. É quando fica evidente o lado mais humano de qualquer herói ou vilão: sua capacidade de avançar para o bem ou para o mal, controlando sua própria vida para a nobreza ou para a tragédia, arcando com as conseqüências de cada decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span id="fonte" style="font-style: italic;"&gt;Batman escolheu ser Batman. Nada determinava a sua escolha (...) &lt;/span&gt;&lt;span id="fonte"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que a sua legenda nos diz, e talvez por isso dure tanto, é que o ser humano é cheio de imperfeições e maus impulsos, limitado pela biologia e condicionado por mitos e tradições, mas é livre para escolher o que quer ser. E decidir ser justo.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span id="fonte"&gt;(Luiz Fernando Verissimo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="fonte"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não podemos viver sempre em extremos. Se de um lado está Batman e seu manto negro e de outro está o Coringa vestindo suas cores, a maioria de nós está no meio, vendo a vida em tons de cinza.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-7375573018833104999?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/7375573018833104999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=7375573018833104999&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7375573018833104999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7375573018833104999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/07/escolha.html' title='Escolha'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-1326207446517752452</id><published>2008-06-30T17:16:00.008-03:00</published><updated>2010-06-04T00:49:14.806-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Sétimo</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Acredito em coincidências. Muitas coincidências em poucos dias, acredito em algum planejamento. Quando não se pode provar esse planejamento, faço um esforço. Ligo fatores, causas, uma série de razões conduzindo a determinado resultado. Nada com a presunção e muito menos um talento sherlockiano. Apenas reação. É natural entender as coisas por um jeito racional. E tão natural também é a incompreensão pelo mesmo jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã começa o segundo semestre do ano e isso me anima. Sempre me animou. Julho é mês de férias, não há nada místico ou metafísico para compreender a animação provocada. Correto. Mas o bem-estar vai além disso. Vislumbre de novas perspectivas, mesmo a organização não sendo o meu forte. Como se o ano fosse determinado para fornecer duas chances de se acertar: uma a cada seis meses. Qual acerto? Geralmente dou mais atenção aos erros, para irritação de muitos e tristeza própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho planos para o segundo semestre. Planos e vontades. Espero que dêem certo. Espero me sentir bem com os resultados, mesmo sendo imprevistos (tive boas mostras disso somente este mês). Por ora, vale o lado mais brilhante da moeda, a metade preenchida do copo, os eufemismos da conquista em vez dos sacramentos das frustrações. Devo voltar a escrever perto do fim do julho, não por falta de assunto ou disposição no intervalo, mas apenas para aproveitar a sensação de segunda chance do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sensação sem nada místico. Todos devem ter um período do ano onde o ar fica mais leve, sem influência direta do clima. Vai de cada um. Normal. Normal também é não entender exatamente o motivo de tudo isso e, mesmo mais tolerante e confiante, discorrer tempo e palavras para perguntar: por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem a idéia de como se pode ser chato com essas coisas. Em seguida vem a lembrança de como tudo isso é normal. É normal ser chato. É chato pensar que ser normal também é chato. Seja um ou outro: vai se resumir a um sorvete, enquanto fico costurando meus planos e anedotas, mesmo sem rumo e sem rotas, mas por fazerem bem merecem atenção. Principalmente neste mês, sendo exceção ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-1326207446517752452?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/1326207446517752452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=1326207446517752452&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1326207446517752452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1326207446517752452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/06/stimo.html' title='Sétimo'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-3758579672618575458</id><published>2008-06-26T11:08:00.009-03:00</published><updated>2010-06-09T19:09:39.882-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hq'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptações'/><title type='text'>Controle</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obter o máximo de lucro possível (sempre) é a primeira justificativa para se produzir duas versões cinematográficas e não correlacionadas de um mesmo personagem dos quadrinhos em apenas 5 anos. Mas os dois filmes do Hulk (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hulk&lt;/span&gt;, dirigido por Ang Lee em 2003, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Incrível Hulk&lt;/span&gt;, dirigido por Louis Leterrier e atualmente em cartaz) vão além desta questão, embora sempre comece pelo potencial financeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Bryan Singer foi convidado para dirigir o filme dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;X-Men&lt;/span&gt; e soube que se tratava de heróis mutantes lançando raios pelos olhos e outros super-poderes, quis recusar a proposta. Voltou atrás ao ouvir um produtor dizer que os mutantes eram vítimas de preconceito social e perseguição (Martin Luther King foi citado nesse argumento). Era um potencial dramático eficaz, obviamente sem esquecer das cenas de ação. O filme teve grande sucesso em 2000. Três anos depois, a produção de Hulk seguiu caminho semelhante: convidaram um diretor conhecido pelos seus dramas para dirigir a história do cientista Bruce Banner, um homem cheio de frustrações, e o seu conflito por se transformar em um gigante verde toda vez que se irrita, o que o leva a lidar (às vezes de maneira trágica) com seus traumas diante da figura do pai, da mulher amada, da sociedade. Momentos de ação e destruição também estavam incluídos. Incentivado pelo enorme sucesso de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homem-Aranha&lt;/span&gt;, lançado no ano anterior, o filme foi aos cinemas. Não fez o sucesso esperado. Outros personagens fizeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2000 para cá, mais de quarenta filmes baseados em quadrinhos foram produzidos. É o filão mais lucrativo de Hollywood. Adaptações cinematográficas de quadrinhos quase sempre trazem a certeza do retorno nas bilheterias (qualidade artística é outro campo). Foi essa realidade que possibilitou a Marvel Entertainment, uma companhia norte-americana de entretenimento responsável pelos direitos autorais de vários personagens famosos dos quadrinhos, financiar seus próprios filmes, sem a participação de qualquer distribuidora (o primeiro foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homem de Ferro&lt;/span&gt;). Isso garante mais liberdade e controle na direção dos filmes e, porventura, uma fidelidade maior às revistas, o que deve se converter em bons lucros com a venda de ingressos. Tal empreitada levará ao ambicioso &lt;a href="http://moviesblog.mtv.com/2008/06/11/first-look-at-iron-man-ii-thor-captain-america-and-avengers-well-sort-of/"&gt;projeto&lt;/a&gt; de lançar vários filmes de super-heróis, deixando ligações entre eles até reunir todos em um longa-metragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Incrível Hulk&lt;/span&gt; integra este cenário. Evidentemente o interesse maior é de ordem financeira, mas a sua produção faz parte de uma nova fase da Marvel nos cinemas. Muitos personagens da editora (Homem-aranha, Motoqueiro Fantasma, Demolidor) ainda estão sob a custódia de alguns estúdios e, nos cinemas, fazem parte de universos que não se cruzam. Ainda não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hulk&lt;/span&gt; de 2003, é interessante ver um personagem através de diferentes ângulos. Respeitando os limites éticos, toda liberdade artística é válida, nem que seja para mostrar o que não se deve fazer (como um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Motoqueiro Fantasma&lt;/span&gt; da vida). Não gostei do filme quando o vi pela primeira vez. E até agora não me agrada muito, um Hulk parecendo feito de chiclete e com uma edição homenageando os quadrinhos que tecnicamente é ótima, mas destoa muito do clima dramático da história. Mas agora vejo melhor suas qualidades. E também entendo com mais clareza porque prefiro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Incrível Hulk&lt;/span&gt;: mais do que ser fiel aos quadrinhos (o que já me cativa bastante), gostei de ver que não há sutilezas na raiva e no desespero do protagonista. No fim, acaba ecoando uma velha idéia sentimental: exercemos auto-controle demais; se é pra arrebentar, arrebente de vez. E em grande estilo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-3758579672618575458?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/3758579672618575458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=3758579672618575458&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3758579672618575458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3758579672618575458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/06/controle.html' title='Controle'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-2071716496290386545</id><published>2008-06-14T15:52:00.012-03:00</published><updated>2009-01-14T14:05:32.855-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='net'/><title type='text'>Cliques</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou o veto da veiculação do famoso vídeo de Daniella Cicarelli fazendo sexo com um namorado em uma praia da Espanha. Tato Malzoni, parceiro de Cicarelli no vídeo e autor do processo contra o site, pode receber até R$ 250 mil de multa diária caso a ordem seja descumprida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubens Decoussau Tilkian, um dos advogados de Malzoni, divulgou a seguinte nota:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Fica mantida a decisão que reconheceu a ilegalidade da divulgação do conteúdo sensacionalista do casal e a imposição de multa para aqueles que a desrespeitarem. Diante do desenfreado crescimento das ações judiciais em face desses provedores, são necessárias algumas medidas técnicas, de ordem preventiva, com o objetivo de trazer maior segurança aos usuários dos sites na Internet&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanho alguns blogs e li postagens comentando a decisão judicial. A maioria deles era contra. E, por revolta e pirraça, disponibilizavam links do tal vídeo. Menos de 60 segundos depois de ler sobre a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, encontrei cinco links veiculando o vídeo proibido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais serão essas medidas &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;técnicas&lt;/span&gt;, de ordem preventiva, citadas na nota do advogado? Pergunto porque, logo depois de ler sobre o vídeo, vi esse &lt;a href="http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2564"&gt;texto&lt;/a&gt;. Desta vez falava sobre a discussão entre jornalistas e blogueiros ocorrida na &lt;a href="http://www.campus-party.com.br/index.php3?SEC=15&amp;amp;action=HOME&amp;amp;SELECCIONADO=1&amp;amp;checksum=5b4123098b0c0db83c643064c59c9d42"&gt;Campus Party&lt;/a&gt;, em fevereiro deste ano. Um embate entre "a velha mídia e a nova mídia"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando li a notícia na época, não dei muita atenção. Foi um erro, não apenas por eu ser jornalista de formação e ter um blog (mesmo não sendo jornalístico), embora isso seja um agravante do meu descuido. Deveria ter me interessado mais principalmente porque minha principal fonte de informação é a internet, e as notícias que leio nos impressos ou vejo na televisão geralmente não são mais novidades, embora sempre procure saber mais em qualquer dos veículos. Sou um dos vários internautas que aproveita o alcance e liberdade da internet (especialmente blogs) para se informar melhor sobre um assunto &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;de acordo com a minha escolha, &lt;/span&gt;mas que ainda precisa conferir o tema nos canais oficiais (mesmo presos à linha editorial e outras amarras). Em outras palavras, meu interesse deveria ser maior simplesmente porque me envolve direta e diariamente, fazendo parte do que analiso, escuto, digo e opino, o que inclui este blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há "limites" nas notícias dos principais grupos de comunicação de Belém, por isso busco alguns blogs de informações, confiando na liberdade que eles podem ter. Contudo, a internet tem muito conteúdo falso, já que tudo é tão rápido e de fácil acesso que confirmar fatos e relatos nem sempre é prioridade, como se a rapidez fosse contra a segurança da informação. Como aponta &lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=314ENO002"&gt;Ricardo Noblat&lt;/a&gt;, a navegação virtual possibilita uma participação mais ativa do leitor e dá mais liberdade ao autor e, assim, quem garante a credibilidade do blog (seja de jornalismo, cinema ou automobilismo russo) não poderia ser ninguém além do seu responsável (e aqui inevitavelmente vai uma referência ao &lt;a href="http://www.crapula-mor.blogspot.com/"&gt;Crápula-mor&lt;/a&gt;, subindo cada vez mais no conceito ao analisar mídia, política e suas relações).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este feudo entre blogueiros e jornalistas é uma dessas discussões que são inevitáveis, embora perca cada vez mais a seriedade quando a rivalidade entre os dois lados predomina sobre o objetivo de melhorar a apuração das informações e incentivar os leitores a refletirem sobre o assunto. Não é qualquer blogueiro que pode se comportar como jornalista e nem todo jornalista se adapta (ou reconhece) à importância e aos mecanismos dos blogs e outras possibilidades da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal ferramenta dessa relação notícia-internet são os links: as recomendações e indicações que uma pessoa pode oferecer. O link é o caminho da credibilidade do autor e/ou do interesse do leitor, não esquecendo que uma característica depende da outra. Com a liberdade e a rapidez que a internet oferece, a principal segurança do internauta diante do conteúdo que vê é o seu bom senso e o seu conhecimento. Livros, filmes, músicas, pessoas, lugares e o resto da vida que não fica somente diante do monitor. A principal lição que nunca se esquece e nunca se aprende totalmente é que todas essas áreas de conhecimento que influenciam em nossas vidas estão ligadas e, por isso, não se pode desprezar ou supervalorizar nenhuma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, voltando à nota do advogado Rubens Decoussau Tilkian, é que me pergunto quais são exatamente as medidas técnicas que irão trazer maior segurança ao usuário da internet. Vetar não parece ser o melhor jeito (não precisei de 60 segundos pra me certificar disso). Regra de vida: se quiser aumentar o interesse sobre um obra, basta proibí-la. Se os seres humanos puderam aprender e se desenvolver tanto ao longo da História, mesmo com os todos os obstáculos físicos e naturais e com todas as atrocidades de nossas ditaduras, foi porque nós temos curiosidade em aprender, em confirmar, em conhecer, em testar. A curiosidade não deixa de ser uma necessidade. Venenos e remédios foram descobertos. Mares nunca dantes navegados foram singrados. Planetas foram visitados. Pilhas e pilhas de papel se formaram para armazenar todo esse conhecimento. O que vale clicar num link?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;PS: sobre o episódio da Campus Party, aproveito a deixa dos links e mostro um &lt;/span&gt;&lt;a style="FONT-STYLE: italic" href="http://www.interney.net/?p=9761727"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a style="FONT-STYLE: italic" href="http://www.brainstorm9.com.br/2008/02/14/campus-party-dinossauro-invade-aquario-dos-jornalistas/"&gt;outro aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;, mais um &lt;/span&gt;&lt;a style="FONT-STYLE: italic" href="http://colunas.g1.com.br/blogdoconvidado/2008/02/11/blogueiros-hostilizam-imprensa-na-campus-party/"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; e ainda &lt;/span&gt;&lt;a style="FONT-STYLE: italic" href="http://zumo.uol.com.br/2008/02/15/campus-party-um-debate-cheio-de-dedos-apontando/"&gt;este aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;. Há muitos outros. Este é um &lt;/span&gt;&lt;a style="FONT-STYLE: italic" href="http://videolog.uol.com.br/video.php?id=302955"&gt;vídeo&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; mostrando o clímax do embate entre blogueiros de jornalistas. Outro &lt;/span&gt;&lt;a style="FONT-STYLE: italic" href="http://www.youtube.com/watch?v=yJ9IJZEaSWc&amp;amp;NR=1"&gt;exemplo&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; está aqui. E, para mostrar que estava falando sério no início do texto, este é &lt;/span&gt;&lt;a style="FONT-STYLE: italic" href="http://video.google.com/videoplay?docid=-4615000681859675076&amp;amp;q=cicarelli&amp;amp;ei=QoxRSJzmEJP8rQLJg5nEDA"&gt;outro vídeo&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;. Um &lt;/span&gt;&lt;a style="FONT-STYLE: italic" href="http://www.brazzilmag.com/content/view/7746/54/"&gt;igual &lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;está aqui. E também há outros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-2071716496290386545?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/2071716496290386545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=2071716496290386545&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/2071716496290386545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/2071716496290386545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/06/clique.html' title='Cliques'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-3413943294348423207</id><published>2008-06-04T10:09:00.019-03:00</published><updated>2009-01-14T14:06:39.291-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='net'/><title type='text'>Permanência</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Anos atrás, ao atravessar uma rua, escutei um grande estrondo. Lembrou um trovão. Após o eco do barulho, perguntei à garota que me acompanhava o que deveria ser aquilo. "&lt;a href="http://www.arrebatamento.com.br/"&gt;Arrebatamento&lt;/a&gt; não é, pois ainda estou aqui!". E me deu um belo sorriso. Sorri de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ao navegar por alguns sites e blogs, encontro esta página: &lt;a href="http://www.youvebeenleftbehind.com/index.html"&gt;Você foi Deixado para Trás&lt;/a&gt;. Está em inglês. O seguinte trecho (onde fiz alguns destaques) está na parte em que explicam a razão (Why) de se usar os serviços do site:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Todos nós temos familiares e amigos que falharam em receber as Boas Novas do Evangelho.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Todos aqueles que não foram salvos serão deixados para trás na Terra e passarão pelo "período da tribulação" após o Arrebatamento. Você se lembra como, por um breve período, após 11/9/01, as pessoas ficaram mais abertas para questões espirituais (...). Imagine como ficarão chocados diante dos milhões de Cristãos desaparecidos e da devastação do Arrebatamento. Eles saberão que era verdade e desperdiçaram a chance de salvação. Haverá uma pequena janela de tempo por onde eles poderão alcançar o Reino de Deus. Nós tornamos possível a você enviar uma carta de amor a eles e um apelo para aceitarem Cristo uma última vez. &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Você&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;também poderá dar a eles algum auxílio para atravessar o período que lhes resta. Na parte encriptada de sua conta você pode dar a eles acesso a sua conta bancária, objetos de valor escondidos, procurações (você não precisará mais disso, e o presente enfatizará a mensagem de amor)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt; Como não haverá cadáveres, os tribunais levarão 7 anos para entregar os seus bens aos seus parentes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0); FONT-STYLE: italicfont-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;7 anos, obviamente, é todo o tempo que resta. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Então,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;basicamente o&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Go&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;verno do Anticristo terá posse de seus bens, a menos que vocês os torne&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,0); FONT-STYLE: italicfont-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,0); FONT-STYLE: italicfont-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;disponíveis de outra maneira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,0); FONT-STYLE: italic"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; Você também pode mandar informações baseadas nas escrituras sobre o que acontecerá a segui&lt;/span&gt;r.&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O serviço é basicamente armazenar 250 MB de documentos (incluindos senhas de contas bancárias) que serão enviados via e-mail para todos os entes queridos que foram deixados para trás, como é explicado na parte de 'serviços':&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Nós desenvolvemos um sistema para enviar documentos através de e-mail, para os endereços que você designou, 6 dias após o Arrebatamento. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Isto acontecerá quando 3 dos nossos 5 administradores espalhados pelos Estados Unidos não logarem durante um período de 3 dias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;.&lt;/span&gt; Outros 3 dias serão aguardados para evitar que qualquer alarme falso ative o sistema&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;.&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Supõe-se que os 3 administradores deixarão de logar após o Arrebatamento porque, afinal, eles também foram arrebatados. Uma maneira prática e até barata de garantir a eficiência do site. Entretanto, barato não quer dizer de graça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O custo é de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;40 dólares no primeiro ano&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;.&lt;/span&gt; A taxa da re-inscrição será reduzida conforme o número de inscritos no site aumentar. Diga aos seus amigos sobre Você foi Deixado Para Trás&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:times new roman;font-size:85%;"  &gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez não há imponentes clamores ou belas garotas. Mas continuo com o meu sorriso. Mesmo não sendo o mesmo, ele não ficou para trás.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-3413943294348423207?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/3413943294348423207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=3413943294348423207&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3413943294348423207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3413943294348423207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/06/deixado-para-trs.html' title='Permanência'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-6407081657124848552</id><published>2008-05-30T12:27:00.007-03:00</published><updated>2009-01-14T14:07:28.932-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Influenciado</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Não foi difícil entender: apenas quem ajudasse na programação à noite poderia ganhar a camisa e a bolsa do evento. Era a regra. A procura veio no dia seguinte: gente querendo ou até exigindo a camisa. Virou um bordão, "só quem ajudou no dia é que pode ganhar a camisa". A solidariedade se fez: motoristas, auxiliares, assessores, secretários e até o pessoal responsável pelo tombamento do patrimônio público disseram que ajudaram, de uma forma ou de outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendia o motivo. A camisa deveria ser para identificar quem estava na organização do evento. Também servia como brinde, mas somente para algumas figuras de maior destaque. Apenas isso. Não deveria justificar abordagens na portaria às 07h45 perguntando se eu tinha sobras ou dois operários dispostos a interromper uma reunião de diretoria (pelo menos eles convenceram, dizendo que o trabalho nas obras desgastava muito o tecido da camisa e, por isso, nunca dispensavam qualquer peça grátis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias posteriores muita gente usou a roupa. Devem fazer isso por uma semana, até enjoarem ou sentirem calor demais. Gosto da cor preta, mas não me interessei em usá-la com a imagem do evento. Não era feia, não era interessante. Talvez uma forma de identidade pessoal, talvez a idéia de que não se deve dispensar nada de graça (é uma camisa, não nossa juventude). Podia ser uma das justificativas para a procura. Orgulho ou gosto pelo tema não era. Pensei também que poderia ser uma prova concreta da participação no evento. Mas é uma razão prejudicada pelo número de pessoas que receberam a camisa e mal pisaram na recepção na noite de cerimônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou dando atenção demais a um caso sem importância. Diferença signicativa para quem, na noite do evento, foi ao cinema e que, na tarde do mesmo dia, pouco antes de ir pra casa, ouviu alguém com acesso às camisas perguntar se eu não queria uma. Respondi que não iria ao evento. Uma palavras no ar, levantei os olhos acima do monitor e vi a bolsa voando para a minha mesa. Quando caiu, uma parte do tecido preto envolto no plástico ficou à mostra. Disse "Ok" e guardei na minha pasta. Em casa, pendurei a bolsa com a camisa na ponta da cama. Não toquei mais, mal olhei de novo e provavelmente não pensaria mais nela, se não fosse tanta gente querendo uma igual, atribuindo uma importância maior do que o fato, mas à qual agradeço por servir de assunto ao último post do mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-6407081657124848552?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/6407081657124848552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=6407081657124848552&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/6407081657124848552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/6407081657124848552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/05/roupa.html' title='Influenciado'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-8771116737372345316</id><published>2008-05-23T16:27:00.005-03:00</published><updated>2010-06-04T00:49:28.550-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Hábito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Palavras pessoais são esculpidas ou vomitadas. Caminhos difíceis pra mim, trilho por insistência. Falta jeito e vontade pra tentar outros meios. Assuntos não faltam, mas diante do teclado a tentação é fugir do óbvio. Como se escrever sobre a falta do que escrever fosse algo original. De fato, nem toda construção formulaica é ruim, mas não vale se acomodar. Tentar, experimentar, aprimorar. Mas isso não se faz apenas lendo, suponho. É necessário escrever. Ainda não costumo copiar outros textos, embora sugestões não faltem. E, nas últimas vezes quando a idéia de uma postagem me assalta, estou com o livro sobre o peito, o gelo no copo ou o controle na mão. Uma ironia risível: quanto mais leituras e experiências, menor a produção.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Possivelmente os próximos meses apresentarão mudanças mais significativas. Talvez reflita aqui. Mas no fim, mudando pouco ou muito, importa uma atitude mais coerente e respeitável da minha parte. Fazer um hábito. E vem aquela voz, de diferentes tons, me dizendo "você precisa relaxar mais", e ainda escuto "pare de reclamar". Outra hora me diz com censura graciosa "toma vergonha". E logo vem o complemento: "sem gelo".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-8771116737372345316?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/8771116737372345316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=8771116737372345316&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8771116737372345316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8771116737372345316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/05/hbito.html' title='Hábito'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-1351862918152662993</id><published>2008-04-26T15:58:00.009-03:00</published><updated>2010-06-04T00:52:28.516-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Ressaca</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A frase "você não é mais criança" assusta. Não da boca pra fora, dita como sermão em flagra de doce escondido. Assusta quando a verdade cai no colo, sem ninguém precisar dizer, no máximo se aponta. Às vezes não se fala, apenas se ouve de nós mesmos o fato, a realidade, a situação. Ver mentiras no espelho serve como refúgio, mas a verdade sempre dá um jeito de lembrar: você não é mais criança.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Naturalmente as coisas não ficam mais fáceis por deixar pra trás a infância-adolescência. Pelo contrário. Erros continuarão vindo até o túmulo, mas eles pesarão mais. Pessoas serão afetadas por esses erros e irão responder, e os pais não poderão fazer nada, a não ser dar colo para as suas eternas crianças. Pessoas dependerão de erros e acertos para também errarem ou acertarem com outras pessoas. Pouca gente disposta a dar colo, muita gente disposta a cobrar responsabilidade. É justo dizer que há crueldade nisso?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Não demora a perceber que vai além da maioridade legal, de se ter carteira de motorista, de comprar bebidas alcóolicas e ir a danceterias e motéis. Vai além até de se pagar alguns custos próprios, como ônibus e cinema. Envolve fazer planos, sacrifícios e reservas até chegar onde se gosta e ter liberdade nisso (dinheiro e credibilidade). Dizer "dane-se" para o mundo é fácil. O mesmo não pode ser dito do estágio onde o mundo pode dizer tranqüilamente "dane-se" de volta. Não só dizer: fazer também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mágoas e outras frustrações sentimentais nunca serão exclusivas da adolescência, como se idosos também não pudessem ficar confusos sobre os próprios sentimentos. É humano, é assim. Mas não se pode sempre usar a juventude como desculpa para auto-piedade, nem o passar dos anos como única base para a amargura. Inocência e sensibilidade não são a mesma coisa. Não é exatamente fácil reconhecer o momento do silêncio, do desabafo, da raiva e da recuperação. Mas insistir em apenas em um deles não é somente infantil. É imaturo. E imaturidade, para quem se percebe adulto, deveria vir em momentos, não em temporadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há crianças eternas como no Sítio do Pica-Pau Amarelo. Terra do Nunca só nos livros, e ainda assim a Wendy cresce. Fácil demais falar... mas o reconhecimento de que à medida que se cresce se tem mais responsabilidade já é um passo. O que não impede recaídas. É a vida, na ignorância assumida ou na liberdade suada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-1351862918152662993?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/1351862918152662993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=1351862918152662993&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1351862918152662993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1351862918152662993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/04/ressaca.html' title='Ressaca'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-3982655606632034076</id><published>2008-04-04T17:00:00.003-03:00</published><updated>2009-01-14T14:09:22.594-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Garantia</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Interessante reconhecer fórmulas e modelos em qualquer segmento da vida. Filmes se destacam nessa parte. Lugares-comuns, clichês, estigmas... Alguns filmes de suspense e terror vão estrear nos cinemas em breve. Resolvi escrever sobre alguns "padrões" que aparecem nesse tipo de história. Evidentemente nada é inédito, já foram descritos com mais antecedência e inteligência em outros lugares.&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; &lt;/span&gt;Mas hoje estou com certo ânimo para escrever. Escolhi esse tema. Melhor aproveitar.&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corredores:&lt;/span&gt; paredes próximas são sufocantes, limitam a liberdade de movimentos, o que contribui para o nervosismo do espectador. Mas o principal efeito de angústia é o fato de não poder se desviar do caminho. Não há alternativas a não ser seguir em frente, mesmo que o perigo esteja lá. É a inevitabilidade do confronto ou a impossibilidade da fuga.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Banheiros:&lt;/span&gt; lugar-símbolo de privacidade, feito para se sentir à vontade e, portanto, mais vulnerável. Sem roupas, maquiagem, aparelhos de comunicação ou gente por perto. A pessoa só pode contar consigo mesma, conclusão que pode ser reforçada quando a única presença que ela vê é o seu reflexo no espelho. O uso do espelho também simboliza outros dois momentos: a reflexão do protagonista, onde ele toma uma decisão importante para seguir ao clímax da trama, e a impotência da vítima (e do espectador), quando ela vê o que está atrás dela, mas não consegue reagir a tempo. Além disso, banheiros costumam ser ambientes assépticos, onde a cor branca se destaca. Serve bem como cenário para a sujeira e o vermelho do sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Água:&lt;/span&gt; geralmente é elemento para vulnerabilidade, assim como o fogo significa perigo. As pessoas saem das ruas quando chove; o corpo fica exposto durante o banho; não se vê o que há atrás das ondas do mar ou sob a superfície do lago. Ao contrário do perigo imediato do fogo, pode-se atravessar a água, mas os movimentos ficam limitados e sempre há a preocupação em não se afogar. Um perigo lento, mas evidente, o que provoca mais angústia. Outra representação que a água pode trazer é o desespero ou a fixação de alguém. Um personagem quando mergulha de roupas no mar para salvar um ente querido ou sai sob uma forte chuva disposto a resolver um mistério expõe o desespero ou a resolução que a cena carrega. É o mesmo princípio que ressalta o efeito romântico de um beijo sob a chuva: é um momento que não pode ser adiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Crianças:&lt;/span&gt; quando o perigo é sobrenatural, são as primeiras a sentir e a se comunicar com o mal no filme, já que ainda não têm conceitos pré-definidos e estão sempre dispostas a observar o que é estranho. Por essa característica, também costumam representar a influência e o renascimento da calamidade, realizando o contraste entre a fragilidade infantil e o perigo que ela esconde (e também ressalta). Conferem ainda o sentimento de urgência e identificação ao espectador, já que a nossa formação moral e genética sempre nos orienta a proteger os pequenos a qualquer custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Mulheres:&lt;/span&gt; historicamente sempre simbolizaram a criatura pura e frágil a ser protegida pelo homem. Atualmente elas são mais ativas, fortes e decididas, mas o fato de serem fisicamente mais fracas do que os homens ainda é amplamente usado para aumentar o perigo da ameaça. Acabam funcionando como uma extensão da figura da criança: representam contrastes ao mostrar sua fragilidade (sem exibir passividade) sem deixar de reagir à altura da ação (tanto que geralmente derrotam o antagonista no fim da história). Podendo ser mães, a urgência em proteger a criança é potencializada. E a sensualidade que elas podem trazer serve como contraponto (e também complemento) à angústia do suspense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padrões facilmente reconhecíveis. E também muito eficientes, já que ainda funcionam depois de décadas e mais décadas de uso. Às vezes é melhor utilizar velhas fórmulas de maneira elegante do que ser original mas sem ter firmeza para isso. "O Orfanato" é um exemplo bem-sucedido dessa elegância e, principalmente, do sucesso em transmitir o essencial em um filme de horror e suspense: a impotência diante do perigo e a necessidade de enfrentá-lo, mesmo contrariando todas as expectativas de sucesso do mais primitivo instinto animal: a sobrevivência. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-3982655606632034076?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/3982655606632034076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=3982655606632034076&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3982655606632034076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3982655606632034076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/04/garantia.html' title='Garantia'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-1141963856796808455</id><published>2008-03-25T09:31:00.010-03:00</published><updated>2009-01-14T14:10:06.915-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Reação</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Se minutos antes da sessão dissera a meu irmão que se tratava de um filme seco, não me referia ao deserto na introdução de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Onde os Fracos Não Têm Vez&lt;/span&gt;. Tratava-se de um recado sobre o que se esperar do filme, já premiado com o Oscar e chegando com semanas de atraso em Belém. Prêmios e críticas elevam a expectativa. Não são incontestáveis atestados de qualidade nem determinantes obrigatórios da apreciação de cada telespectador. Mas, ao contrário do que dizem muitos afoitos que gostam da pose de alternativos contrários ao sistema (seja lá o que realmente for isso), ainda funcionam como referência no meio de tanta produção que sai do forno.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O "seco" dito antes era por presumir que o filme seria de uma simplicidade técnica e narrativa que não estamos habituados a ver. Simplicidade aparente, é claro. Vendo mais longe, há cuidados e decisões que se revelam complexos e talentosos. E foi isso que as premiações e críticas perceberam e louvaram. Pelo menos era o que eu julgava inicialmente. Estava ali para ver a prova. Supondo que meu irmão não lera tanto sobre o filme quanto eu, disse-lhe brevemente o que esperar, sem ter certeza. Se houvesse alguma, provavelmente não diria nada. Apenas que valia a pena (qual obra não vale?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visto o filme, procurei críticas e ensaios a respeito. Como costuma ser, li coisas que eu tinha percebido e ainda mais sobre o que eu não tinha prestado atenção. Claro que fui influenciado pelo conhecimento prévio na hora da sessão. Não poderia ser diferente, assim também como vou ter uma nova visão quando for assistir de novo ao filme. As águas correm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, contou mesmo o cinema. Além das leituras e da expectativa inevitável, mesmo que não seja incentivada, vale o gosto pelo filme. Algo diferente, remoendo na memória, o que inclui a última cena, motivo de reclamações de muitos espectadores. Normal. Quando penso num dos personagens falando "não sei como reagir a isso", acho que estou na mesma situação diante do filme, só sabendo que gostei dele por instinto. Agora procuro gostar ainda mais através de memória e raciocínio. Quem dera se eu sempre reagisse assim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-1141963856796808455?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/1141963856796808455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=1141963856796808455&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1141963856796808455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1141963856796808455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/03/reao.html' title='Reação'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-3466401649489153072</id><published>2008-03-12T15:38:00.005-03:00</published><updated>2011-10-05T03:00:10.838-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><title type='text'>Conservador</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Conservador, rancoroso, intransigente, pessimista, secamente frio e avalanche emocional. Não entendi o conservador. O resto admito, em grau maior ou menor de concordância. Alívio por ainda não me chamarem de hipócrita: procuro fugir dessa linha, conforme a medida humana permite. E aí vejo a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u380657.shtml"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'trebuchet ms'; text-decoration: none;"&gt;notícia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt; sobre a nova ofensiva da igreja católica contra o aborto (ainda não li na íntegra). É uma deixa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conservadorismo I&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, o tema do aborto é polêmico. Há a questão em definir exatamente quando começa a vida, se na fecundação, se no desenvolvimento cerebral, se a partir do momento onde o feto provavelmente passar a ter consciência... Há também casos de gravidez por estupro, anencefalia e presença de riscos de saúde para a mulher. Essa última parte envolve a conscientização da mulher em não tratar o aborto como "correção" para falha anticoncepcional, derrubar o pensamento de que se não deu pra evitar a concepção, pelo menos dá pra impedir o nascimento. Não é sempre caso de imaturidade, também pode ser desespero social e emocional. Enfim, debates e argumentos não faltam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, se a igreja aceitasse debates sobre suas doutrinas, seria um contra-senso. Ser contra o aborto por acreditar no direito à vida (que, segundo o catolicismo, começa na fecundação do óvulo) é um fato. Ser contra o uso de métodos anticoncepcionais usando o mesmo argumento é algo diferente. Por mais óbvio que seja o raciocínio, sempre surpreende quando o vejo por escrito: a igreja católica proíbe o uso de camisinhas e outros métodos anticoncepcionias; mas sem o uso destes, há grandes riscos de gravidez indesejada e contração de DST's. Como fica? Simples, pratique a castidade. Não faça sexo até se casar. Mesmo que as condições do Brasil não sejam muito favoráveis, arranje boas economias para sustentar um casamento e um filho. Somente aí entregue-se ao prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente, tomaram-me por esclarecido em algumas discussões sobre este assunto e fizeram perguntas complicadas, desde como o sexo pode afastar de Deus (resposta: não sei) até o limite (?!) virgindade pré-nupcial (resposta: risos). Quis muito dizer de uma vez minha opinião "esclarecida", mas achei melhor indicar a leitura da bíblia e de pesquisas sobre as doutrinas da igreja católica, entre elas o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.bibliacatolica.com.br/historia_igreja/30.php"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'trebuchet ms'; text-decoration: none;"&gt;celibato e a virgindade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;, para cada um formar uma opinião. As críticas não precisei indicar, elas pulavam toda semana nos jornais, de escândalos de pedofilia a casos de gravidez indesejada entre religiosos fervorosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na medida humana, ainda penso no conservador que me disseram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;Conservadorismo II&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;/span&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL344282-5602,00.html"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'trebuchet ms'; text-decoration: none;"&gt;novos pecados capitais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt; da igreja católica agora possuem uma dimensão social. Não se restringem mais à intimidade da luxúria ou a avalanche emocional da ira, por exemplo. O número de confissões diminuiu e o Vaticano concluiu que o sentimento do pecado está perdendo o seu valor. Se entendi bem, parece que católicos não sentem mais tanto remorso a ponto de irem à igreja e saber qual é a penitência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimentos com células-tronco, poluição de meio ambiente, riqueza excessiva, injustiça social, causar pobreza e o uso de drogas são pecados e os católicos devem pedir perdão por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte que mais me chamou a atenção (e acho que de muitos também) foi sobre riqueza excessiva. Haverá agora um limite para as doações do dízimo? O Vaticano se desfará de parte de seus bens materiais? A resposta surge implicitamente na seriedade da seguinte declaração do monsenhor Gianfranco Girotti:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;"Confissão em 15 ou máximo 20 dias antes ou depois de cometer o pecado, comunhão, oração segundo as intenções do papa, pureza e caridade"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não costumo confessar meus pecados depois de cometidos, imagina confessar antes de realizá-los. Nem sei como se faz isso. Mas gostaria de saber. Estaria antecipando o futuro e, dessa forma, quem sabe eu descobriria até onde o declínio católico vai fazer rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não entendi o conservador que me disseram.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas já aceito minha penitência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-3466401649489153072?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/3466401649489153072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=3466401649489153072&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3466401649489153072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3466401649489153072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/03/conservador-rancoroso-intransigente.html' title='Conservador'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-2816944056661387890</id><published>2008-03-06T19:33:00.007-03:00</published><updated>2009-01-14T14:11:41.809-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='net'/><title type='text'>Insatisfação</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;"Um estudo da Universidade de Tecnologia de Swinburne, em Melbourne, Austrália, descobriu que pessoas que mantém diários virtuais, ou blogs, são mais equilibradas e possuem vidas sociais mais saudáveis e felizes (...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em contato com a ABC, a professora Susan Moore [&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;coordenadora da pesquisa&lt;/span&gt;] explicou que, em parte, os blogueiros potenciais são pessoas de posições menos integradas à sociedade.&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;'Descobrimos que blogueiros potenciais estavam menos satisfeitos com suas amizades e se sentiam menos integrados socialmente, eles não se sentiam tanto parte de uma comunidade como as pessoas que não se interessaram em blogar', comentou, como se para estes blogueiros manter um diário virtual fosse como um pedido de socorro". (&lt;a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/080306/7/gjku69.html"&gt;texto completo&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Pensava que era frescura da minha parte...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-2816944056661387890?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/2816944056661387890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=2816944056661387890&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/2816944056661387890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/2816944056661387890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/03/tentativa.html' title='Insatisfação'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-6855129381932763906</id><published>2008-02-27T19:27:00.005-03:00</published><updated>2009-01-14T14:12:24.945-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><title type='text'>Pequeno</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;"Fiquem com Deus". Todos se levantavam e caminhavam em direção à saída. Minha parceira estava do outro lado da igreja, exalando perspicácia, observando quem estaria mais receptivo a uma aproximação. Era o que me parecia e, naquele momento, era o que me incentivava. Uma noite triste e cansativa como aquela representava um esforço maior em procurar histórias de milagres para um projeto de comercial. Eu estava encostado na coluna, cabeça baixa, caneta girando entre os dedos, esperando a multidão se dispersar. Observava as pessoas, mesmo dando mais atenção às minhas tolas indagações ao comparar "fiquem com Deus" e "saiam da igreja". Noite de missa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre sobravam algumas pessoas sentadas. Nossas melhores tentativas. Os dois circulando os bancos, esperando a oração acabar, reparando no recato das roupas, na velocidade dos múrmurios, na força no aperto das mãos, no suspirar antes de abrir os olhos. Algumas vezes comparei o nosso trabalho à um ritual de caça. O momento do ataque era o desvio do olhar do altar para os lados, se situando do ambiente antes de sair. Então chegávamos com educação, respeito, sondagem, pedidos, perguntas e anotações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre aprovações no vestibular e curas milagrosas de doenças, não era muito difícil perceber quem era fiel de todas as ocasiões e quem era devoto social em desespero. Muito bonito de se ver uma expressão genuína de fé, às vezes desconcertante, principalmente para pessoas que complicam tudo ao tentar se concentrar nas perguntas. Ao casos que não rendiam, seja pela gravidade da situação ou pela superficialidade na postura, restavam linhas e esquecimento. Ouro de tolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igreja quase vazia, reparei na mulher sentada perto da última fila dos bancos. Fui para o corredor lateral. Se notasse minha aproximação, ela poderia aumentar a resistência às minhas perguntas antes mesmo de eu dizer qualquer palavra. Antes de passar pela última coluna, notei que estava de olhos abertos, cabisbaixa, mãos cruzadas sobre o colo. Devia ter um pouco mais de 30 anos. Uma única presilha segurando os cabelos compridos. Percebeu minha aproximação e levantou os olhos. Parei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansaço. Tristeza. Controle. Persistência. Vulnerabilidade. Esperança. Talvez tenha sido esta última leitura em seus olhos que me fez olhar para o altar e depois me virar novamente para ela, antes mesmo de perceber tal gesto. Senti-me um pouco envergonhado. Já estava ali, fui em frente, talvez por instinto, mas totalmente desarmado. Respondeu que era devota. Não consegui pensar mais: perguntei se ela estava interessada em compartilhar sua história. Sorriu levemente e disse que não, numa mistura de reserva e cortesia que quase me fez pedir desculpas. No início do corredor, ainda pude vê-la abaixar mais uma vez a cabeça, mantendo o mesmo olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre sorrisos, lágrimas, declarações de fé e gestos de devoção, o maior impacto veio de um olhar. Já pensei que eu devia estar excepcionalmente cansado ou confuso, imaginei coisas. Mas ainda penso nisso quando vejo que certas atitudes e sentimentos estão além do nosso alcance de compreensão, ainda que não escape da nossa percepção. E é essa imagem que às vezes me ilustra a mente quando penso na idéia de que quanto maior o poder interno, menor o esforço para expressá-lo. Mesmo que não seja consciente, mesmo que não seja reconfortante. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-6855129381932763906?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/6855129381932763906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=6855129381932763906&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/6855129381932763906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/6855129381932763906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/02/pequeno.html' title='Pequeno'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-5308221166335317526</id><published>2008-02-19T16:03:00.007-03:00</published><updated>2010-06-04T00:52:45.774-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Dispensável</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Fui chamado para ser colaborador do &lt;a href="http://www.100grana.com/"&gt;100grana&lt;/a&gt;. Estou passando pela "fase de treinamento", como disseram aproveitando a deixa do próximo filme do Rambo. Está sendo bom. Muitas idéias boas. E vou treinando um jeito diferente de escrever, ser rápido, tentando me inclinar o máximo possível para o bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas idéias, por motivos óbvios, não merecem ser escritas lá. Talvez nem sequer mereçam ser mencionadas em nenhum lugar. Relacionar a renúncia de Fidel com o próximo filme do Rambo? Só se for em uma mesa de bar, com bons amigos pensando "apesar do que ele fala, é um cara legal". Ou talvez em uma partida de RPG. Até sessão de terapia. Mas sobra pra cá. Como tenho que dedicar tempo para escrever outras coisas, acaba vindo o resto da parte ruim do que é dispensável em uma conversa interessante. Liberdade de expressão, só agüenta o lixo (não é uma deixa pra Cuba).&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mas, antes do 100grana, a vontade de escrever baixava. O que era de interesse geral era escrito de forma melhor em milhares de outros sites, e eu apontava as referências. O que era de interesse pessoal... já começa mal por ser de interesse pessoal. E como não tinha ares de narração envolvente, e com o uso de outras maneiras de pensar sobre o assunto, deixava pra lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todas as explicações para a sua prática, muitos não entendem o silêncio. Querem ouvir, de preferência acompanhado sorriso do interlocutor. Palavras, piadas, porcaria em prosa. Apenas não querem silêncio. Interpretam como grosseria, falta de educação, arrogância. Reconheço minha falta de habilidade social e ser calado não melhora em nada. Mas essa necessidade de ouvir, ainda que seja pra ser enganado, não passa em branco. Lá no fundo da mente, sem alarde, vem a idéia do quanto pode ser estúpido alguém que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;precisa&lt;/span&gt; falar do pé do filho pra qualquer um. E acabo sorrindo com a cena. Quando notam o sorriso, algo se ilumina até perceberem que não estou sorrindo pelo motivo imaginado. A ignorância se reflete. Sem palavras. E eu sorrio ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-5308221166335317526?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/5308221166335317526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=5308221166335317526&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/5308221166335317526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/5308221166335317526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/02/dispensvel.html' title='Dispensável'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-3502447329142071435</id><published>2008-01-29T19:07:00.003-02:00</published><updated>2009-01-14T14:13:43.762-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Trogdor</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;color:#000000;"&gt;Sempre considerei o Congresso Nacional um lugar elegante. As duas conchas, a linha vertical no meio, a aparente simplicidade da construção combinando com a vastidão da Praça dos Três Poderes, tudo agradou minha visão. Encaixou no meu gosto, da mesma forma que o Museu de Arte Contemporânea, &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname productid="em Niterói. Disco" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Niterói. Disco" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Niterói. Disco" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Niterói. Disco" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Niterói. Disco" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Niterói. Disco" st="on"&gt;em Niterói. Disco&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt; voador atraente, belo. Claro que o cenário da praia da Boa Viagem e o Pão de Acúcar ao fundo ajudam a iluminar os olhos. O museu, contudo, é inegavelmente bonito. Não consigo dizer o mesmo do Museu Oscar Niemeyer, &lt;st1:personname productid="em Curitiba. Posso" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Curitiba. Posso" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Curitiba. Posso" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Curitiba. Posso" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Curitiba. Posso" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Curitiba. Posso" st="on"&gt;em Curitiba. Posso&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt; opinar apenas sobre o lado exterior, já que estava fechado no dia. As fotos internas mostram um lugar vasto e belo, deve ser mesmo. Mas o formato de olho do lado de fora me despertou mais curiosidade do que admiração. Até me lembrou outras formas, além do olho humano, o que me fez pensar se Niemeyer ainda é um grande piadista. Já tive essa impressão quando soube o que era o Memorial da Cabanagem, &lt;st1:personname productid="em Belém. Sim" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Belém. Sim" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Belém. Sim" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Belém. Sim" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Belém. Sim" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Belém. Sim" st="on"&gt;em Belém. Sim&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;, não deixa de ser uma homenagem ao movimento cabano, cuja importância histórica no Brasil nem merece ser colocada &lt;st1:personname productid="em questão. Mas" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em questão. Mas" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em questão. Mas" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em questão. Mas" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em questão. Mas" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em questão. Mas" st="on"&gt;em questão. Mas&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt; a construção em si...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;st1:personname style="FONT-FAMILY: trebuchet ms" productid="em si... ￼￼Lembra" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em si... ￼￼Lembra" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em si... ￼￼Lembra" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em si... ￼￼Lembra" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em si... ￼￼Lembra" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em si... ￼￼Lembra" st="on"&gt;Lembra&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt; um gráfico. Feio. E com o ambiente do bairro do Entroncamento, ficou mais feio ainda. Não bastasse a própria figura, ainda ficou sujo e abandonado durante anos pelo governo e pelo povo. Não há uma placa informando o que é aquilo e o que representa. Quando li a explicação do Niemeyer para o projeto, supus que era tão simples que não pude entender (e me achei muito estúpido). Depois de reler, achei graça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... &lt;em&gt;uma inclinação acentuada apontando para um ponto sem fim, representando a história. Terá no meio, uma ‘fratura’. Um pedaço do monumento que jaz no chão, representando a ruptura do processo revolucionário da cabanagem, a sua derrocada. Mas como a cabanagem continua viva na memória do povo paraense, o bloco continuará subindo para o infinito..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me soou um esforço de criatividade. E nem falo do fato dele não ter cobrado pelo projeto. Só me pareceu que não teve muita atenção como merecia. Talvez implicância minha. Mas depois de ler no ano passado que ele não se lembrava do tal monumento em Belém, talvez não seja mera implicância. Reconheço que se lembrar de todos os grandes projetos aos 100 anos é querer muito. Mas também sei que, na mesma entrevista, ele demonstrou muita lucidez, citando detalhes de criações passadas, projetos futuros e governos atuais ("Bush é uma merda!").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ao ver a escultura de aço inaugurada em Havana ontem, pensei de novo que Niemeyer fez algo nas coxas. Ele é uma das maiores mentes da arquitetura mundial, é comunista e é amigo de Fidel, justificando plenamente as comemorações de Cuba com a imagem metálica do cubano erguendo a bandeira natal "na defesa da soberania contra o monstro imperialista". Vendo a imagem da escultura e lendo o texto, mais uma vez achei graça. Lembrei de um vídeo que assisti, uma montagem de desenhos infantis com a música &lt;i&gt;Trogdor&lt;/i&gt; ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é qualquer coisa extraída da mente de um gênio que pode ser reconhecida como obra-prima. Se Niemeyer sabe disso, não sei. Pode ter sido piada, pode ter sido sério. Ou, simplesmente, pode ser alguma satisfação, na sua poltrona e fumando seu charuto, em ver a repercussão que ainda gera, desde gritos de "Viva el comandante!" até berros de "Trogdooooooor!".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-3502447329142071435?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/3502447329142071435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=3502447329142071435&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3502447329142071435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3502447329142071435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/01/trogdor.html' title='Trogdor'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-8453290930181310109</id><published>2008-01-24T14:13:00.001-02:00</published><updated>2009-01-14T14:14:56.325-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hq'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Semelhança</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Nota: o texto deveria ter sido postado ontem. Imprevistos, não quis mudar, ficou pra hoje.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucos dias morreram os atores Brad Renfro (a criança de "O Cliente", vítima de overdose de drogas no dia 15, estava com 25 anos) e Luiz Carlos Tourinho (rosto conhecido do humor na Globo, seu aneurisma cerebral rompeu no dia 21, estava com 43 anos). Nunca chamaram a minha atenção antes, é fato. Mas duas mortes repentinas de atores famosos em menos de uma semana não se ignora facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ouvir que "o novo Coringa morreu" e confirmar a notícia na internet, a supresa foi forte&lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;&lt;/span&gt;. Queria falar com alguém que, assim como eu, alimentava a expectativa de ver o Heath Ledger atuando no próximo filme do Batman. Falei com um dos &lt;a href="http://www.100grana.com/"&gt;lisos&lt;/a&gt; e ele, após me perguntar (e também perguntando a si mesmo) o que deve ter provocado a morte do Ledger, disse que era quase como "um marketing bizarro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem eu e nem ninguém que conheço dava bola para os papéis ou filmes do Ledger até ele ser confirmado para o papel de Coringa em "The Dark Knight". Protestos ridículos pela escolha, principalmente depois dele ter interpretado (com talento reconhecido) o cowboy homossexual de "Brokeback Mountain". Vieram as fotos promocionais e o trailer e o novo Coringa ganhou respeito. Psicopata e insano, tão extravagante quanto perigoso. Todos aguardavam ansiosos o resultado final, sabendo que tanto a recompensa quanto a frustração podem vir em medidas generosas. Geralmente, a tendência é negativa. Mas o que seria da vida se o cinema, a tv, a literatura e outras artes não criassem essa vontade de se ver reconhecido ou de se evadir figurativamente em uma obra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os motivos da expectativa para o novo Coringa vão além do fato dele ser antagonista de um provável sucesso de bilheteria, seqüência de um filme que revitalizou nas telas um personagem icônico dos quadrinhos (o alcance que o reconhecimento do símbolo do morcego possui só é comparável ao S do Superman). Batman é um personagem desequilibrado e seus inimigos não ficam atrás. A maioria deles é reflexo de conflitos comuns a muitas pessoas consideradas normais. Claro que tais conflitos são elevados a uma potência muito maior e podem ser retratados de forma exagerada, mas têm fundo na mente humana. Como já escreveu o Alan Moore em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A Piada Mortal&lt;/span&gt;, "só é preciso um dia ruim para reduzir o mais são dos homens a um lunático". E ele estava se referindo ao Coringa. Ledger, que contava 28 anos de idade, disse que as filmagens do "The Dark Knight" o deixaram exausto a ponto de atrapalhar seu sono, por isso ele começou a tomar o remédio que supostamente o matou ontem (ainda não há conclusões). Semelhança trágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta conferir nos cinemas se Heath Ledger fez um bom trabalho. E lembrar que, além de cinema e quadrinhos buscarem grandes histórias na realidade humana mesmo com um enredo fantástico, a melhor lembrança de que a vida é real é sua efemeridade. Esteja no fundo como Brad Renfro ou auge como Heath Ledger, um dia ela acaba.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-8453290930181310109?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/8453290930181310109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=8453290930181310109&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8453290930181310109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8453290930181310109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/01/semelhana.html' title='Semelhança'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-8569717316171465947</id><published>2008-01-12T15:32:00.003-02:00</published><updated>2010-06-04T00:53:07.385-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Tea for one</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Novamente a memória vence outras idéias e conduz a escrita. Não por nostalgia, remorso, saudade. Talvez uma mistura de tudo isso e além disso. Momentos onde a sua compreensão não é condição para aproveitá-lo. Cabeça baixa, não esperando aprovação, apenas respeito. Mesmo sozinho. E o levantar dos olhos, um dos momentos mais dignos e misteriosos do ser humano, ainda não veio. Não há pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado, braços sobre os joelhos, costas apoiadas na parede suja, no frio da noite. Sem busca de respostas coerentes para agir assim. Se existem, não importam. Muita coisa aconteceu e não houve tempo para refletir. Talvez porque não seja preciso, talvez nem seja recomendado. Mas é impossível não pensar a respeito. É fato assumido e acordado em todos os momentos de solidão tranqüila e pensativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bebida nova é estranha, mas o gosto vai melhorando. Pra não ficar de estômago vazio, uns biscotinhos sem graça. Sensação de calma. Os olhos se levantam. As luzes da cidade parecem um pouco forte demais. Hipnóticas. As costas vão da parede ao chão. A vista, da cidade às estrelas. O copo ao alcance da mão. Por segundos, os olhos se fecham para se lembrar dos momentos de euforia e tristeza dos próximos dias. 'Quanto mais as coisas mudam, mais elas continuam as mesmas'. Mais o mesmo, mais se muda. O ser humano. Especial e atordoado por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginar tal noite descrita num texto de computador não passou pela cabeça. Se passasse, não faria diferença. Nem pessoas fariam, especialmente algumas. O mundo não fazia diferença. Apenas importava a calma, o céu, o copo e os fones nos ouvidos, fazendo aquela música entrar na mente e evocar tanta coisa tempos depois, agora e mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-8569717316171465947?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/8569717316171465947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=8569717316171465947&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8569717316171465947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8569717316171465947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/01/tea-for-one.html' title='Tea for one'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-1314183363246903196</id><published>2008-01-07T15:16:00.001-02:00</published><updated>2009-01-14T14:16:06.761-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Registro</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Acordei tarde, mãe brigando pelo atraso, mal tomei banho, não tomei café, peguei o ônibus e, ao descer, fui correndo com todo fôlego possível pra igreja. Ofegante e suado, acabei sendo o primeiro a chegar. Mais tarde, quando os outros apareceram, comentaram sobre eu ser o único a estar usando preto para o batizado, algo não recomendado, principalmente quando se é o padrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário inútil. Fui chamado para ser padrinho da minha prima, que já devia estar com uns 3 anos, e a mãe dela já sabia do meu jeito avoado aos 15. A roupa preta (antes de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Tropa de Elite&lt;/span&gt;) eu estava começando a usar com freqüência. Não tinha idéias formadas sobre igreja e reuniões familiares, mas algo já não me agradava. Ficava calado. Sorria pouco e não era difícil de ser chamado de bicho-do-mato por parentes. Havia a conversa (mole) de que era o padrinho que cuidaria da criança caso os pais, por algum motivo, não pudessem dar conta. E eu ainda estava levando um intensivão da vida no ensino médio. Por falar em pais, sempre me dei bem com minha tia, mas era moleque e casmurro demais pra ter a famosa relação estreita de confiança que há entre minha mãe e seus irmãos. Por isso são geralmente eles os padrinhos dos sobrinhos. Diretamente óbvio: eu não significava a melhor opção tradicional para ser padrinho. Mas simplesmente a menina gostava de mim, se divertia no meu colo, me achava engraçado, gostava que eu a jogasse pro alto, sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca dei muito certo com crianças. Não me derreto em sorrisos (admito que recentemente aparecem uns sorrisinhos de gengiva e umas bochechas muito graciosas e infláveis, quero dizer, infalíveis pra dar vontade de apertar) . Minha altura talvez intimide. Se a acho mimada demais, escancaro minha antipatia sem pensar muito. Se estou de mau humor, quase não olho. Nada muito diferente dos adultos. Se a minha afilhada aprensentasse muita frescura, eu não não tratá-la diferente de outras crianças do meu convívio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acabou saindo um tratamento diferente. Atenção mais apurada. Paciência menor. Quando ela era muito violenta, eu não a ignorava como fazia com outros. Até revidava. Se ela pegava pesado, eu respirava fundo e lembrava que era uma criança. Se continuasse, voltava a respirar fundo e retrucava pesado também. Já valeu imobilização, travesseiro, corda, água... Esquentadinha e inteligente. Um tipo padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje ela faz 11 anos. Cresceu bastante. É mais calma. Já não fica tanto perto das outras crianças. Na última vez que a vi, mostrou um comportamento até adulto, não correndo, ouvindo o Ipod (bem que ela podia me ensinar) sem se exibir, procurando saber o que falta pra levar à mesa de jantar. Me deu vontade de perguntar se ela ainda faz e vende pulseiras artesanais ("a pele dela é delicada?" "ela gosta de amarelo?" "é melhor então essa aqui pra você dar pra ela", sincera, pois a indicação era a mais barata de todas as opções). Quis perguntar se ela ainda tira boas notas, se ela tá gostando da nova casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não deu. Ela tava na dela e eu não me senti muito animado pra sair andando atrás só pra puxar papo. Hoje tinha idéias de um post sobre dúvidas, divagações e esses aborrecimentos de ser humano. Mas lembrei dela. E escrevi. Ela não deve ler. Mas, para todos os efeitos, a escrita serve pra isso: registro, ainda que não chegue à referência. Do carinho daqui à leitura de lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-1314183363246903196?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/1314183363246903196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=1314183363246903196&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1314183363246903196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1314183363246903196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/01/registro.html' title='Registro'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-7292437446342240545</id><published>2008-01-04T15:32:00.003-02:00</published><updated>2010-06-04T00:53:25.534-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Natural</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Gostaria de não pensar mais nisso. Não adianta. Pelo menos não pensar nos motivos para raciocinar de forma tão crítica em momentos inapropriados. Ser desta forma já não é fácil. Pensar no porquê desta forma é filosofia demais. Não muda nada, só apura o julgamento e empurra tudo em direção ao mal-estar. Descendo a rua, milhares de pessoas usando branco, palcos armados, diferentes tipos de música, bebidas e o clima de alegria, principalmente quando sentia ela apertar a minha mão, sorrindo. Eu sorria de volta. Sentia o frio nas costas e lembrava da garrafa na bolsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um sorriso sincero. A mesma sinceridade veio quando diminuí o passo e olhei as pessoas, a areia, o mar e as luzes dos navios ancorados não muito longe da costa. Estávamos num ponto mais alto e isso facilitou o isolamento da minha visão. E veio a dúvida. Não sabia se eu me encaixava ali. Investi dinheiro, tempo e energia para estar naquele lugar. Lembrando dos acontecimentos do ano, sempre a sensação de ainda faltar muita coisa. Todos os atos estúpidos e ingênuos cometidos e eu determinado a não repetí-los no próximo ano, mesmo sabendo que eles virão, mais suaves ou piores. A mesma visão buscando erros e mais erros diante daquela multidão branca é a mesma quando vê o texto no computador ou se olha no espelho. A satisfação nunca presente. Todas as trevas e imbecilidades atravessando a mente em milésimos de segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O puxão repentino me fez curvar pra baixo. Perto da boca. Um sussuro, uma sentença, um sorriso. Entreguei os pontos. Não apenas por ela e pela ocasião, como já aconteceu outras vezes. Esses momentos são importantes. Algo diferente desta vez, por mim. Não adianta. É natural. Desanimo rápido, mas não desisto fácil. Não é a meia-noite que mudará isso. Sou assim. Não vou mudar fácil. E não vou ser o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-7292437446342240545?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/7292437446342240545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=7292437446342240545&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7292437446342240545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7292437446342240545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2008/01/passagem.html' title='Natural'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-3345793425726923423</id><published>2007-12-28T14:57:00.002-02:00</published><updated>2010-06-09T19:12:17.382-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relembrando'/><title type='text'>Trilha</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sempre há momentos em que a vida deveria ter trilha sonora, como diz aquela comunidade. Este ano abrigou vários desses momentos, deixando mais claro do que gosto e, principalmente, do que não gosto. E as conseqüências estão vindo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Uma lista das cenas de filmes e suas músicas que mexeram comigo (antes e durante 2007).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;7 – &lt;b&gt;Little Green Bag&lt;/b&gt;, de George Baker Selection: créditos iniciais de &lt;i&gt;Cães de Aluguel&lt;/i&gt;, logo após a conversa sobre Madonna e gorjetas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;6 – &lt;b&gt;Extreme Ways&lt;/b&gt;, de Moby: Jason Bourne se dirige à escuridão &lt;st1:personname productid="em Ultimato Bourne." st="on"&gt;em &lt;i&gt;Ultimato Bourne&lt;/i&gt;.&lt;/st1:personname&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;5 – &lt;b&gt;Wise Up&lt;/b&gt;, de Aimme Man: belo momento de &lt;i&gt;Magnólia&lt;/i&gt;, onde todos se unem, mas ainda sozinhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;4 – &lt;b&gt;Sparring Partner&lt;/b&gt;, de Paolo Conte: após um jantar de confissões e decepções, o casal protagonista de &lt;i&gt;O Amor em 5 Tempos&lt;/i&gt; e seus convidados vão ao vinho e à dança.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;3 – &lt;b&gt;Wake Up&lt;/b&gt;, de Rage Against the Machine: Neo deixa um recado à &lt;i&gt;Matrix&lt;/i&gt; e olha pro céu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;2 – &lt;b&gt;Angel&lt;/b&gt;, de Massive Attack: Henry se martiriza enquanto o bar vira um delírio visual &lt;st1:personname productid="em A Passagem." st="on"&gt;em &lt;i&gt;A Passagem&lt;/i&gt;.&lt;/st1:personname&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;1 – &lt;b&gt;Bittersweet Symphony&lt;/b&gt;, de The Verve: Kathryn descobre o que Sebastian deixou pra trás &lt;st1:personname productid="em Segundas Intenções." st="on"&gt;em &lt;i&gt;Segundas Intenções&lt;/i&gt;.&lt;/st1:personname&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a lista vai mudar. Há muitos filmes e muitas músicas. O espírito nunca é o mesmo em cada um deles.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-3345793425726923423?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/3345793425726923423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=3345793425726923423&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3345793425726923423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3345793425726923423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2007/12/trilha.html' title='Trilha'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-7437264171485940618</id><published>2007-12-18T19:10:00.001-02:00</published><updated>2009-01-14T14:18:24.019-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Sessão</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Vi &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Eu, Robô&lt;/span&gt; no cinema. Gostei. Sem sono e com dor de ouvido, novamente assisti ao filme, agora na TV, ontem à noite. Nem lembrava da citação de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Frankenstein &lt;/span&gt;em certa parte&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;. &lt;/span&gt;A evolução das máquinas e seu inevitável confronto com o ser humano, como já visto em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Metropolis&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Blade Runner&lt;/span&gt;, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Exterminador do Futuro&lt;/span&gt; e &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Matrix&lt;/span&gt;. O melhor filme que assisti esse ano no cinema também foi um de ficção: &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Filhos da Esperança. &lt;/span&gt;Lançado em 2006, mas a exibição só veio em janeiro desse ano em Belém. Mulheres não têm mais filhos há anos, a humanidade vai entrando sem hesitar no caos da iminência de sua extinção e um homem bastante pessimista descobre que ainda há uma mulher grávida no mundo. Além das tensas seqüências inteiras sem cortes e da fotografia, é interessante perceber que, diante da inexistência de uma geração seguinte, a resposta humana é intensa ao ir contra parâmetros que regulam uma sociedade. Terrorismo, revolta, egoísmo, destruição, ceticismo. Por que se guardar para um amanhã que ninguém vai aproveitar? Por que não liberar o ódio ou as mais loucas idéias para o mundo agora, já que em pouco tempo ele será um lugar deserto? Os bons filmes de ficção retratam algo verídico da sociedade, com previsões e analogias. Se um dia todas as mulheres ficarem estéreis, não acredito que haverá união e solidariedade entre as pessoas para enfrentar e esperar o fim da raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu filme preferido de ficção, contudo, ainda é &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Gattaca. &lt;/span&gt;A ciência genética é extremamente avançada, a manipulação de genes na concepção de uma criança torna-se prática comum. Os pais determinam com a maior precisão possível as características dos filhos antes do seu nascimento. Doenças hereditárias, tendência a agressividade, depressão, miopia, calvície, baixa estatura... todos os "defeitos" são evitados na manipulação dos cromossomos. As qualidades desejadas também podem ser combinadas. Nenhuma concepção fica mais ao acaso de fluidos e prazeres, principalmente porque aqueles que foram concebidos naturalmente tornam-se vítimas de preconceitos e são rebaixados na sociedade. Com o histórico de preconceito racial da humanidade, é muito crível essa resolução. Não tarda para que o filme mostre que não é nossa genética, mesmo com toda a sua influência em nossas vidas, que explica a nossa imperfeição, nem que possíveis desvantagens em nosso DNA determinem o alcance na capacidade de superação e sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Filhos da Esperança&lt;/span&gt;, a surpresa de ter filhos é um milagre. Em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Gattaca&lt;/span&gt;, a mesma surpresa é um revés. No primeiro, a humanidade vê o seu fim. No segundo, vê um estágio de evolução. E em ambos os protagonistas não se encaixam no que vêem e reagem. A impressão inicial é de que essa reação foi provocada pelo instinto de sobrevivência e auto-afirmação ou até simplesmente por uma ética solidária ao sofrimento alheio. Tempos depois, essa impressão se mantém, mas mostra a sua raiz: a reação ocorre porque é digno do ser humano viver em oscilações e mutações, encurvando os caminhos retilíneos e planos a sua frente, mostrando do que é capaz (para o bem e para o mal) nem que pra isso tenha que lançar desafios e provocações a queridos e inimigos. Instabilidade, desvios de conduta e quebras de etiqueta vão além da genética e da sociedade. São inerentes ao ser humano e ele faz o mundo caminhar com isso. Não é fácil. O fim pode ser doloroso. Mas após filmes, livros e experiências próprias, é difícil pensar que vale a pena ser e ter o sempre igual. A vida não é feita de momentos uniformes. E, ainda assim, é uma só. Pode passar rápido como um filme, mas ninguém sabe como fica depois que a tela se apaga. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-7437264171485940618?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/7437264171485940618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=7437264171485940618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7437264171485940618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/7437264171485940618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2007/12/sesso.html' title='Sessão'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-684382610524596288</id><published>2007-12-13T18:13:00.004-02:00</published><updated>2010-06-04T00:55:42.522-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relembrando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='net'/><title type='text'>Interferência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 100%;"&gt;Não sei mexer muito com palavras. A idéia do blog era esquisita. Escrever? Só se fosse por algum valor didático, como mostruário de erros e clichês, mesmo após revisões e mais revisões. De resto, não vale a pena um texto meu de caráter pessoal. Porém, incentivado por uma &lt;a href="http://simplesmentecily.blogspot.com/"&gt;amiga&lt;/a&gt; , fiz o blog. Diversão apenas. Mas virou algo de terapia. A serenidade não digita tão bem quanto o impulso. Com a indignação e tristeza, as palavras correm estimando a sinceridade e presas à estupidez. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Espírito calmo, vale mais correr pra pessoas queridas, doces ou filmes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 100%;"&gt;&lt;br /&gt;Conheci outros blogs. Tive a impressão de que muitos partilhavam a mesma característica: escrever não necessariamente para ser lido, mas para ficar tranqüilo. &lt;a href="http://paulistanices.blogspot.com/"&gt;Paulistanices&lt;/a&gt; é uma exceção, sempre deixou claro que escrever é quase uma necessidade fisiológica, tamanho é o talento e a instabilidade (espero que ela esteja melhor). Bons textos, às vezes não necessariamente pela escrita, mas pela personalidade. E, mesmo com todo aquele banho de visual e letras, eu continuava com meus textos chatos, pesados, sinceros, buscando me trazer calma e experiência (a última parte sempre funcionou).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tenho que agradecer pelos bons textos que li. De &lt;a href="http://loucaporblog.wordpress.com/"&gt;humor gaiato e inteligente&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://desarajevo.blogspot.com/"&gt;sensibilidade esperta&lt;/a&gt; (embora pouco freqüente) ou &lt;a href="http://essapassou.blogspot.com/"&gt;capazes de escrever um tijolo com a graça de uma pluma&lt;/a&gt;. Gostei muito, nem sempre por ler, mas por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;entender&lt;/span&gt; algo mais. E, um ano após o primeiro post, talvez possa ir pegando o jeito e dar mais margem ao agradável. Textos ruins voltarão, mas a visão vai ficando mais atenta ao lado brilhante da moeda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 100%;"&gt;"&lt;span style="font-family: georgia; font-style: italic;"&gt;Assim como não se ensina a escrever, tampouco se ensina a imaginar. Mas a imaginação pode ser estimulada, atiçada, e mesmo, e infelizmente, desperdiçada. Ao preferir a imaginação, o que se trabalha não é a língua, nem a história da literatura, e muito menos o "escrever bem", ou qualquer outro valor fixo. Trabalha-se, ao contrário, a diversidade, a irregularidade, o desvio e o susto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 100%;"&gt;(José Castello)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;PS: ainda valendo a regra da sinceridade: se possível ser além do amor (qualquer que seja a sua medida, qualquer que seja a sua realidade) e do pieguismo, tenho muito que agradecer a ela. Por todos os momentos em que ela consegue entrar em sintonia comigo mesmo com minha inclinação natural a fazer jus ao título do blog. Espero de todo o coração que possa haver sempre momentos em que palavras possam ser substituídas por sorrisos e olhares. Por mais um ano. Por mais outros. Obrigado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/R2GXQcmCxeI/AAAAAAAAAAM/DsaOvyUSGJw/s1600-h/10-11-06_2140.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143558558243276258" src="http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/R2GXQcmCxeI/AAAAAAAAAAM/DsaOvyUSGJw/s400/10-11-06_2140.jpg" style="cursor: pointer; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-684382610524596288?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/684382610524596288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=684382610524596288&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/684382610524596288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/684382610524596288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2007/12/interferncia.html' title='Interferência'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6am5nvOOhRY/R2GXQcmCxeI/AAAAAAAAAAM/DsaOvyUSGJw/s72-c/10-11-06_2140.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-8017219932066550177</id><published>2007-12-10T16:11:00.002-02:00</published><updated>2009-01-14T14:19:47.876-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Província</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Cinema no sábado. O moviecom fez uma reforma: a bilheteria agora fica no corredor da galeria e a entrada é pelo espaço onde era a locadora Cinema 4. Entrega o bilhete ao funcionário desatento, atravessa as cortinas e entra na sala por baixo da tela. Procurando um lugar, vê a maioria dos assentos rasgados, espuma e tecido saltando. "Onde é que tem tanto animal pra fazer isso?". "Em Belém", respondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shopping no domingo. Primeiro a livraria. Pequena, mas ainda existente. Vendo uns livros, alguns me interessam, vou verificar o preço. Passo o código de barras na leitora e nada acontece. Faço de novo. Mais uma vez. Nada do preço. O livro não estava registrado. Pego outro. Nada também. Volto à prateleira. Um livro me chama a atenção e arrisco de novo com o código. Nada. Uma funcionária se aproxima e diz que as leitoras de código não estão funcionando, ela verificaria o preço direto no caixa. Antes fosse direto a mim e avisasse do enfeite das leitoras, antes de me ver brincar com o código de barras três vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revistaria logo depois. Mangás estavam em outro lugar e sem muitos lançamentos que já tinha visto em outras bancas. Quadrinhos tiveram seu espaço reduzido. Livros de RPG também. Auto-ajuda e horóscopo ganharam mais terreno. E muitas, mas muitas revistas danificadas. Vi revistas sobre uma superfície irregular e sob grande peso, amassadas ao meio. Havia exemplares que ficavam na direção da saída do ar refrigerado, capa e primeiras folhas balançando. Alguém prendeu apenas a metade inferior desses exemplares para que não dobrassem com o vento refrigerado, fazendo com que ficassem com "orelhas" nas pontas. Mais de uma vez, arrumei blocos da mesma revista para poder ver se havia alguma coisa debaixo deles. Nada achei, a não ser mais blocos desorganizados de outras revistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi gastar. Em frente à revistaria, um café. Caro, mas eu estava com vontade. Peguei a nota e fui pro balcão. A moça era lenta. Pior: lenta e sorridente. Olhei a nota e vi que especificava o que havia pedido: capuccino sem chantilly e esfirra de frango. Ela pegou a nota. Não sorriu. Conversava com as colegas de trabalhos. Sorrindo. Houve um momento em que ela ficou parada com o bule na mão ouvindo algo que a fez rir. Não prestei atenção, mas sinceramente duvido da graça: além de confirmar que era sorridente sem causa, já desconfiava que era estúpida. Perguntou duas vezes se era com ou sem chantilly. Duas vezes perguntou se era esfirra de carne ou frango. Ela já tinha visto a nota do pedido. Respondi a tudo, inclusive quando ela perguntou se eu preferia açúcar ou adoçante (óbvio que ela não usou o verbo "preferir", limitando a dizer as duas opções). Quis açúcar. Disse duas vezes. Veio a bandeja com o adoçante. Antes de recebê-la, peguei o frasco de Zerocal e o deixei sobre o balcão. Silêncio. "Ah, é açúcar, né?". Lerda. Teria que ouvir também duas vezes para entender se a chamasse assim. Sentei e comecei a comer. Carne. Boa. Fui vencido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje no trabalho. Minha chefe é de São Paulo. Chegou aqui em dezembro de 2006. Perguntei o que ela tinha a dizer de Belém nesse tempo. "Não entendo esse tratamento com o cliente aqui, esse negócio de ligar em cima da hora e dizer que não dá pra fazer o serviço. Isso não acontece em São Paulo... não acontece! Lá eles sabem que &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;têm que fazer &lt;/span&gt;isso porque senão sempre tem outro que faz no seu lugar e também porque sabem que a reputação e confiança deles fica em jogo no mercado". Bebo o refrigerante, sentindo um misto de alívio e pressão sobre mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reputação. Tratamento. Parece evidente demais dizer: Belém é um lugar de atendimento ruim, de descaso com o cliente, de uma cultura de "é assim mesmo". Por que a supresa da idéia geral de que o que vem de fora é melhor? Detalhes obrigatórios se tornam luxos, entre eles o bom atendimento e a confiança no prazo. Claro que há exceções. Sempre há. Não é uma cidade grande, não é um lugar de muita variedade. São relações e esquemas no mercado. Mas não é muito difícil perceber o caminho entre evolução e apodrecimento. Todos se conhecem. Deviam se lembrar disso na hora de dar pra trás. Sempre se pode divulgar um resultado com eficiência nessa cidade (especialmente os envolvidos com Comunicação), sempre se pode fazer elogios ou jogar lá embaixo o nome. Palavras se espalham. Pena que o mesmo não se aplique à justiça delas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-8017219932066550177?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/8017219932066550177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=8017219932066550177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8017219932066550177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8017219932066550177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2007/12/provncia.html' title='Província'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-3079795930679779679</id><published>2007-12-05T16:10:00.001-02:00</published><updated>2009-01-14T14:20:19.213-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Toma Tao</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;"Praia deserta, as ondas batendo, tava tudo perfeito, até dava medo! A lua... (faz gestos no ar) de que lado mesmo é minguante e é crescente? Ah, eu soube lá na hora! Ela apontou uma estrela vermelhona no céu e disse que era vênus. Eu disse que Vênus também era amor... cara, é sério, não ri, tava dando certo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É verdade isso, cara. Você atrai o que você emana. Se você tiver com cara de mau, doido pra dar um soco em alguém, uma hora tu encontra um bêbado, vadio, te enchendo o saco e faz a merda."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pô, tá... eu fui na casa da menina, mas não conhecia o lugar, não conhecia a mãe dela... não conhecia nem a menina!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tava inspirado na lição. Confúcio disse 'Vai e arregaça! Manda ver que tô contigo!' "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoço surpresa e cheio de máximas com um amigo tão zen quanto malandro ("tem que ter equilíbrio na vida, saber o Tao, senão fode tudo"). E levo a sério tudo que ele pode ensinar, assim como rio também do que puder. Equilíbrio das horas de preocupação e reflexões com as descontraídas e bem-humoradas. Sem garantias, mas talvez isso se reflita em outros campos. Vale a pena. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-3079795930679779679?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/3079795930679779679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=3079795930679779679&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3079795930679779679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/3079795930679779679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2007/12/toma-tao.html' title='Toma Tao'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-1949893468593411207</id><published>2007-11-29T15:42:00.003-02:00</published><updated>2010-06-04T00:53:48.013-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Adiante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Preferi olhar pelo vidro. Daquela distância, pouca coisa havia mudado. Algo familiar e distante, ainda muito previsível mas com uma vontade de surpreender avançando pelos meses. Isso era possível ver. O relógio na prateleira, quase obstruindo a visão, era daqueles elegantes cujo ponteiro dos segundos move-se continuamente, sem pausas, sem tic-tac. Vi certa elegância. Veio a dúvida se era minha visão desascostumada à sua presença ou postura de trabalho. Não soube, por isso não me importei.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Os movimentos expansivos e até exagerados estavam contidos. Era a situação. É difícil dizer o ponto onde tristeza carrega elegância e segredos significam vantagens. Talvez se pudesse ler os olhos. Mas não era possível. Não através do vidro, não daquela distância, não se esquivando do relógio. Ainda assim, ninguém sairia do seu lugar caso alguém resolvesse ignorar tais barreiras. Obrigação de um lado, reclusão de outro. Isso através do vidro. Internamente, os dois são reflexos e combinações juntos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Sorri. Todos os clichês e conselhos são reais, mas não são tanto quanto à própria realidade. Mais uma vez o costume de apontar a realidade sempre negativa, dizer sempre "é a vida" como resignação e desculpa. Não era o caso. Era vida de um lado e de outro do vidro. Não vi com clareza, mas também via uma situação piegas, até o ponto onde eu estava consciente disso. Se não sou claro, há um motivo. Se há transparência é porque houve vontade. Havendo fuga desse domínio, escapando da previsão e alargando o alcance, aí surgem nossas revelações. O que já desejamos e o que já revelamos foi uma direção das minhas idéias através do vidro. Não alimentei. Não esqueci.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O ponteiro do relógio já acusara alguns minutos. Sinceramente, as coisas mudam nesse tempo incessante. Segundos viram semanas e minutos passam a meses. Nada novo, nada mais atualizado. Fosse um espelho próximo, veria meus olhos e assistiria aos meus movimentos. Não descobriria nada porque haveria procura da minha parte. Mas através de um vidro de prateleira, distante metros e metros, entendi alguma coisa. E houve melhoras. Talvez o outro lado também. Talvez. Fui embora sem fazer barulho e sem me deter, imitando o que restou de comum aos dois: o relógio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-1949893468593411207?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/1949893468593411207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=1949893468593411207&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1949893468593411207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/1949893468593411207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2007/11/adiante.html' title='Adiante'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-5267125768834775169</id><published>2007-11-21T17:36:00.003-02:00</published><updated>2010-06-04T00:54:05.401-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Um, dois, três...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Claramente muito da paciência se perdeu com o tempo. A sutileza também foi se esvaindo. Não há certeza se o contrário deveria acontecer ou se era isso mesmo o esperado. Há dúvidas, isso sem dúvida. Tanto tempo e treino para exercitar algum possível auto-controle e fazer as coisas do jeito considerado certo. Voltas e mais voltas ao redor da questão, esperando encontrar alguma fissura ou então se jogar sagaz e furiosamente para resolver tudo. O fim pode não ser bom, mas ainda é fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Não se trata de exceção. Seria até comum se, a esta altura do campeonato, comum não fosse tão normal quanto ser espetacular. É comum sentir medo, é espetacular superá-lo. Certo, um incentivo, mas não ajuda. Ficam os agradecimentos, sinceros e com a disposição de retorno, mas agora a diferença mesmo só vai aparecer quando vier a certeza de quem vai brigar e, depois, quem vai a nocaute.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Não é querer chamar a atenção. Não agora. Muito distante também está o desespero. É mais uma necessidade. Não de fazer sentido, porque vale aproveitar a chance de descartá-lo. É uma necessidade de escape e orientação, mesmo não reconhecendo a bússola e nem mirando o norte. Só dando um tempo, sem murros ou becos escuros, para rever toda a química e sua eficácia e ver o quanto de veneno e o quanto de antídoto pode ser o egoísmo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-5267125768834775169?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/5267125768834775169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=5267125768834775169&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/5267125768834775169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/5267125768834775169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2007/11/um-dois-trs.html' title='Um, dois, três...'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-8555677209225978356</id><published>2007-11-17T18:15:00.004-02:00</published><updated>2010-06-04T00:54:22.926-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>"Como se faz para esconder uma árvore?"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A simplicidade induz ao engano, como ensina a carta roubada de Allan Poe. Hábito adquirido ou qualidade própria, sempre a questão se as coisas realmente são tão complicadas quanto aparentam. Se num momento de puro realismo de visão e raciocínio, onde nem mesmo os sentimentos dos outros são poupados (e nem deveriam nessas ocasiões), se tem a impressão de nem tudo é tão complexo quanto se imaginava, talvez seja verdade. Ou o contrário: não é tão simples quanto parece. Nunca é fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ainda nesses momentos, fica claro que muito depende da vontade e esforço próprio. Principalmente esforço. E dá a impressão (certezas são quase privilégios) de que se o esforço nunca é tão grande, é porque se quer atenção, quer evitar a solidão, alguém confiável dizendo o que se quer ou não ouvir. Ambos os casos incluem o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há momentos de lucidez ou delírio, letargia ou êxtase, prazer e tédio, sempre envolvendo diferentes sensações, em que as coisas ficam claras. A resposta é simples, a sua execução geralmente não é, como Cony dá a entender ("Basta colocá-la no meio da floresta"). Mas reconhecendo a solução certa, não há dúvida: é um grande passo. Nunca é fácil. Certamente melhor que seja assim para o mundo girar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-8555677209225978356?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/8555677209225978356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=8555677209225978356&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8555677209225978356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8555677209225978356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2007/11/quer-esconder-uma-rvore-basta-coloc-la.html' title='&quot;Como se faz para esconder uma árvore?&quot;'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-6239213184679779886</id><published>2007-11-08T17:00:00.001-02:00</published><updated>2009-01-14T14:23:13.173-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Resumo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não consegui ir dormir logo após desligar. Aproveitei a escuridão parcial da sala para beber alguma coisa e pensar (o que sempre acontece quando muitas memórias e previsões são levantadas). Foi uma conversa que fez bem, muito bem, "só liguei pra dar um oi", logo após eu responder que não estava cansado do dia e informar o novo número residencial, ainda me enxugando do banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova fase de vida, explicando o que aconteceu, o que era esperado e o que não era. E o que a levou até ali, a ter sentido o que disse que sentiu e a, naquele momento, transmitir tranqüilidade na voz, o que a não impedia de ter vontade de conversar com alguém fora do círculo familiar e de primeira intimidade, mas que sempre declarou amizade, admiração e gratidão pela ajuda, risos e conversas em horas ruins. Novidades, perguntas, conselhos e, por assim dizer, esperança, ainda que esta palavra permanecesse no silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas sem interrogação, numa sutileza que fazia falta. "Não esperava que você...", e eu explicava. E ria de graça e ironia, reclamando da própria falta de perspicácia. Eu respondi, no mesmo tom, que ela não teve culpa: mesmo com toda amizade e desabafos freqüentes, me esforcei pra não falar com ela porque era um assunto que eu simplesmente não tinha previsão alguma do nosso comportamento. Uma das vezes em que somos crianças de jeito adulto, não chorando, só esperando que os pais nos digam o que fazer e, principalmente, que digam que vai ficar tudo bem na hora de dormir. Os pais estavam lá, mas ela e outros amigos é que mostraram que somos adultos com direito de errar, exagerar pedir ajuda sem pedir socorro e, acima de tudo, não parar de tocar a vida porque o tempo fortalece ou enfraquece, nunca fica na mesma medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo. O semestre ruim no ano passado, as atribulações desse ano... e a lembrança de que muita coisa passou desde que, na sala de aula, fomos os únicos que se dispuseram a ir no comércio comprar miniDVs para nossa sala. Eu, tímido e atento. Ela, rindo, agitada, com reclamações ("se a gente não vem aqui, como é que ia ter gravação?") e já mostrando um pouco dos planos quando puxou um guardanapo de papel da bolsa com anotações e cálculos para pagar internet de banda larga em casa. Não esperava que o seu esforço e competência profissional fossem crescer tanto, acompanhados na mesma proporção pela minha admiração, entre conversas, trabalhos, refeições e viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas semanas atrás eu vi uma colega do ensino médio e fiquei feliz em vê-la aparentemente bem, mesmo após vários meses sem contato. Ontem, conversei com uma amiga de faculdade e também me senti alegre, por ter acompanhado o seu progresso durante meses e saber que ela está bem, com seus defeitos e vantagens, nunca parando. Longe ou perto, são pessoas que me ensinaram muito. Fico agradecido por saber que ainda posso reconhecer a importância delas e, no caso do telefonema, ter a chance dizer como admiro o seu comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda o tempo. No sofá, com o copo na mão, vendo a conclusão de que as coisas acontecem muito rápido. Pessoas e oportunidades atravessam os anos, nos resta fazer o mesmo com os outros, aprendendo e agradecendo os bons momentos e, quando preciso, os maus. Com todos os defeitos e qualidades tão evidentes e tão ocultos, com todas as estratégias racionais e sentimentais para que as coisas saiam do nosso jeito (esperando que seja o jeito certo), não há como fugir do sentimento, após tanto tempo, de que torcemos que as coisas funcionem pra pessoas queridas. Eu, após desligar e depois de pensar muito, me resumi a isso: à vontade de que tudo dê certo pra ela. E que, quando o celular piscar de novo, eu possa estar perto. Nem que seja pra dar um &lt;em&gt;oi&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-6239213184679779886?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/6239213184679779886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=6239213184679779886&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/6239213184679779886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/6239213184679779886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2007/11/resumo.html' title='Resumo'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-8467442299890584427</id><published>2007-10-24T13:45:00.001-02:00</published><updated>2009-01-14T14:23:44.338-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Simples</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tranqüilidade em ficar só, por isso não fui pra casa na hora do almoço. Não era necessidade, apenas preferência. Segurando a nota sobre o balcão para pegar a fatia de bolo e o refrigerante, escutei um estalido. Um beijo. Vi um casal, ele abraçando-a por trás e beijando-lhe o pescoço. Ela distraída olhando para os preços. Continuava bonita, os óculos surpreendentemente não faziam falta, cabelos longos e lisos como sempre. Passaram por mim, chamei o seu nome, a distração dela continuou. Voltei o rosto para o atendente que preparava a bandeja. Então ela veio (o namorado deve ter ouvido a minha saudação) não mais sorridente do que supresa, pedindo desculpas e me abraçando. Sorri de volta enquanto recebia o lanche e disse que já ia comer, poderíamos nos falar depois.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Restavam poucos lugares. Longe da minha intenção inicial, fiquei preparado para dividir a mesa com eles. Não fiquei irritado com isso, o que me fez perceber que gostei de revê-la. Desde o primeiro ano do ensino médio, quando eu e meus amigos conversávamos o quanto ela era simples e íntegra, até o ano em que ela passou no vestibular do curso que sempre quis. Tenho certeza que cada um de nós comemorou a sua aprovação, estivesse em qualquer canto do Estado ou fora dele. Não era atração ou disputa, era o mais próximo da unanimidade entre nós, mesmo após meses sem vê-la. Era nossa protegida, mesmo ela apoiando nos momentos de raiva e desânimo (não foram poucos)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fiquei feliz em vê-la com um namorado aparentemente carinhoso, carregando material de estudo do curso que sempre quis, verificando o preço dos pães com a mesma simplicidade que encantou no ensino médio. Se algum dos meus amigos daquela época estivesse ali, se sentiria da mesma forma. Não pensei que gostaria de dividir a mesa com alguém quando minha vontade era ficar só. Também não imaginei que um simples cumprimento e a visão dela se afastando para os pães pudesse me trazer alegria quando o máximo que eu queria era calma, cansado de esperar surpresas e criar grandes expectativas. Prolonguei o lanche não para saborear o bolo, mas o momento em que encontramos alguém que simplesmente nos faz bem. Mesmo de longe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-8467442299890584427?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/8467442299890584427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=8467442299890584427&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8467442299890584427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/8467442299890584427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2007/10/simples.html' title='Simples'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-4299392047524543653</id><published>2007-10-15T10:05:00.005-02:00</published><updated>2010-06-04T00:56:23.019-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Fortuna de uma moeda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Devia ter percebido antes. Outubro não vai ser um mês fácil. Menos paciência, mais impulsividade. Horas de sono mais intranqüilas, principalmente quando a manhã se aproxima. A mente buscando analisar cada carta que compõe o castelo de princípios e regras do próprio comportamento, soprando suavemente os primeiros andares e, às vezes, balançando os dedos perto da base. A velha pergunta. Ausência de religião, descrença na humanidade, tendência genética, transtorno mental, traumas despercebidos, comportamento inadequado, resistência em transformar tolerância em integração, medo de errar (de novo), medo de acertar, frescura mesmo... a opção é uma e os erros são de todas. "Por quê?".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E o diabo é que uma música no rádio e um filme consigam mudar tudo isso. E a nada surpreendente (e estupidamente irritante) conclusão de que é melhor o espírito ser essa montanha-russa do que andar em linha reta. Assim nada supera a sensação de quando se tem a certeza de que se está fazendo o certo, sem questionar moral nem ganhos para qualquer referência.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;"Exilados". Filme policial. Não gostei muito. Mas há trechos memoráveis, desses onde o filme é mais cúmplice do que culpado pelo sentimento do espectador (aviso spoiler: vou revelar trechos do filme). O quarteto protagonista, depois de uma sucessão de erros e má sorte, decide tirar no cara-ou-coroa o rumo dos seus próximos movimentos. E mesmo seguindo os passos da moeda, chegam onde provavelmente teriam chegado caso a decisão fosse de vontade própria. Mas provavelmente teriam sofrido mais. Quando a sorte parece abrir sorriso e braços, surge mais uma decisão a se fazer. A mais difícil de todo o filme. O líder do quarteto pede a moeda e se livra dela. E partem para resolver a questão, tranqüilos por saberem o que fazer, ainda que a solução seja trágica para todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já ouvi que sorte é talento. Um argumento bom pro ego. Pra mim é só acaso. Se um dia eu acreditar em algo além de coincidências, talvez mude de idéia. Até lá, a sensação de contagem regressiva aumenta. E, curiosamente, aumenta também a certeza de que as coisas estão mudando num ritmo que até agora só eu percebo. Não é sorte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-4299392047524543653?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/4299392047524543653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=4299392047524543653&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/4299392047524543653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/4299392047524543653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2007/10/fortuna-de-uma-moeda.html' title='Fortuna de uma moeda'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-5317016666201595082</id><published>2007-09-24T10:40:00.001-03:00</published><updated>2009-01-14T14:25:07.472-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cenas'/><title type='text'>Evasão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ainda carregando a pasta preta e suja, balançando algumas garrafas de vinho, da menor pra maior, cantarolando os primeiros versos de "Quase sem querer" enquanto abre um pacote de biscoito de chocolate, pensando na vida e em pessoas e quando uma quer dizer as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sofá, já sem a pasta e ainda com o biscoito, lembrando de alguns lugares visitados esse ano e de coisas planejadas. E uma vontade grande de reclamar para aqueles que adoram reclamar. E pensando se reclamar muito e se achar muito ajuda a relaxar, mesmo que tudo não seja verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamando o elevador, de volta com a pasta e sem o biscoito, apressado e paciente, lembrando os horários dos filmes e das estréias na próxima sexta-feira. Conferindo o mp3 e calculando que horas vai voltar pra casa, torcendo pra não chover, lembrando que mudanças podem ser legais, mas surpresas geralmente não são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na loja, feliz com a promoção das trufas de chocolate, gastando cinco em vez de dois reais (surpresas ainda podem ser legais). Sai pro filme. E volta rapidinho pra comprar mais uma trufa, guardando na pasta preta. Pensa no dia seguinte e se desanima, mas logo passa comendo chocolate e vendo os lançamentos na banca, confirmando que algumas coisas sempre funcionam na vida, para o bem e o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No cinema, torcendo pra pipoca de todo mundo acabar logo pra não fazer barulho durante o filme, satisfeito por haver pouca gente na sessão. E de repente, como costumam ser esses momentos, lembranças boas e ruins de pessoas e lugares. E a saudade, o sorriso, as fotos, os suspiros e os clichês antes das luzes se apagarem, fazendo com que durante duas horas o universo seja esquecido e o mundo questionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ônibus e agora, o sentimento do ridículo. E a sensação de que, talvez por isso mesmo, vale a pena.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS: O filme era "Ultimato Bourne", assistido pela segunda vez. Não foi propriamente o filme que fez esquecer e questionar. Ele foi apenas uma peça do cenário. [em 26/09]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38040373-5317016666201595082?l=interferente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://interferente.blogspot.com/feeds/5317016666201595082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38040373&amp;postID=5317016666201595082&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/5317016666201595082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38040373/posts/default/5317016666201595082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://interferente.blogspot.com/2007/09/evaso.html' title='Evasão'/><author><name>Interferência</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05229227300882271445</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38040373.post-6570033690358234175</id><published>2007-09-12T19:00:00.003-03:00</published><updated>2010-06-04T00:56:36.823-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relembrando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando demais'/><title type='text'>Tartarugante</title><content type='html'>"Você é o cara mais pessimista que conheço"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você é um tanto quanto, digamos, dark..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como sempre, ele criticou" (&lt;i&gt;falando de mim&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As duas coisas" (&lt;i&gt;resposta que ouvi quando questionei se os pais de hoje estão amolecendo ou eu que sou rigoroso demais&lt;/i&gt;)&lt;b
